O que é economia criativa?

O que é economia criativa?
As concepções sobre economia e indústria passaram por constantes mudanças nos últimos anos. Esses termos são associados a ensinamentos escolares básicos como, por exemplo, os setores econômicos. Inicialmente, eles são divididos em três modalidades:
- Setor primário — Voltado para a extração da matéria-prima, seu objetivo consiste na retirada de produtos do meio ambiente, para que depois sejam vendidos e reutilizados em outras atividades. Agricultura, mineração, pesca, pecuária e extrativismo vegetal são exemplos de ações do setor primário.
- Setor secundário — Esse setor é responsável por usar a matéria-prima produzida pelo setor primário, como forma de transformá-la em outro produto após o processo industrial. Entre os exemplos de serviços do setor secundário, estão as fábricas de roupas, automóveis, alimentos industrializados, produtos químicos e eletrônicos.
- Setor terciário — Voltado à prestação de serviços, os produtos consistem em bens imateriais ou no ato de realização de uma tarefa. Alguns exemplos de serviços prestados pelo setor terciário são da área de educação, saúde, seguros, transporte, serviços de limpeza e outros.
Essas definições movem as noções gerais sobre economia e indústria. A partir dessa linha de pensamento pode-se chegar à conclusão prévia de que os serviços braçais, em sua grande maioria, movimentam a economia mundial. Entretanto, existe uma indústria que faz o mundo girar cada vez mais na questão financeira, e no que diz respeito às suas inovações e produtos. Ela se enquadra no setor terciário, tratando-se da área conhecida como economia criativa.
O termo “indústria criativa” surgiu na década de 90, inicialmente na Austrália, mas começou a ser debatido com maior atenção no Reino Unido. A definição é usada para detalhar atividades econômicas que giram em torno da propriedade intelectual, usando a criatividade como insumo primário. Capaz de gerar renda e empregos, além de impulsionar exportações, disseminar inovações e promover diversidade cultural, esse conjunto de negócios está presente de forma massiva na economia mundial.
Não existe um consenso sobre todas as áreas que a economia criativa engloba. Diferentes organizações que estudam o tema utilizam critérios variados para classificação, assim é possível diferenciar esse estilo de atividade. Essas são algumas das áreas e setores desse conjunto de negócios: arquitetura, design, publicidade, eventos e audiovisual. Além delas, também estão inclusos o entretenimento, serviços culturais, produção cultural, pesquisa e desenvolvimento, artes visuais e tecnologia da informação. Com fácil visualização, a indústria criativa equivale à uma grande fatia de serviços requisitados e consumidos diariamente. Isso comprova sua importância e capacidade de ser a base de uma economia.
Economia criativa no Brasil
No Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, realizado em 2017 e publicado no início de 2019 pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o Produto Interno Bruto “Criativo” (PIB) representava 2,61% do PIB nacional. Desde 2014 a participação tem girado na casa dos 2,60%, o que mostra a estabilidade do setor no mercado brasileiro. Na época, a participação da indústria criativa equivalia ao valor total de R$ 171,5 bilhões.
Em 2017 o país contava com mais de 837 mil profissionais empregados formalmente no setor criativo, junto de mais de 245 mil estabelecimentos em que seu produto principal era a produção de ideias. Trabalhar na indústria criativa também paga melhor se comparada com a média do salário do mercado brasileiro: R$ 6.801 contra R$ 2.777. Dentro das áreas da economia criativa, os empregos gerados estão divididos da seguintes forma: 43,8% para Consumo; 37,1% para Tecnologia; 11,4% para Mídias e 7,7% para Cultura. Apesar dos curiosos números, é válido ressaltar que no período em que a pesquisa foi realizada, 181,5 mil dos 837,2 mil profissionais criativos trabalhavam em empresas que não pertenciam ao setor, e sim na chamada Indústria Clássica.
São Paulo e Rio de Janeiro são os estados com maior número de profissionais no mercado criativo, com 328,7 mil e 88,9 mil vínculos formais, respectivamente. Juntos, os dois estados correspondem a 50% dos empregos criativos do Brasil. Completando o ranking dos cinco principais estados em números totais de trabalhadores criativos, estão Minas Gerais com 72,4 mil, Rio Grande do Sul com 55,5 mil e Paraná com 51 mil.
Tecnologia, inovação e criatividade
A tecnologia é conhecida como uma área que emprega e movimenta o mercado criativo brasileiro de forma abundante e constante, buscando acompanhar a evolução da sociedade em relação às novas necessidades. Um dos exemplos de modelo de empresa do setor tecnológico são as *fintechs*, que usam sua tecnologia para inovar e transformar o mercado financeiro.
Essas inovações podem tomar diversas formas e, nessa ideia, uma se destaca aos poucos, conquistando seu espaço como a principal tecnologia do futuro: a blockchain. Seu sistema de validação por blocos através de cálculos e provas de trabalho, fazem com que a informação seja criptografada e transferida para seu destinatário. Isso garante sua velocidade e segurança, permitindo com que ela possa ser empregada de diversas maneiras, seja para a realização de contratos inteligentes ou para revolucionar a forma como usamos o dinheiro através das criptomoedas.
메타데이터
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