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ExpoManas: quando as quebradas, as ervas e as manas se encontram pra mudar o jogo

Por Thamy Frisselli

Estúdio Raízes Art · 2025-11-05 00:34 · 0 claps · 4.0 min read
#arte #cultura #raiz #canabis #associação
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ExpoManas: quando as quebradas, as ervas e as manas se encontram pra mudar o jogo

Por Thamy Frisselli

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo

No último dia 25 de outubro, Brasília respirou ancestralidade, coragem e empreendedorismo feminino com a realização da 1ª ExpoManas — um evento feito por mulheres e para mulheres, que chegou chegando pra mostrar que o corre canábico também é espaço de afeto, informação e transformação social.

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo

De dentro das quebradas e periferias até os espaços institucionais, a ExpoManas nasceu com uma missão clara: criar um espaço seguro, educativo e potente onde mulheres possam se fortalecer, empreender e ocupar o mercado canábico com dignidade, consciência e liberdade.

Resistência que floresce

O caminho até aqui não foi fácil. Falar de cannabis ainda carrega muito preconceito, moralismo e desinformação — e quando quem fala é mulher preta, periférica ou indígena, o peso dobra. Mas as manas não recuam. Elas se juntam. E foi exatamente isso que a ExpoManas fez: criou rede, abriu diálogo e mostrou que hempreender também é uma forma de resistência.

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo

Nas palavras de uma das organizadoras:

“Se o sistema nos fecha as portas, a gente monta nossa própria feira, com nossas mãos, nossas ervas e nossa sabedoria.”

Hempreender é resistir

A ExpoManas deixou claro que o mercado canábico no Brasil está mudando de cara — e as mulheres estão puxando essa transformação. Em vez de exclusão, o evento mostrou possibilidades reais: desde capacitação e visibilidade até parcerias de negócios e formação política.

O exemplo de uma participante que expandiu sua produção de comestíveis à base de terpenos é o retrato disso. O sonho saiu da bolha, alcançou novos públicos e abriu portas pra outras mulheres seguirem o mesmo caminho.

Sororidade e conexão real

Durante a ExpoManas, o clima era de encontro e troca verdadeira. Mulheres de várias partes do país se reuniram pra compartilhar experiências, ideias, produtos e sonhos. Tinha empreendedora de cosmético natural, tinha mana dos comestíveis à base de terpenos, tinha artesã, pesquisadora, advogada e ativista. Todas conectadas pela mesma raiz: a cannabis como ferramenta de cura, autonomia e reparação histórica.

A feira mostrou que rede é poder. Quando uma mulher sobe, ela puxa a outra junto — e é assim que se constrói um novo mercado, mais justo, plural e afetuoso.

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo

Reparação histórica na prática

Mais do que um evento, a ExpoManas é um ato político. É sobre devolver voz e espaço às mulheres que sempre estiveram na linha de frente — mas quase nunca foram reconhecidas.

A feira valoriza o resgate de narrativas de mulheres negras, indígenas e periféricas, que há muito tempo já cuidam, cultivam e curam com ervas, mas foram criminalizadas por isso. Ela também promove educação, geração de renda e inserção no mercado de forma justa e acessível, enquanto defende políticas públicas que reparem as desigualdades e regulamentem o setor de maneira ética e inclusiva.

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo

O exemplo de uma participante que expandiu sua produção de comestíveis à base de terpenos é o retrato disso. O sonho saiu da bolha, alcançou novos públicos e abriu portas pra outras mulheres seguirem o mesmo caminho.

Rumo a um futuro mais verde e feminino

A 1ª ExpoManas mostrou que outra economia é possível — uma que não exclui, que não lucra com a opressão e que entende a cannabis como símbolo de liberdade, cura e conexão comunitária.

De Brasília pro Brasil inteiro, as manas deixaram o recado:

“A erva é planta, o corpo é templo e a luta é coletiva.”

Que venham as próximas edições — com mais mulheres, mais roda, mais conhecimento e mais amor. Porque quando as manas se juntam, até o preconceito treme.

Com afeto

@expomanas @vividarossa @gy_almasativa @vanessaroza.advogada @monicabarcelosluz @mibiss.art @artmacra @vivendoebatucando @ruth.nabis @euthamyfrisselli


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