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As sete décadas do Museu de Arte do Rio Grande do Sul

Através da exibição “MARGS 70 — Percursos de um acervo”, o museu lembra momentos de sua história e instiga os sentidos de seus visitantes

Amanda Bormida · 2024-07-10 23:32 · 0 claps · 2.5 min read
#cultura #margs #museu
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(Foto: Amanda Bormida/Beta Redação)

(Foto: Amanda Bormida/Beta Redação)

As sete décadas do Museu de Arte do Rio Grande do Sul

Através da exibição “MARGS 70 — Percursos de um acervo”, o museu lembra momentos de sua história e instiga os sentidos de seus visitantes

Texto produzido na primeira quinzena de abril de 2024, antes do contexto de enchentes no Rio Grande do Sul.

Do lado de fora, um céu cinzento e chuvoso. Do lado de dentro, próximo das 11 da manhã, em uma manhã de abril, ainda poucas pessoas se aventuravam nos corredores do primeiro andar do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS). São mais de 200 obras expostas para os visitantes, trazendo reflexões e visões de mundo diferenciadas, de um acervo que se construiu ao longo de sete décadas e reúne, hoje, 5.800 obras. A primeira parte da exibição, no andar inferior do prédio, teve início em março, e a segunda, no andar superior, iniciará na segunda quinzena de maio. Ambas irão permanecer até 18 de agosto.

Já na entrada o visitante se depara com a obra “Quarto e cozinha nº 6”, de Rommulo Vieira Conceição. Ela data de 2005 e apresenta, de fato, objetos e móveis de um quarto, como cama, abajur e mesa de cabeceira. Tudo isso anexado a uma cozinha completa, com pia, cooktop e utensílios do dia a dia. A obra é colorida, diversa, e traz vitalidade para o conjunto. Em uma das paredes laterais, pode-se observar quadros que remetem, também, a espaços de convivência, como salas de estar, jantar, e situações do cotidiano. A obra, ou instalação surpreende, especialmente porque nas paredes ao redor a exposição é de telas, especialmente de pintura a óleo, que remetem a diferentes períodos históricos, de autores tanto nacionais como internacionais.

(Foto: Amanda Bormida/Beta Redação)

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Momento de reflexão

Ao fundo, uma sessão inteira é dedicada ao retrato, seja feito pelos autores de si próprios, seja a visão de outra pessoa. Figuram artistas gaúchos, brasileiros e até estrangeiros, principalmente, do século XX. A coleção traz técnicas diversas, como pinturas de óleo sobre tela, grafite sobre papel, impressões de fotografias digitais, e até acrílico sobre compensado.

Além das telas, esculturas em bronze, em cobre fundido, madeira e ferro, assim como materiais têxteis. Ao longo de sete décadas, é de se esperar que o MARGS tenha um acervo tão diverso e instigante.

(Foto: Amanda Bormida/Beta Redação)

(Foto: Amanda Bormida/Beta Redação)

“MARGS 70 — Percursos de um acervo” tem curadoria de Francisco Dalcol, diretor-curador do MARGS, com assistência curatorial de Cristina Barros, curadora-assistente do MARGS, e envolvimento de todas as equipes e setores do Museu, além de colaboradores externos. “As obras de um acervo acionam memórias e narrativas. Mas ainda que esses objetos possam ser sempre os mesmos, os seus sentidos se relacionam e se renovam junto com o mundo e a realidade em que são inseridos; e esses contextos e sensibilidades mudam, oferecendo múltiplos significados e interpretações alternativas, que redimensionam nossa própria compreensão e experiência com a arte”, explica Dalcol, no texto curatorial da exposição.

Serviço

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul está localizado na Praça da Alfândega, s/n°, Centro Histórico de Porto Alegre, RS. A visitação é de terça a domingo, das 10h às 19h, com entrada gratuita.


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