← Back to list

O Brasil diante da IA: lições e alertas do HDR 2025

Sem Letramento em IA, o Brasil corre o risco de ampliar as desigualdades em vez de superá-las.

José Augusto de Lima Prestes · 2025-05-24 11:02 · 0 claps · 11.7 min read
#letramento-em-ia #educação #inteligência-artificial #política-pública #pnud-brasil
Open on Medium ↗
Wiki topics: SEO · SEO & SEM

O Brasil diante da IA: lições e alertas do HDR 2025

Imagem criada em colaboração com o OpenAI DALL·E, 2025.

Imagem criada em colaboração com o OpenAI DALL·E, 2025.

A Inteligência Artificial (IA) avança a passos largos, permeando o nosso cotidiano e remodelando setores inteiros da sociedade, da economia à cultura.

Diante dessa transformação acelerada, o Human Development Report 2025 — A matter of choice: People and possibilities in the age of AI(HDR 2025), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), registra um alerta crucial: o futuro da IA não é um destino tecnológico inevitável, mas, sim, o resultado das escolhas que nós, como sociedade, fizermos hoje.

O relatório desafia narrativas deterministas — sejam elas utópicas ou distópicas — e nos convida a colocar as pessoas no centro do debate, focando em como podemos moldar a IA para expandir as liberdades e possibilidades humanas (PNUD, 2025).

O HDR 2025 demonstra que, em vez de sermos espectadores passivos da ascensão das máquinas, dispomos da capacidade de definir como a IA será desenvolvida, implementada e utilizada. Para nos guiar essa jornada, o relatório propõe um caminho centrado no desenvolvimento humano, articulado em torno de três eixos de ação fundamentais:

  • A construção de uma “economia de complementaridade”, na qual humanos e IA colaboram, ao invés de competir;
  • O impulso a uma “inovação com intenção”, alinhando o progresso tecnológico com valores sociais e o bem-estar coletivo; e
  • O “investimento nas capacidades que importam”, equipando as pessoas com as habilidades e conhecimentos necessários para prosperar na era da IA (PNUD, 2025, p. 6).

As posições que tenho apresentado sobre a importância estratégica do Letramento em IA no Brasil — especialmente a partir da Educação Fundamental— estão profundamente conectadas com essa visão.

Entendo que a concretização da visão promissora do HDR 2025 no contexto brasileiro está intrinsecamente ligada à disseminação ampla, crítica e equitativa do Letramento em IA: sem uma população capaz de compreender, avaliar e interagir significativamente com essas tecnologias, corremos o risco de ver a IA aprofundar desigualdades existentes — um risco apontado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI, 2024) — e minar a própria agência humana que o relatório busca preservar.

Entendo, também, que cada um dos três pilares propostos pelo HDR 2025 não apenas se conecta, mas demanda um compromisso sério e urgente com o Letramento em IA no Brasil. Acredito, como já propus, que essa formação vai muito além do mero uso de ferramentas, tratando-se da chave para que o país possa fazer escolhas conscientes e construir um futuro no qual a IA sirva, de fato, ao desenvolvimento humano integral e sustentável.

O primeiro pilar proposto pelo HDR 2025 desafia diretamente uma das narrativas mais persistentes e temidas sobre a IA: a da substituição em massa do trabalho humano. Em contraposição, o relatório advoga pela construção de uma “economia de complementaridade”, um paradigma onde o foco se desloca da competição para a colaboração sinérgica entre as capacidades humanas e as potencialidades da IA.

A ideia central do HDR 2025 é “alavancar as complementaridades entre IA e pessoas”, buscando ativamente oportunidades nas quais a combinação de inteligências — humana e artificial — gere resultados superiores aos que cada uma alcançaria isoladamente (PNUD, 2025, p. 6). Isso implica não apenas em usar a IA para automatizar tarefas, mas, crucialmente, em “capacitar trabalhadores para usar IA para aumentar o que podem fazer” (PNUD, 2025, p. 186), transformando a tecnologia em uma ferramenta de ampliação de potencial, e não de obsolescência.

