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O que recebemos de Jesus Cristo.

Uma breve reflexão com analogias que podemos tirar de Isaías 9:2–7.

Ismael Bezerra · 2025-12-02 17:19 · 0 claps · 4.4 min read
#advento #teologia #sermões #sermons
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Wiki topics: 🕊️ · Religion

O que recebemos de Jesus Cristo.

Uma breve reflexão com analogias que podemos tirar de Isaías 9:2–7.

O texto de Isaías 9 é uma das professias messiânicas mais conhecidas, deu origem a muitas músicas belíssimas. O profeta Isaías é o que fez mais professias a respeito do Messias que viria. O messias viria para libertar, governar e reinar eternamente com um reino de justiça.

Os israelitas atribuíram este reino a um reino simplesmente físico e que a libertação seria apenas das opressões das outras nações, mas, será mesmo que é disso que se trata essas professias?

Libertação e paz com Deus.

O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. Tu multiplicaste a nação, a alegria lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na ceifa, e como exultam quando se repartem os despojos. Porque tu quebraste o jugo da sua carga, e o cajado do seu ombro, e a vara do seu opressor, como no dia dos midianitas. (Is 9:2–4)

As figuras de linguagem; “O povo que andava em trevas, viu grande luz…” e “Porque tu quebraste o jugo da sua carga…”, aparecem de outra maneira no novo testamento, a primeira ocorre de maneira literal na ocasião do nascimento de Jesus Cristo, mas ele também fala dele mesmo como a luz do mundo em um sentido mais espiritual:

Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8:12)

A segunda figura de linguagem, também é falada por Jesus de maneira espiritual:

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mt 11:29–30)

Sob a ótica do novo testamento, vemos o que é este julgo e esta escuridão, a escuridão passa a ideia de alguém perdido por conta da noite que não pode ver o caminho a frente e o julgo nos passa a ideia de servidão.

Ao longo da história de Israel vemos o povo constantemente, pecando, sendo punidos(por vezes com servidão), se arrependendo, sendo salvos por Deus e voltando a pecar, o que nos leva a refletir, será mesmo que este povo está escravizado pelas nações ou pelo pecado, vemos que a resposta é que o povo está muito mais escravizado pelo pecado, pois o julgo das nações pode ser quebrado até de maneira humana, mas quem libertará o homem do Julgo do pecado?

Jesus veio justamente para isso, nele somos libertos e temos nossos pecados redimidos, a libertação que Jesus nos trouxe foi a quebra do julgo do pecado, a luz que Cristo nos trouxe foi ele mesmo, nele temos um único caminho que nos leva ao pai e não permite com que nos percamos.

Porque todo calçado que levava o guerreiro no tumulto da batalha, e todo o manto revolvido em sangue, serão queimados, servindo de combustível ao fogo. (Is 9:5)

Estávamos em guerra com Deus, mas, em Jesus, temos paz com Deus.

Senhorio de Jesus Cristo.

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado estará sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. (Is 9:6)

Agora, que fomos libertos do pecado, estamos debaixo de um outro senhorio, um senhorio misericordioso, maravilhos de um Deus forte, que nos fez encontrá-lo e nos salvou de nossos próprios caminhos.

De maneira que agora, devemos estar debaixo do senhorio de Cristo, não devemos mais andar em nossos próprios pecados:

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. (1 Jo 2:1)

Claro que, enquanto a velha natureza estiver em nós, vamos pecar, mas não devemos estar procurando o pecado, não devemos estar insubordinados a Jesus, aquele que o ama guarda o que ele manda:

Se me amais, guardai os meus mandamentos. (Jo 14:15)

Dito isto, chegamos na seguinte conclusão, é impossível ter Jesus como seu Salvador e não têlo como o seu Senhor, as duas características de Jesus estão muito indissociadas no nosso relacionamento com ele, ele é o nosso Salvador e é o nosso Senhor, devemos então nos submeter a sua autoridade e guardar os seus mandamentos.

Vale lembra que o novo testamento se refere a Jesus como nosso Salvador vinte e duas vezes e como nosso Senhor em seiscentos e cinquenta vezes, claro que Jesus é nosso Salvador, mas, ao professarmos fé genuína em Jesus como Salvador, estamos também tendo ele como nosso Senhor.

Esperança.

Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto. (Is 9:7)

Além do governo de Cristo ser eterno, em qualquer posição teológica biblicamente sensata, ele reinará com justiça, temos a esperança que além de encontrarmos ele depois de morrermos e/ou quando ele retornar a terra, o seu reino será maravilhoso.

Tudo o que passamos aqui de sofrimento não será mais relevante, pois Deus limpará dos nossos olhos toda a lágrima, estar com ele será tão maravilhoso que não sentiremos falta de nada aqui.

Está esperança está baseada nas raízes de nossa fé, a própria ressurreição de Cristo nos mostra que nosso Senhor e Salvador venceu a morte, ele nos prometeu que:

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer. Crês tu isto? (Jo 11:25–26)

No contexto de João 11, Lazaro estava doente, Jesus é chamado para ir a Betânia mas posterga sua saída e então Lazaro morre. Quando Jesus chega a Betânia, Marta diz:

Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. (Jo 11: 21b-22)

Então Jesus usa esse contexto para, mais uma vez, nos prometer a vida eterna, apesar da morte de Lazaro ser física, Jesus diz duas coisas com a sua resposta:

1- Jesus é soberano até mesmo sobre a morte física.

2- Quem crer nEle não morrerá(espiritualmente), ainda que esteja morto(físicamente), viverá(espiritualmente).

Em Jesus somos libertos de nossa condenação a morte(espiritual), mesmo que a morte física nos alcance, teremos vida e vida em abundância com ele.


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