Vênus
Desde que lhe vi, selei minhas pupilas, Para não gravar nada mais em mim, Seus olhos carmesim refazem a alma, Deste reles serafim;
Vênus
Desde que lhe vi, selei minhas pupilas, Para não gravar nada mais em mim, Seus olhos carmesim refazem a alma, Deste reles serafim;
Eu, o maior mentiroso em auto flagelo, Exalto veracidade em total desespero, Te desejo além do desejo e imploro, Tua complacência minha deusa.
Se tua vista me alcança, Declaro ao mundo inteiro, Meu fascínio pagão que incessantemente te quer, Independente das injúrias em quatro paredes, Te deixando a semente, Prendendo-me nas grades de seus dentes, Enlaçado em sua língua, Não sendo prisioneiro, pois estou nos confins que tanto quis.
Quebro meus braços para impedir que se solte, Portanto não morrerei distante, Jamais abandonarei teu baluarte, Me encanto por teus traços advindos da pura arte, angelical; Nefalem, demônio do carnaval, Festejo em meus sonhos para eternamente te ter, Ao despertar sorrio e te beijo, declaro o momento, Propício ao prazer.
Do pulsar que te toca, Nos dedos que chocam no frio contínuo, Mas não se abala e deleito-me em seu corpo divino; Divina. Matutina, te quero, te clamo, Mero mortal me torno,
E antes de morrer, Contemple-me com apenas um instante de seu ser, Para que eu possa ver seu corpo nu, Uma vez mais.
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