Essa visão é corroborada por pesquisas dos últimos anos, que sugerem que a IA é mais propensa a complementar do que substituir trabalhadores humanos (Lee, 2018; Kissinger et al., 2021; Loaiza e Rigobon, 2024), bem como de análises cujas conclusões apontam para a emergência de maiores benefícios a partir da integração da expertise humana com a IA (Winsor, 2024).

Essa visão de complementaridade, contudo, não se materializa espontaneamente. A capacidade de identificar e explorar complementaridades, de usar a IA para aumentar a própria performance e de participar ativamente das decisões sobre como a tecnologia será integrada ao ambiente de trabalho depende fundamentalmente de um nível de compreensão que transcende o simples manuseio de interfaces.

É aqui que o Letramento em IA, como venho defendendo, revela-se não apenas útil, mas absolutamente essencial.

Para que a complementaridade floresça, os indivíduos precisam ser capazes de “avaliar criticamente as tecnologias de IA”, como definem Long e Magerko (2020), compreendendo os seus fundamentos, potencialidades, riscos e limites, segundo apresentei em outros textos a respeito do tema. Com isto, pode-se discernir onde a IA pode, de fato, complementar as nossas habilidades únicas — tais como criatividade, empatia, pensamento crítico complexo e raciocínio ético — e onde ela pode introduzir vieses, erros ou desumanização.

O Letramento em IA, portanto, fornece o alicerce cognitivo e crítico para essa economia de complementaridade: ele capacita as pessoas a irem além da posição de meros usuários passivos, tornando-as agentes ativos na configuração de sua interação com a IA.

Ao entender como os algoritmos funcionam (mesmo em nível conceitual), quais dados os alimentam e quais vieses podem carregar, pode-se planejar de forma mais informada a implementação da IA, identificar proativamente oportunidades de augmentation (isto é, aumento de capacidade) e até mesmo contribuir para o design de sistemas mais alinhados às necessidades da sociedade e do trabalho — um ponto enfatizado pelo HDR 2025 ao mencionar a importância de “fortalecer o diálogo social” (p. 186).

Sem o Letramento em IA, a promessa de complementaridade corre o risco de se tornar uma retórica absolutamente vazia, com a dinâmica de poder pendendo desfavoravelmente para aqueles que detêm o controle tecnológico, potencialmente levando a uma intensificação do trabalho ou a uma automação “medíocre” (so-so automation), que reduz custos sem necessariamente gerar ganhos significativos de produtividade ou bem-estar, como alerta Acemoglu (citado no PNUD, 2025, p. 6).

No contexto brasileiro, a urgência dessa formação é ainda mais premente. O país enfrenta o desafio de se inserir de forma competitiva e justa na economia global digital, ao mesmo tempo em que lida com desigualdades estruturais profundas.

O FMI (2024) alerta que, embora economias emergentes possam enfrentar menos disrupções imediatas da IA, a falta de infraestrutura e força de trabalho qualificada pode agravar a desigualdade entre nações a longo prazo. Desta forma, apostar em uma economia de complementaridade sem investir maciçamente em Letramento em IA seria como tentar construir um edifício moderno sobre fundações frágeis.

As iniciativas isoladas e a fragmentação de políticas observadas no Brasil, embora relevantes, são insuficientes para criar a base de capital humano necessária; precisamos de uma estratégia nacional coesa e ambiciosa, que incorpore o Letramento em IA como uma “linguagem estruturante” desde os anos iniciais da Educação Básica, conforme explorado por Duque-Pereira e Moura (2023) ao analisar oportunidades de integração curricular.

Isso não apenas prepararia as futuras gerações para o mercado de trabalho vindouro, mas também cultivaria uma mentalidade crítica e adaptativa, essencial para navegar um mundo em constante fluxo tecnológico. Ao formar cidadãos capazes de “compreender, questionar e moldar o mundo em que vivem”, como tenho pugnado, o Brasil estaria dando um passo decisivo para transformar a IA de uma potencial ameaça em uma alavanca real para o desenvolvimento humano e a redução das desigualdades, construindo pontes de colaboração em vez de muros de exclusão.

O segundo pilar proposto pelo HDR 2025 (“impulsionar a inovação com intenção”) aborda diretamente a direção e o propósito do desenvolvimento da IA.

