NÃO DESÇA DA CRUZ
Culto de domingo 12/07/2026 Pastor Gustavo Falcão Tema da palavra: NÃO DESÇA DA CRUZ
NÃO DESÇA DA CRUZ
Culto de domingo 12/07/2026 Pastor Gustavo Falcão Tema da palavra: NÃO DESÇA DA CRUZ
Referências Bíblicas: Mateus 16:24| 27:40| 26:39 João 16:33 Hebreus 12:2
Mateus 16:24 “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;”
Vivemos em um tempo em que muitos querem somente os “benefícios” do evangelho: hipergraça, prosperidade. De fato, eles existem, mas não podemos considerá-los uma barganha, pois Jesus é galardoador daqueles que o buscam. O Senhor ama nos presentear, cuidar de nós; porém, há no evangelho algo que não podemos ocultar: o evangelho ainda fala de cruz.
Jesus nunca vendeu uma fé baseada em conforto por meio de seus ensinamentos, uma vida fácil em que não haveria perdas ou perseguições. Pelo contrário, ensinou que teríamos dores, perdas e perseguições.
João 16:33 “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”
Foi dito que o caminho seria estreito, um “marketing” nada convincente para segui-lo. Ele nunca negociou a verdade, nunca vendeu uma facilidade; Ele nos chamou para sermos pessoas de vidas transformadas. Ele carregou a nossa cruz, a condenação pelos pecados. Era símbolo de derrota, e Ele tomou essa cruz em nosso lugar.
O nosso pecado gerou morte, mas não a nossa, pois Ele se entregou a nosso favor. Mesmo assim, Ele não promete uma caminhada isenta de dificuldades. Ele olha para nós após isso e declara que também precisaríamos tomar a nossa cruz.
Ele fala em três etapas:
Primeiro: negue-se a si mesmo — abra mão dos seus achismos, não viva pelos seus desejos, submeta-se ao meu senhorio.
Segundo: tome a sua cruz — aceite o sacrifício, as renúncias, as dores do caminho, pois você permaneceu fiel. Não abandone a fé no caminho quando houver obstáculos desfavoráveis.
Terceiro: siga-me — segui-lo é imitá-lo, perdoar como Ele perdoou, amar como Ele amou e permanecer até a morte, como Jesus permaneceu.
Todo discípulo de Jesus possui uma cruz: a do perdão, da obediência, de permanecer fiel mesmo quando tudo impulsiona a desistir. Evangelho é sinônimo de entrega, renúncia e negação. Porém, nossa tendência é abandonar no decorrer do caminho, quando a cruz fica pesada demais; é natural. Mas Ele nos propõe a resistir, pois a cruz não é o fim, mas faz parte do caminho.
Naquele tempo, o símbolo, o significado da cruz era vergonha, tortura e humilhação. Quem carregava uma cruz em meio à multidão era considerado um derrotado, sem esperança, sem volta; era o fim. Mas, para Jesus, foi diferente, pois Ele ressignificou a cruz como processo, propósito, algo maior, caminho de redenção da humanidade.
Aquilo que parecia derrota era o início da salvação.
Não mais significa abandono, que Ele nos deixou. Nem todo processo doloroso significa que estamos longe da vontade de Deus. Às vezes, a vontade d’Ele, sim, nos colocará diante de momentos difíceis e até mesmo das tragédias que vivenciamos.
A cruz já nos foi prometida; o maior perigo é descer dela antes do tempo.
Mateus 27:40 “E dizendo: Tu, que destróis o templo, e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz.”
Mesmo com toda aquela multidão o incentivando a desistir da missão que lhe foi incumbida, Ele se manteve firme até o fim. Essas vozes, ditas por Satanás, são incapazes de parar os planos que Deus tem para nós. Mas ele vai se dedicar para que você desista da cruz e a deixe pelo caminho…
Há milagres instantâneos que, com orações simples, já são concretizados; porém, há outros que só acontecem depois da cruz, para aqueles que permanecem até o final. Sabemos que o propósito de Jesus era construir uma nova aliança, estabelecer o plano da salvação, a redenção eterna e sem sacrifícios. A cruz era o processo necessário, a porta pela qual Ele deveria passar.
Jesus não permaneceu porque era confortável; ela foi dolorosa, uma das mais cruéis já existentes na história da humanidade, pois houve aflição ao ponto de suar sangue. A dor e o sofrimento eram reais. Sobre os ombros d’Ele pesaram os nossos pecados, o que o afastou do Pai, pois é isso que os nossos pecados causam: o afastamento da presença do Senhor.
Sim, Ele poderia desistir daquele lugar, daquela cruz; a carne pedia isso. Ele estava exposto às dores carnais que vivemos, físicas, espirituais e emocionais, naquele momento.
Mateus 26:39 “E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.”
O normal era, sim, desistir; seria uma escolha natural para evitar a dor. O que o manteve lá foi o amor e o propósito. Se escolhesse o que era mais confortável para Ele, com certeza seria uma escolha que custaria muito.
Descer da cruz custaria a nossa salvação, e essa foi a maior motivação. A cruz nos ensinou que ela é o caminho para aquilo que Deus ainda revelará. Se vivermos pelo que sentimos, desceremos da cruz; mas, se vivermos pela fé, permaneceremos pelo propósito até ver a mão de Deus agir.
Hebreus 12:2 “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”
Há uma recompensa para quem decide suportar a cruz. Houve glória depois da vergonha, houve vida depois da morte. Ainda existe renovo, transformação, presença, milagres, amadurecimento e recompensa após o vale.
A ressurreição faz parte da história. É necessário perseverar durante esse processo da cruz. Mesmo deixando marcas, Deus lhes dá um novo significado. Jesus não se envergonha das marcas da cruz em si ao demonstrá-las a Tomé, pois elas eram sinônimo de vitória, e não somente de dor e sofrimento.
A cruz nunca será o final para quem tem os olhos fixos em Jesus. Há uma glória a ser revelada. Então, creia e não abandone o seu Deus e a sua fé.
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