#1 “Você já foi a uma casa de swing?”
Tudo começou com essa pergunta.
#1 “Você já foi a uma casa de swing?”
Tudo começou com essa pergunta.
Novembro de 2024. Após aquele sexo bem feito com a patrôa, fecho a janela do xvideos na TV e ela me solta a pergunta:
— Você já foi à uma casa de swing?
Curioso foi a cara dela de surpresa após eu dizer que não.
— Como assim você nunca foi?
Nesse momento, senti que não tive infância por nunca ter ido a uma casa de swing antes.
— E você já?
- — *Não em balada, mas já fui numa despedida de solteira em um motel, mas nem fiz nada. Só fiquei olhando e rindo.
Silêncio…
— Vou te levar um dia
Vida que segue.
Nas próximas 2 semanas, não toquei no assunto e na real, nem pensei mais nele.
Aí então, "do neida"… me volta ela com o assunto:
— E ai? Quando vamos em uma balada dessas?
Sei que o papo demorou mais algumas semanas até que finalmente fomos em uma festa de Halloween na The Code, em São Paulo.
Até então não tinha parado muito para pensar no que encontraria lá, mas já no carro, me toquei que não tinha a menor ideia do que iria encontrar. Achei que iria chegar lá e putaria generalizada em tudo que é canto e além de proteger meu cu, teria que proteger o dela.
Já havia lido que essas baladas liberais eram bem de boa na pista de dança, mas havia uma porta que, passando, seria dedo no cú e gritaria.
Ficamos ali na pista um tempo olhando o pessoal, mas tanto eu quanto ela estávamos querendo dar um rolê no inferninho, mas ninguém dava a primeira palavra, até que uma hora soltei:
— Vamos lá ver qual é?
Era bem o que já havia lido sobre: Alguns lugares onde rolava sexo aberto, como sofás e algumas cabines onde o pessoal transava com a porta fechada ou aberta.
Algumas cabines tinham um glory hole, onde você basicamente joga roleta russa com o pau. Funciona assim: você enfia ele no buraco e torce pro universo sorrir te mandar uma boca amiga do outro lado… mas… alguém também pode acender um isqueiro embaixo do seu saco, só pra te lembrar que não se deve enfiar o pau onde não é chamado.
Demos uma volta, sentindo aquele cheiro de sexo. Achei diferente, mas confesso que não me deu aquele puta tesão que a gente tem vendo filme. Acho que quando a parada é pessoal, a coisa muda muito de figura.
Ficamos alternando entre a balada e incursões no inferninho e não sabia muito bem o que a gente faria lá dentro, se ela iria sugerir pra entrar numa sala, transar com os outros ou sentar num sofá e jogar par ou ímpar.
Como não sou trouxa, deixei ela dizer qual seria.
Lá pelas pelas 5h da manhã, o lugar já estava vazio. Acho que a maioria já tinha gozado 2 ou 3 vezes e ido embora.
E nós? Nada ainda!
Fizemos nosso último rolê pelo inferninho e para minha surpresa, ela sentou no sofá… e começou a me chupar.
Confesso que não sei bem se curti pra caralho, se fiquei intimidado em transar num local com outras pessoas me olhando, mas de alguma forma, calei essas vozes na minha cabeça e foquei na missão, que eram 2:
- Fazer ela gozar como faço em casa.
- Não ligar para as pessoas em volta para não perder o foco do que estou fazendo e correr o risco de brochar, afinal, nunca aconteceu isso em 44 anos e não seria no meio da putaria que isso iria acontecer.
Ela gozou algumas vezes, eu gozei e fim de jogo no maracanã.
Dirigimos ainda uns 30 minutos até em casa (na verdade eu, porque ela foi dormindo pra variar).
No dia seguinte, não sei bem se achei legal, normal, se era a minha vibe, mas queria saber o que ela havia achado.
— E ai? Curtiu
— Sim, achei legal.
Porra… "Sim achei legal"? Ficou parecendo que ela ou não gostou e não quer falar sobre o assunto naquele momento.
Ela não faz aquele tipo de pessoa intensa, que tudo é muito legal ou muito ruim. Esse tipo de gente é meio difícil de conseguir ler nas entrelinhas (estou há 2 anos tentando e ainda não consigo ler ela com fluência) , mas como somos todos adultos, confio no que ela me diz, e vida que segue.
Em outro relacionamento, sempre tive meio receio de abrir essa porta (ir à uma casa de swing) porque não sei de duas coisas:
- O que tem do outro lado
- Se consigo fechar a porta depois de abrir.
Decidi ir ver o que tinha do outro lado porque vi que ela também tinha interesse ao mesmo tempo que ignorei total o segundo motivo.
Penso que se eu não fosse pelo menos uma vez, ficaria o resto da vida pensando como poderia ser e se tem uma coisa que me assusta na futura velhice, mais do que cuidar da próstrata, é olhar pra trás e perceber que deixei de conhecer o que queria por medo do que talvez pudesse dar errado.
Continua…
Se você curtiu… comenta ai para eu saber que não estou escrevendo só pra mim :)
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