O relatório expõe a conclusão de que não basta criar tecnologias cada vez mais poderosas; é crucial garantir que essa inovação esteja alinhada com o avanço do desenvolvimento humano e os valores sociais. Isso significa ir além da mera busca por eficiência ou lucro, e direcionar ativamente a pesquisa e o desenvolvimento (P&D) de IA para resolver problemas sociais prementes, expandir oportunidades e fortalecer a agência humana.

O HDR 2025 sugere caminhos concretos para isso, como “aproveitar a IA para acelerar a ciência”, “incorporar a agência humana na IA desde o design até a implementação” e, fundamentalmente, “complementar os benchmarks existentes de IA com novos que capturem o potencial da IA para avançar o desenvolvimento humano” (PNUD, 2025, p. 6, 172, 186). Em essência, trata-se de perguntar não apenas o que a IA pode fazer — mas, sim, para quem e com que propósito ela está sendo criada.

A capacidade de uma sociedade direcionar a inovação tecnológica dessa forma intencional, contudo, não reside apenas nas mãos de tecnólogos ou formuladores de políticas; a bem da verdade, ela depende de um ecossistema mais amplo, no qual cidadãos, consumidores, trabalhadores e comunidades tenham a capacidade de compreender, debater e influenciar os rumos da IA.

Nesse contexto, o Letramento em IA se torna a bússola ética e crítica necessária para navegar o complexo território da inovação. Como expus anteriormente, o Letramento em IA não se limita ao entendimento técnico, mas engloba a “formação ética e cidadã”, capacitando os indivíduos a “compreenderem e questionarem os impactos da IA na privacidade, nos vieses algorítmicos e nas desigualdades sociais”.

Essa capacidade de análise crítica é indispensável para avaliar se a “intenção” por trás de uma inovação em IA é genuinamente benéfica e equitativa — ou se mascara interesses particulares ou potenciais danos sociais. A discussão sobre diretrizes para uso ético da IA na pesquisa, como a proposta por pesquisadores brasileiros (Sampaio et al., 2024), exemplifica a necessidade dessa reflexão crítica.

Uma população letrada em IA estará mais bem equipada para participar do debate público sobre as prioridades de P&D, para exigir transparência e responsabilidade dos desenvolvedores e para identificar e contestar aplicações de IA que violem direitos ou aprofundem injustiças. Creio que uma maior compreensão sobre como os “vieses” podem ser embutidos nos dados e algoritmos permite uma avaliação mais informada sobre a justiça e a equidade das soluções propostas.

Complementarmente, a consciência sobre as “implicações da IA na sociedade” alimenta a demanda por tecnologias que respeitem a autonomia e a dignidade humana, alinhando-se diretamente ao chamado do HDR 2025 por incorporar a agência humana no design da IA. Desta maneira, para que a IA possa, de fato, “acelerar a ciência” de forma responsável, os próprios pesquisadores necessitam das competências críticas e éticas fomentadas pelo Letramento em IA para navegar os dilemas inerentes ao uso dessas ferramentas, como a interpretabilidade dos resultados, a reprodutibilidade e a potencial geração de conhecimento enviesado (PNUD, 2025, p. 176), questões também abordadas em guias recentes sobre IA na pesquisa científica (Sampaio et al., 2024).

No Brasil, fomentar o Letramento em IA em larga escala pode ser um catalisador para um ecossistema de inovação mais consciente, contextualizado e alinhado às necessidades do país: em vez de sermos meros consumidores ou adaptadores de tecnologias desenvolvidas alhures, com suas próprias prioridades e vieses culturais implícitos — um risco apontado pela análise do HDR 2025 sobre a concentração do desenvolvimento de IA em poucos países (p. 150) e a proximidade cultural do ChatGPT com países de alto IDH (p. 10) –, podemos cultivar a capacidade de desenvolver e adaptar a IA de forma a responder aos nossos desafios específicos.

