Dê-me um papel, uma pena
Dê-me um papel, uma pena, ou morrerei de fome! Escrever é como beber de uma fonte de água doce em um deserto vazio e seco, onde minha alma…

“Dê-me um papel, uma pena, ou morrerei de fome!”
Dê-me um papel, uma pena
Dê-me um papel, uma pena, ou morrerei de fome! Escrever é como beber de uma fonte de água doce em um deserto vazio e seco, onde minha alma perece, sedenta.
Dê-me desta água, desta fonte, dê-me o alento e a força que somente as sílabas podem dar; o sustento, a paz, a sombra fresca que me cubra deste sol ardente, que apenas as letras, as orações; que somente a prosa pode proporcionar.
Dê-me textos, palavras; sacie minha sede, satisfaça meu desejo como quem padece de fome! Façam amor comigo, livros, pois necessito ardentemente de gozar o prazer da simetria do texto alinhado, espaçado e formatado, como os céus, a terra e o universo, todos bem ordenados!
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