← Back to list

UM CORAÇÃO COMO O DELE

Culto de Domingo 12/04/2026 Pastor Gustavo Falcão Tema da palavra — UM CORAÇÃO COMO O DELE Referências bíblicas Gênesis 4:3–5…

Bola de Neve Interlagos · 2026-04-13 00:40 · 0 claps · 6.1 min read
#deus #coração #fonte #água-doce #jesus
Open on Medium ↗
Wiki topics: 🎮 · Gaming 🕊️ · Religion

UM CORAÇÃO COMO O DELE

Culto de Domingo 12/04/2026 Pastor Gustavo Falcão Tema da palavra — UM CORAÇÃO COMO O DELE

Referências bíblicas Gênesis 4:3–5 Provérbios 4:23 Marcos 7:21–23 Tiago 3:11:12 Êxodo 15:22–25 Lucas 5:12–13 João 7:37:38

Gênesis 4:3–5 “E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante.”

Esse versículo é muitas vezes usado por nós quando vamos ministrar sobre dízimo e oferta — um contexto válido, sim. É a primeira vez que vemos, na Palavra de Deus, uma entrega, uma oferta, um sacrifício, seja voluntário ou involuntário. Essa é a primeira menção de oferta ou sacrifício para Deus na Bíblia.

Nós o usamos muito, mas, na verdade, esse texto não trata principalmente de dízimo e oferta. Seu enfoque principal está em um tipo de coração: um que agrada a Deus e outro que Ele rejeita. Deus não rejeitou Caim por causa da sua oferta, mas sim pelo tipo de coração apresentado diante d’Ele. Podemos perceber no texto que existe um tipo de coração que Deus acolhe e outro que Ele rejeita.

Nós conseguimos mostrar para os outros aquilo que não somos. Deixamos transparecer o que queremos, pois não temos a capacidade de conhecer o coração de ninguém. Mas existe Um que vê além da aparência: existe um Deus que sonda o nosso coração.

Quando Samuel foi enviado por Deus à casa de Jessé para encontrar um novo rei, Deus lhe perguntou até quando ele teria dó de Saul, pois já o havia rejeitado. Deus rejeitou o coração de Saul e o seu comportamento. Ele o amava, assim como amava Davi, mas suas atitudes fizeram com que fosse rejeitado.

Então Deus ordena que Samuel vá à casa de Jessé, onde Ele mostraria quem seria o novo rei. Quando o profeta chega, Jessé promove uma espécie de “desfile” de seus filhos, do mais velho ao mais novo — homens fortes, valentes, guerreiros, com capacidades humanas para assumir um cargo tão importante.

Mas não era isso que Deus queria. Então Ele diz a Samuel que ele estava olhando para o exterior, para a aparência, para aquilo que os homens queriam mostrar. Porém, Deus vê o coração; somente Ele sabe como realmente somos. Deus conhece a nossa verdade.

Provérbios 4:23 “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.”

Quando a Palavra fala de coração, não está se referindo ao órgão físico, mas ao nosso interior, à nossa alma — a sede dos nossos sentimentos, o lugar onde tudo nasce. Tudo o que vivemos exteriormente, de certa forma, nasceu primeiro dentro de nós.

Por isso, a Palavra nos orienta a guardar a nossa alma, a guardar o nosso coração.

Marcos 7:21–23 “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios, Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.”

Pode parecer que há uma contradição — talvez você pense: “Como assim? Se do meu coração fluem fontes de vida, e eu devo guardá-lo, mas outros textos dizem que dele também pode vir maldição, então o que nasce: bênção e vida ou morte e maldição?”

A resposta é: os dois, mas nunca ao mesmo tempo.

A Palavra descreve o nosso coração como uma fonte, que vai jorrar um tipo de água. Não existe contradição, e sim uma responsabilidade sobre o nosso coração. Muitas vezes pedimos para Deus guardá-lo, sendo que essa é uma responsabilidade nossa.

Não permita que nada contamine o seu coração, pois dele pode fluir vida ou até mesmo morte. O nosso coração tem a capacidade de produzir ambos, mas não ao mesmo tempo. Uma fonte jamais produzirá dois tipos de água: ou ela é doce, ou é amarga.

Tiago 3:11–12 “Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.”

Não existe mistura na fonte. Por isso, a Palavra de Deus também diz que a árvore é conhecida pelos seus frutos, porque os frutos evidenciam a árvore. Através deles, podemos discernir o que é o quê.