As iniciativas que destaquei no meu último texto sobre o tema são exemplos promissores de como a expertise local, informada por uma compreensão ética e contextual, pode gerar inovação relevante. O Letramento em IA, uma vez disseminado na sociedade, criará a demanda e o suporte para mais iniciativas como essas, garantindo que a “intenção” por trás da IA brasileira seja genuinamente voltada para o desenvolvimento humano inclusivo e a soberania tecnológica.

O terceiro e último pilar da estratégia proposta pelo HDR 2025 é o “investimento nas capacidades que importam”.

O relatório reconhece que, por mais avançada que a IA se torne, seu impacto positivo no desenvolvimento humano dependerá, em última instância, das habilidades, conhecimentos e competências das pessoas. A recomendação é clara: o foco principal deve ser o “investimento nas pessoas, não apenas nos algoritmos” (PNUD, 2025, p. 186). Isso envolve ir além da mera adaptação a novas ferramentas e cultivar capacidades humanas fundamentais que permitam aos indivíduos não apenas usar a IA, mas prosperar em um mundo cada vez mais permeado por ela.

O relatório destaca a importância de “aproveitar a flexibilidade e adaptabilidade da IA para personalizar a educação e a saúde”, mas sempre com o objetivo de complementar e fortalecer as capacidades humanas, não de substituí-las. Enfatiza-se a necessidade de uma educação focada na “qualidade”, no “aprendizado ao longo da vida” e no desenvolvimento do “pensamento crítico, criativo e sistêmico”, para que as pessoas possam interagir com a IA de forma confiante e produtiva, vendo-a como uma “companheira” ou “facilitadora” (PNUD, 2025, p. 186–187).

Diante desse cenário, eu argumento que o Letramento em IA não é apenas uma das capacidades que importam; ele é, talvez, a capacidade fundacional que articula e potencializa todas as outras na era da IA.

As competências que constituem o Letramento em IA — isto é, a compreensão dos princípios básicos de funcionamento da IA, a habilidade de avaliar criticamente suas saídas e limitações, a consciência sobre suas implicações éticas e sociais, e a capacidade de colaborar eficazmente com sistemas de IA (Long & Magerko, 2020) — são precisamente aquelas que permitem aos indivíduos engajar com a tecnologia de forma significativa e autônoma.

Sem o Letramento em IA, qualquer promessa de personalização na educação e na saúde corre o risco de se tornar uma caixa-preta opaca, na qual indivíduos aceitam recomendações algorítmicas sem compreensão ou capacidade de questionamento — potencialmente expondo-se a vieses, desinformação ou manipulação.

A interface entre IA e o Letramento Informacional no Ensino Superior, explorada por Silva et al. (2025), destaca justamente o potencial dessa tecnologia para aprimorar a curadoria de conteúdos e a capacidade crítica, mas ressalta a necessidade de considerar questões éticas e de acessibilidade.

Para que os estudantes utilizem plataformas de aprendizado adaptativo de forma eficaz, precisam inicialmente entender como o sistema “aprende” sobre eles e como as recomendações são geradas, desenvolvendo o pensamento crítico para avaliar a qualidade e a relevância do conteúdo.

Para que pacientes interajam com ferramentas de diagnóstico ou monitoramento baseadas em IA, precisam de letramento para compreender as informações fornecidas, discutir as opções com seus médicos de forma informada e proteger sua privacidade.

Para que profissionais de todas as áreas usem a IA como uma “companheira” no trabalho, precisam das habilidades críticas e criativas fomentadas pelo Letramento em IA para identificar as melhores formas de colaboração, avaliar a confiabilidade das ferramentas e manter sua própria agência no processo decisório.

A defesa que fiz pela introdução do Letramento em IA já no Ensino Fundamental baseia-se justamente na convicção de que essas capacidades — pensamento crítico, resolução de problemas, criatividade, alfabetização em dados e ética digital — precisam ser cultivadas desde cedo, de forma integrada e contínua, para formar a base sobre a qual o aprendizado ao longo da vida e a adaptação às futuras transformações tecnológicas possam ocorrer.

