on the radar: artistas que você precisa conhecer
synthpop, folk, indie rock e psicodelia fazem parte da curadoria de artistas emergentes da semana
on the radar: artistas que você precisa conhecer
synthpop, folk, indie rock e psicodelia fazem parte da curadoria de artistas emergentes da semana

Pocket Lint
para fãs de: TRAITRS, Soft Kill e Boy Harsher
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“Amethyst Cameo” é o mais novo single do Pocket Lint, projeto solo do músico inglês Mark Heffernan. Com material lançado desde 2021, Mark vem trilhando uma carreira muito interessante regada a experimentações com diversos gêneros musicais com direito a muitos sintetizadores, pianos e guitarras. Em sua nova faixa o músico caminha entre o synthpop e o dance punk com ótimas referências ao new wave, trazendo uma faixa que constroi-se sobre uma fundação de versos falados e refrões melódicos. Uma música que teve suas origens em 2020 quando o artista estava se ensinando a mexer com ametistas a fim de criar broches e pingentes com a pedra. “Amethyst Cameo” fala sobre a obsessão de um artista em criar algo, trazendo a compulsão por trás da arte mas com vulnerabilidade e reconhecimento. Trata-se do segundo single de seu próximo álbum Wunderkammer, depois de “Cyanometer” lançada no fim de Abril, e mostra o artista refletindo sobre essa necessidade de continuar criando a fim de preencher seu próprio vazio. É uma faixa que reflete sobre tais questões com veracidade, firmando-se como um single bastante intrigante que nos deixa querendo ouvir para onde mais o artista irá em seu iminente álbum novo.
Acompanhe Pocket Lint em seu site SoundCloud e BandCamp, assim como em suas páginas no Instagram, YouTube e Facebook, além de ouví-lo no Spotify e Apple Music.
The 53
para fãs de: The Kills, The White Stripes e Band of Skulls
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The 53 é uma banda de rock de garagem baseada no Reino Unido, com alguns singles lançados desde o início do ano passado. “Gingerbread Man”, seu mais recente trabalho, mostra a banda aprofundando-se mais ainda no rock alternativo com fortes influências do blues clássico dos anos 60, meticulosamente misturado com a dinâmica eletrizante vista no The Kills. A faixa traduz lindamente a abordagem crua da dupla para o rock, revelando um trabalho que brilha com autenticidade do começo ao fim. Trata-se de seu primeiro single do ano depois da ótima “Juan” em Dezembro, e é muito bacana ver a banda expandindo dentro de seu próprio nicho com melodias pesadas e referências intrigantes a coisas feitas há mais de cinquenta anos. “Gingerbread Man” encanta com vocais hipnóticos e uma atmosfera estonteante, focada em uma construção lenta que faz um uso excelente de todas as armas em seu arsenal. É uma faixa curta e direta na qual seus dois membros, Dan e Maria, cantam em uníssono o tempo todo enquanto as guitarras rasgam o espaço e revelam algo primordial. “Gingerbread Man” acumula tensão desde os primeiros acordes sem nunca explodir de fato, ilustrando a capacidade da dupla em navegar pelas dinâmicas mais interessantes do blues-rock com uma facilidade absurda. É o tipo de faixa que te deixa curioso para saber o que mais virá deles daqui pra frente, e com certeza eu já estou na primeira fileira.
Acompanhe The 53 em seu SoundCloud, assim como em suas páginas no Instagram e YouTube, além de ouví-los no Spotify e Apple Music.
SLAPPER
para fãs de: Giorgio Moroder, Kavinsky e Vangelis
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Diretamente de Bucareste, na Romênia, o compositor e produtor Claudiu-Gabriel Tache acaba de lançar “Disco Decoder”, o mais novo single de seu projeto SLAPPER. Desde o álbum *Home* no ano passado Tache vem consistentemente aprimorando-se no synthpop com fortes influências dos anos 80, resultando em atmosferas deliciosas que são nostálgicas na melhor forma possível. Isso não é diferente em “Disco Decoder”, revelando-se uma faixa imbuída em produção retro-futurista que incorpora elementos de house dos anos 90 e o imediatismo visto em boa parte do pop eletrônico experimental atual. A faixa consegue navegar por esses ambientes com uma determinação impressionante, atingindo níveis interessantes de entrega emocional sem utilizar uma única palavra. “Disco Decoder” mostra Tache explorando uma estética inspirada por grandes nomes do italo disco como Giorgio Moroder, assim como as melodias eletrônicas imortalizadas por Kraftwerk. Tache faz um trabalho incrível em utilizar-se dessas estéticas ao seu máximo a fim de propulsionar sua sonoridade a novos patamares, com um maior ênfase em texturas e melodias. O SLAPPER mostra aqui um conhecimento gigantesco sobre o gênero eletrônico e consegue entregar uma faixa que soa refrescante e interessante ao mesmo tempo em que presta profundas homenagens a quem já fez isso antes.
Acompanhe Slapper em seu site oficial, SoundCloud e BandCamp, assim como em suas páginas no Instagram, YouTube, TikTok, X e Facebook, além de ouví-lo no Spotify e Apple Music.