Os nossos frutos mostram o que há em nosso coração, que tipo de “água” tem jorrado dentro de nós. Em algum momento, o nosso coração será exposto, e então ficará claro qual água está fluindo: se estamos na presença de Deus — produzindo bênção e vida — ou vivendo pela carne, pelo pecado — produzindo morte e maldição.

O nosso coração é como uma fonte: algo sempre está fluindo dele. Ou é vida, ou é morte; ou é água doce, ou amarga.

A boca fala do que o coração está cheio, pois só produzimos exteriormente aquilo que foi gerado interiormente. E, por mais que tentemos disfarçar, uma hora isso se torna evidente. Se estamos produzindo uma água amarga, toda a vida ao nosso redor se torna amarga.

Quando o coração está contaminado, tudo o que sai dele também está contaminado. Podemos até tentar liberar vida e bênção, mas, se a fonte está amarga, isso não flui de verdade. Por isso, é tão difícil liberar perdão quando o coração não está curado — o perdão não vem de uma fonte amarga, mas de uma fonte de vida. Se está pesado continuar, talvez a sua fonte esteja amarga. Ninguém é capaz de dar aquilo que não tem. Primeiro, precisa fluir dentro de nós, para então transmitirmos bênção e vida.

O que contamina o nosso coração?

Isso vai sendo construído ao longo do tempo. A fonte se contamina pouco a pouco, seja pelas lutas, decepções, dificuldades, traições, abandono, rejeição, falta de amor e falta de perdão — são essas coisas que vão nos contaminando.

A Palavra diz que a esperança adiada adoece o coração. Existem desertos pelos quais passamos que têm a capacidade não apenas de nos cansar, mas também de nos amargar por dentro, de roubar da nossa vida a cor, a alegria e o sabor.

Êxodo: 15:22–25 “Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água. Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara. E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? E ele clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou.”

O povo tinha água diante deles — estavam no deserto — mas a água era amarga.

Muitas vezes, isso também acontece conosco: a vida está ao nosso redor, mas não conseguimos desfrutar. Temos família, mas não conseguimos nos alegrar; temos igreja, mas não conseguimos celebrar; temos nossa casa, mas já não nos faz felizes.

Por quê? Porque a fonte está amarga. E, quando isso acontece, tudo se torna amargo. Perdemos a alegria.

Temos defeitos, somos falhos e enfrentamos dificuldades. Mas, se a fonte for boa, veremos o próximo com bons olhos, com compaixão. A vida é dura, e precisamos entender isso.

Porém, não podemos condicionar a nossa alegria às circunstâncias, pois ela não depende da vida que levamos. A verdadeira alegria vem de Deus; ela é fruto do Espírito.

Moisés orou, e Deus lhe deu uma estratégia. Aquela madeira lançada na água não foi um sinal aleatório; ela era uma representação da cruz do Calvário. E, quando Cristo é colocado nas águas amargas, elas se tornam doces novamente.

Quando estamos amargos por dentro, precisamos de alguém que toque na fonte — alguém que tem o poder de transformar as águas.

Lucas 5:12–13 “E aconteceu que, quando estava numa daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto, e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me. E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele.”

Historicamente, ninguém podia tocar em um impuro — exceto Jesus. Ele não se contaminava; pelo contrário, transferia a sua pureza ao impuro.

Só Jesus pode nos tocar. Somente Ele pode alcançar a amargura que carregamos dentro de nós e transformá-la em doçura nos nossos lábios e no nosso viver.

O que aconteceu em Mara era uma profecia do que Jesus faria em nós: sarar o nosso interior.

João 7:37–38 “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.

Quando a fonte é saudável, todos ao redor bebem dela. A vida das pessoas se torna melhor, e você leva paz ao ambiente. Isso acontece quando há dentro de você um rio de água viva. Você se alegra com o próximo e se torna um instrumento de Deus.

Existe um tipo de coração que Deus aceita: não é o perfeito, mas o contrito e quebrantado — um coração que reconhece suas falhas e se humilha diante d’Ele, um coração tratável.

Se a fonte dentro de você estiver amarga, corra para Jesus, pois Ele é o único que pode transformar em águas doces.


메타데이터
post_id
1ccf2c530766
slug
um-coração-como-o-dele-1ccf2c530766
url
https://medium.com/@boladeneveinterlagos/um-cora%C3%A7%C3%A3o-como-o-dele-1ccf2c530766
canonical_url
https://medium.com/@boladeneveinterlagos/um-cora%C3%A7%C3%A3o-como-o-dele-1ccf2c530766
author_url
https://medium.com/@boladeneveinterlagos
status
ok
fetched_at
2026-07-14 21:36:38