ExpoManas: quando as quebradas, as ervas e as manas se encontram pra mudar o jogo
Por Thamy Frisselli
ExpoManas: quando as quebradas, as ervas e as manas se encontram pra mudar o jogo
Por Thamy Frisselli

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo
No último dia 25 de outubro, Brasília respirou ancestralidade, coragem e empreendedorismo feminino com a realização da 1ª ExpoManas — um evento feito por mulheres e para mulheres, que chegou chegando pra mostrar que o corre canábico também é espaço de afeto, informação e transformação social.

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo




1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo
De dentro das quebradas e periferias até os espaços institucionais, a ExpoManas nasceu com uma missão clara: criar um espaço seguro, educativo e potente onde mulheres possam se fortalecer, empreender e ocupar o mercado canábico com dignidade, consciência e liberdade.
Resistência que floresce
O caminho até aqui não foi fácil. Falar de cannabis ainda carrega muito preconceito, moralismo e desinformação — e quando quem fala é mulher preta, periférica ou indígena, o peso dobra. Mas as manas não recuam. Elas se juntam. E foi exatamente isso que a ExpoManas fez: criou rede, abriu diálogo e mostrou que hempreender também é uma forma de resistência.

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo
Nas palavras de uma das organizadoras:
“Se o sistema nos fecha as portas, a gente monta nossa própria feira, com nossas mãos, nossas ervas e nossa sabedoria.”
Hempreender é resistir
A ExpoManas deixou claro que o mercado canábico no Brasil está mudando de cara — e as mulheres estão puxando essa transformação. Em vez de exclusão, o evento mostrou possibilidades reais: desde capacitação e visibilidade até parcerias de negócios e formação política.
O exemplo de uma participante que expandiu sua produção de comestíveis à base de terpenos é o retrato disso. O sonho saiu da bolha, alcançou novos públicos e abriu portas pra outras mulheres seguirem o mesmo caminho.








Sororidade e conexão real
Durante a ExpoManas, o clima era de encontro e troca verdadeira. Mulheres de várias partes do país se reuniram pra compartilhar experiências, ideias, produtos e sonhos. Tinha empreendedora de cosmético natural, tinha mana dos comestíveis à base de terpenos, tinha artesã, pesquisadora, advogada e ativista. Todas conectadas pela mesma raiz: a cannabis como ferramenta de cura, autonomia e reparação histórica.
A feira mostrou que rede é poder. Quando uma mulher sobe, ela puxa a outra junto — e é assim que se constrói um novo mercado, mais justo, plural e afetuoso.



1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo
Reparação histórica na prática
Mais do que um evento, a ExpoManas é um ato político. É sobre devolver voz e espaço às mulheres que sempre estiveram na linha de frente — mas quase nunca foram reconhecidas.
A feira valoriza o resgate de narrativas de mulheres negras, indígenas e periféricas, que há muito tempo já cuidam, cultivam e curam com ervas, mas foram criminalizadas por isso. Ela também promove educação, geração de renda e inserção no mercado de forma justa e acessível, enquanto defende políticas públicas que reparem as desigualdades e regulamentem o setor de maneira ética e inclusiva.

1ª Expomanas no DF, realizada em 25–10–25 na Nave Brasília Fotos: Thamy Frisselli e Marcos Camargo
O exemplo de uma participante que expandiu sua produção de comestíveis à base de terpenos é o retrato disso. O sonho saiu da bolha, alcançou novos públicos e abriu portas pra outras mulheres seguirem o mesmo caminho.
Rumo a um futuro mais verde e feminino
A 1ª ExpoManas mostrou que outra economia é possível — uma que não exclui, que não lucra com a opressão e que entende a cannabis como símbolo de liberdade, cura e conexão comunitária.
De Brasília pro Brasil inteiro, as manas deixaram o recado:
“A erva é planta, o corpo é templo e a luta é coletiva.”
Que venham as próximas edições — com mais mulheres, mais roda, mais conhecimento e mais amor. Porque quando as manas se juntam, até o preconceito treme.
Com afeto
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