Manifesto Troianista
Estamos em guerra. Essa é a mensagem que ecoa nos corações e mentes de todos troianistas, e que nunca seja esquecido: nosso inimigo é o…
Manifesto Troianista
Estamos em guerra. Essa é a mensagem que ecoa nos corações e mentes de todos troianistas, e que nunca seja esquecido: nosso inimigo é o Estado. Não só o Estado em que moramos, mas sim todos os Estados. Rejeitamos essa instituição mafiosa, violenta e predatória. Rejeitamos todas as correntes políticas que necessitam e defendem essa instituição. Não desejamos o bem para essa instituição, mas sim que sofra de inanição, que seja corrompido, destruído de dentro pra fora e que todos os indivíduos fora da instituição não parem de lutar.
Mas a nossa luta não poderá ser feita por meio das armas. Sabemos que combatemos um inimigo que é truculento, que não pensará duas vezes antes de usar o monopólio da violência contra nós. O nosso inimigo não se importa com a vida de seus próprios membros, pare e pense quantos milhões eles descartaram dos seus próprios integrantes? Seja em guerras, execuções, em combates internos pelo poder, e em ações desnecessárias? Nós somos diferentes, nós valorizamos cada um dos nossos. A vida de um dos nossos equivale a vida por mil deles, por isso não podemos nos dar ao luxo de perder um dos nossos. Não podemos partir para os meios violentos. Além da assimetria de poder, e dos números que nosso inimigo detém contra nós, temos o dever de manter os nossos vivos e unidos e na luta constante, seja na luta de ideias, propaganda, retórica, e nas lutas subterrâneas.
O Troianismo é um novo olhar do anarcocapitalismo. Uma corrente que valoriza o trabalho de nossos amigos libertários, anarcocapitalistas, agoristas e puristas. Mas acredita que deve se adaptar às necessidades modernas, e reconhecer as condições em que nos encontramos, e nossa condição atual é reconhecer, que estamos em guerra.
Para podermos vencer primeiro devemos aceitar a realidade. Não gostamos da guerra. Não desejamos a guerra. Mas ignorar a realidade não fará avançar, e só nos levará à derrota.
Contra nossos inimigos devemos usar as mesmas armas deles, por exemplo a dialética com duas teses opostas e contrárias. Usemos os recursos deles contra eles, enquanto nós promovemos nossas ideias, recursos, valores e ética, para aqueles que buscam a liberdade e valorizam a propriedade.
Nós troianistas, somos diferentes dos anarcocapitalistas e libertários puristas, defendemos o uso de meios políticos para ganharmos tempo e atrapalhar o Estado. O uso de meio políticos não exclui a defesa e uso de meio
não políticos. Nisso muitos puristas erram em suas análises, além de nunca conseguirem provar que um meio exclui o outro.
Assim como no conto da guerra de Tróia, os gregos ao entregar o cavalo de madeira, fingiram ter desistido da luta e que voltaram para suas casas. Esconderam no cavalo um pequeno grupo que, ao se infiltrar nas linhas inimigas, desestabilizou os defensores e abriu os portões para a força principal agir: “AQUELES QUE ESTAVAM DO LADO DE FORA.”
A força principal, a força motriz não se infiltrará. A força principal sempre estará do lado de fora, e não podemos nem devemos esquecer disto.
Nós troianistas reconhecemos que os meios políticos funcionam como o cavalo de tróia, e nossa verdadeira e principal força são aqueles do lado de fora, combatendo nas sombras e esperando até os portões inimigos se mostrarem vulneráveis. Enquanto isso promovemos a cooperação simultâneas de nossas forças internas e externas.
Heroísmo e anti-herói:
A ação do cavalo de tróia, mostra que não há heroísmo na guerra, por isso rejeitamos a ideia de heróis. O cemitério está cheio de heróis, e nós valorizamos a vida de cada um dos nossos. Sabemos que o exemplo do cavalo de tróia, não somente apenas não é heróico, mas é anti-heróico. Nós troianistas reconhecemos e aceitamos o anti-heroísmo como uma bandeira, ao lidar com um problema tão grande e assimétrico como o Estado. Não bateremos de frente contra o Estado, não sacrificamos os nossos por ilusões de heroísmo. Mas avançamos e atacamos pelas costas, quando o nosso inimigo não vê e não está presente. Venceremos e pouparemos os nossos. Aquele que sai vivo, é aquele que está de pé até o fim vencem. E o anti-heroísmo servirá para garantir nossa vitória.
Porém gostamos de deixar claro, há indivíduos que possuem o ímpeto do heroísmo, nós não promovemos que façam loucuras e atos heróicos, mas não vamos forçar como esses indivíduos devam ou não agir.
O troianismo surge para complementar e suprir as necessidades modernas de combate ao Estado, as ideias estadistas, e de quaisquer frutos vindos dos socialismos.
O Troianismo não é apenas uma nova vertente, é uma arma de resistência, uma estratégia de combate contra o controle opressor do Estado. A vitória não será imediata, mas ela é inevitável para aqueles que compreendem o poder da dissimulação. Estamos plantando as sementes da liberdade que crescerão com o tempo. Com cada ação inteligente, cada ato de subversão, aproximamos o fim do Estado e o triunfo da verdadeira liberdade. A luta já começou. E nós venceremos.
Bennett Baum 06/05/2025
메타데이터
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