The Far North
para fãs de: Bright Eyes, Bob Dylan e Nick Drake
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Projeto solo do músico inglês Lee Wylding, The Far North já possui álbuns e EPs desde 2020. Seu novo single, “The Sailor and the Sea”, foi retirado do disco Songs for Weathering Storms do ano passado e mostra o artista refinando seu próprio estilo de composição. Mostrando um indie folk íntimo e complexo, “The Sailor and the Sea” é uma faixa que traz uma perspectiva única nos temas de amor, perda e esperança. A canção conta com uma produção tão minimalista quanto expansiva, tecida através de melodias simples e diretas que ganham um senso maior de vida com cordas cinemáticas. A faixa explora ao máximo todo o teor emocional e apelativo de sua premissa: uma canção que reflete inspirações diretas de nomes como Neil Young e Bruce Springsteen. Existe um certo senso aventureiro presente em suas melodias que funciona muito bem com a urgência contida de sua progressão, firmando Lee como um compositor absolutamente talentoso e capaz de capturar sentimentos universais de uma forma nova. Seu álbum Songs for Weathering Storms foi lançado em Novembro do ano passado e traz consigo nove faixas belíssimas que com certeza ainda merecem sua atenção nesse início de Junho.
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Billie J Woolf
para fãs de: David Bowie, Sparks e Pink Floyd
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“Dumbo” é o single de estreia do cantor e compositor Billie J Woolf, baseado em Brighton no Reino Unido. Trata-se de uma faixa exuberante que traz influências riquíssimas do rock setentista de nomes como David Bowie e Sparks, transportando essa sonoridade para 2026 como se alguém abrisse uma cápsula do tempo. Uma faixa épica com quase seis minutos e meio de duração, “Dumbo” é teatral e dramática contruída sobre pianos e guitarras clássicos. Seu conteúdo lida com as fronteiras entre o glamour e o colapso, trazendo reflexões sobre o estado atual da sociedade e a psicologia presente em qualquer performance. É uma canção que explora ao máximo suas próprias referências, trazendo desde os primeiros segundos aquela atmosfera clássica de álbuns como Aladdin Sane e The Wall. “Dumbo” é ambiciosa ao navegar dinâmicas que tratam da ascensão e declínio de partes importantes da sociedade que com frequência não são levadas como relevantes. O artista faz um trabalho impecável em desafiar tais normas com um uso impressionante de espaços negativos, pausas e melodias que revelam uma perspectiva bastante interessante sobre o estado atual do mundo artístico. Billie, já em seu primeiro single, mostra-se um artista absurdamente consciente de todas as contradições que circundam os espaços da arte contemporânea com uma faixa épica e reflexiva como poucas.
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Seven Nation Army
para fãs de: Blondie, Siouxsie Sioux e The Sounds
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O projeto polonês Seven Nation Army já deu as caras por aqui ano passado com o álbum *Electro Time. Agora o grupo ressurge com o novo EP Power and Money, que traz três versões diferentes de uma das melhores faixas de seu último álbum. “Power and Money” ilustra muito bem o poder do Seven Nation Army, trazendo uma atmosfera tão imersiva quanto confrontante. A faixa desdobra-se como uma reflexão coletiva do estado da sociedade atual que prioriza poder material acima de qualquer outra coisa, e a banda faz um trabalho impressionante ao dar a esses temas um teor emocional único. O EP continua mostrando a evolução da banda enquanto artistas e compositores, incorporando elementos autoexplicativos como sintetizadores expansivos na versão “80s synths” e guitarras distorcidas encontradas em “Raw Guitars”. Na minha opinião pessoal, essa interpretação com guitarras é a que melhor funciona com o objetivo geral da faixa, capturando as frustrações presentes em sua letra com um ar de banda punk ambiciosa que é refrescante e interessante. Em “Power and Money - Raw Guitars” as distorções adicionam uma camada mais de intriga à mensagem original da faixa, trazendo tais reflexões para um mundo mais próximo da realidade atual em si. O EP Power and Money* serve como uma reflexão pontual de como produções diferentes podem enfatizar momentos e sentidos diferentes que sempre estiveram presentes na mesma faixa, fazendo de Seven Nation Army uma banda completamente autoconsciente disso e capaz de mudar o sentido de suas próprias músicas com uma facilidade desconcertante.
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Stale Jan
para fãs de: Olivia Rodrigo, Ellie Goulding e SASAMI
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Stale Jan é um produtor norueguês que vem fazendo um indie rock reflexivo há alguns anos, com sua primeira faixa em 2024. Seu novo single “I Don’t Bend” é uma faixa que incorpora diversos elementos do rock alternativo em três minutos de dinamismo e energia de tirar o fôlego. Uma faixa que consolida-se abertamente contra as manipulações sutis tanto políticas quanto sociais do dia a dia, “I Don’t Bend” revela-se um hino que desafia o conformismo cotidiano. Construída sob ritmos contagiantes e de fácil assimilação, o próprio artista comenta que a faixa transforma resistência em rítmo com a catarse de uma declaração de intencionalidade universal. “I Don’t Bend” é uma faixa cheia de energia com vocais femininos poderosos que traduzem perfeitamente os sentimentos de frustração e rebeldia que fazem-se presentes em sua letra, trazendo um indie rock elétrico e relevante como poucos outros até agora em 2026.
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메타데이터
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- 2026-07-07 04:24:22