11 PONTOS PARA FICAR DE OLHO NO SERRA
Por Juliano Rangel
11 PONTOS PARA FICAR DE OLHO NO SERRA
Por Juliano Rangel
Destaque desde a primeira rodada, o Serra demonstrou ao longo da primeira da fase um modelo de jogo interessante. Sem abrir mão de atacar, o caráter defensivo da equipe, desde o campo de ataque, chamou a atenção e se transformou em vitórias.
Forte dentro do Estádio Robertão, desde a Série B de 2017, a equipe também conseguiu impor fora de casa o seu 4–2–3–1, com muita pressão nas saídas de bolas dos adversários e com os ataques rápidos, seja pelo meio da área ou pelas laterais.
Vamos conferir 11 pontos, positivos e negativos, que foram cruciais para o ótimo desempenho da equipe ao longo das nove rodadas.
PRIMEIRA ESCALAÇÃO
TIME BASE

PONTOS POSITIVOS
A PRESSÃO NA SAÍDA DE BOLA ADVERSÁRIA: Um dos pontos chaves do Serra ao longo da primeira foi à pressão na saída de bola dos adversários. A movimentação que é constante, ocorre logo nos primeiros minutos de jogo, com os comandados do técnico Charles de Almeida chegando a colocar até sete homens no campo de ataque, enquanto que a outra equipe adversária tenta sair jogando.
AS INVESTIDAS PELAS LATERAIS: Outro trunfo do tricolor serrano, são as investidas pelos lados, sejam com os dois laterais Rafinha e Ivan, ou com os pontas Paulo Ricardo, Emílio Diego Alves e Pepeta. Essa pode ser uma boa alternativa nos momentos de muito “congestionamentos” no meio-campo.
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A PROPORÇÃO DEFENSIVA: Se na frente, em muitas oportunidades de pressão nas saídas de bolas dos adversários, o Serra chega a colocar sete jogadores no campo de ataque, na defesa, em muitos casos, para conter os avanços e estar preparado para eventuais contra-ataques, a equipe forma uma linha com três homens.
O POSICIONAMENTO DE RAEL: Contratado no início do ano para ser o homem gol do Serra, Rael se transformou em uma peça importante, não só nos momentos de finalizações, mas nas jogadas que dão origem a elas. O camisa nove, em muitas oportunidades, vem saindo mais da área e abrindo espaços, principalmente pelo meio, para as investidas de outros jogadores.
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12º e 13º JOGADORES: Figuras carimbadas nas substituições do técnico Charles de Almeida, o atacante Diego Alves e o meia-atacante Pepeta se tornaram boas opções para dar mais ofensividade e velocidade nas investidas, principalmente pelos lados, do ataque do tricolor serrano. Destaque também para o papel defensivo de Pepeta, que pôde ser visto no empate contra a Desportiva em 1 a 1. Em muitas situações ele acompanhava o lateral Sorriso, nas jogadas de saída de bola ou nas descidas para o ataque.

PONTOS NEGATIVOS
AS DESCIDAS DOS DOIS LATERAIS: Mesmo sendo apontado como um ponto positivo, as descidas dos laterais Ivan e Rafinha devem ser “calculadas”, já que com os dois ou um lado desguarnecidos podem ocorrer jogadas que resultem em gols, como por exemplo, na movimentação do lateral Davi, da Desportiva, no gol do atacante Diniz.

DIEGO ALVES É A ÚNICA ALTERNATIVA?: Mesmo sendo uma peça importante do elenco, das nove rodadas da primeira fase, em oito o atacante Diego Alves veio do banco de reservas. Isso pode ser um alerta para o Charles de Almeida, principalmente nos momentos mais pegados e com poucas opções de espaços para sair jogando. O jogador, que é muito pedido pela torcida, costuma atacar pelos lados, e com suas entradas constantes os adversários já passaram a conhecer sua forma de jogar. Além do atacante, ao longo de toda primeira fase, o técnico só utilizou de sete jogadores nas substituições durantes as partidas. Foram eles: os meias Emílio (uma vez), Igor (4 vezes) e Pepeta (3 vezes); os volantes Herbert (3 vezes) e Charles (uma vez), além do zagueiro Marquinhos (uma vez) e do lateral Deco (6 vezes).
COMPACTAÇÃO DEFENSIVA: Muitas vezes jogando com mais de cinco homens no ataque, o Serra tem dificuldades em fazer a recomposição defensiva rápida e o avanço em bloco das linhas para lado em que está a bola. Esse deve ser um ponto observado pela comissão e pelos jogadores, pois são nesses pontos que pondem surgir espaços para os lançamentos em direção a área (confira o exemplo abaixo) e até chutes na direção do gol.
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O que o Serra precisa fazer para se classificar?
Sem fugir de suas características, o Serra deve manter sua postura de um time bem marcador e bastante reativo nas oportunidades deixadas pelos adversários. Mesmo tendo pela frente o time com melhor média de público do campeonato, os comandados do técnico Charles de Almeida não devem mudar seu modelo de jogo.
O quarteto Paulo Ricardo, Joelson, Emílio e Rael se apresentam como os grandes personagens do time para o ataques rápidos e paras as pressões no campo do adversário. Diego Alves e Pepeta também serão muito úteis ao longo dessa caminhada.
Uma boa atuação fora de casa será importante para a equipe que, dentro de seus domínios, não deve abrir mão dos ataques e das jogadas pelos lados, o que podem construir o caminho rumo a final.
메타데이터
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