No Brasil, onde os desafios educacionais e as desigualdades de acesso à tecnologia ainda são significativos (como aponta o próprio PNUD, 2025, ao mostrar a baixa proporção de estudantes com habilidades básicas em países de baixo IDH, p. 185), investir no Letramento em IA torna-se uma estratégia duplamente importante:

  • É a forma mais concreta de “investir nas pessoas”, preparando-as para os desafios e oportunidades da nova era tecnológica;
  • Ao mesmo tempo, é uma ferramenta poderosa para a redução de desigualdades sociais, pois democratiza o acesso a um conjunto de conhecimentos e habilidades que serão cada vez mais essenciais para a plena cidadania, a participação econômica e o exercício da autonomia em um mundo digital.

Ignorar essa necessidade seria condenar uma parcela significativa da população à exclusão digital e cognitiva, minando o próprio potencial de desenvolvimento humano que a IA poderia ajudar a impulsionar.

O HDR 2025 nos oferece uma perspectiva vital: a era da IA não precisa ser uma era de determinismo tecnológico, mas, sim, uma era de escolhas humanas conscientes.

A trajetória que a IA seguirá, e o seu impacto final em nossas vidas e sociedades, dependerá fundamentalmente das decisões que tomarmos coletivamente sobre seu desenvolvimento, sua governança e sua integração ao tecido social.

Os três pilares propostos pelo relatório fornecem um roteiro promissor para garantir que a IA sirva ao avanço do desenvolvimento humano, expandindo liberdades e oportunidades. Contudo, uma condição subjacente e indispensável para que esse roteiro se torne realidade em nosso contexto: a necessidade urgente e inescapável de se promover um Letramento em IA crítico, abrangente e equitativo em toda a sociedade.

A capacidade de construir sinergias entre humanos e máquinas (Winsor, 2024), de direcionar a inovação para o bem comum (PNUD, 2025) e de desenvolver as competências essenciais para navegar neste novo cenário (Silva et al., 2025) depende, intrinsecamente, de uma população informada, crítica e capacitada para engajar com a IA de forma significativa.

O Letramento em IA emerge, portanto, não como um complemento opcional, mas como o próprio tecido conjuntivo que une os três pilares do HDR 2025 e os torna viáveis; é o que permitirá aos trabalhadores buscar a complementaridade em vez de temer a substituição; é o que fornecerá aos cidadãos a bússola ética para demandar e co-criar uma inovação com propósito social; é, finalmente, o que constituirá a capacidade humana fundamental que precisamos cultivar para prosperar, e não apenas sobreviver, na Era da IA.

Para o Brasil, o chamado à ação é claro e urgente. Precisamos superar a fragmentação atual e construir uma Política Nacional de Letramento em IA robusta, que articule esforços em todos os níveis educacionais, desde o Ensino Fundamental (Duque-Pereira & Moura, 2023), e que alcance toda a diversidade da população brasileira.

Isso exigirá investimento consistente em formação de professores, desenvolvimento de currículos e materiais didáticos contextualizados (como a proposta que detalhei anteriormente), garantia de infraestrutura e acesso — pontos críticos destacados pelo FMI (2024) para países emergentes — e, acima de tudo, um compromisso político inequívoco com a formação de cidadãos críticos e autônomos na era digital.

As escolhas estão diante de nós. Podemos optar por uma abordagem reativa, deixando que a tecnologia dite os rumos e potencialmente aprofunde nossas desigualdades. Ou podemos escolher proativamente investir no Letramento em IA como ferramenta de empoderamento e equidade, tecendo um futuro no qual a IA e a inteligência humana colaborem para um Brasil mais justo, inovador e desenvolvido para todos.

A hora de fazer essa escolha é agora.


메타데이터
post_id
0c039fe716ff
slug
o-brasil-diante-da-ia-lições-e-alertas-do-hdr-2025-0c039fe716ff
url
https://medium.com/@jalprestes/o-brasil-diante-da-ia-li%C3%A7%C3%B5es-e-alertas-do-hdr-2025-0c039fe716ff
canonical_url
https://medium.com/@jalprestes/o-brasil-diante-da-ia-li%C3%A7%C3%B5es-e-alertas-do-hdr-2025-0c039fe716ff
author_url
https://medium.com/@jalprestes
status
ok
fetched_at
2026-09-09 09:15:50