Um prólogo entre a natureza, a pressão alta e um urso do mato
Quando começaram a aplicação das vacinas contra a COVID-19, o mundo ficou em polvorosa, pois, tudo ia voltar como era antes. Inocentes…
Um prólogo entre a natureza, a pressão alta e um urso do mato

Foto: Caters New Agency
Quando começaram a aplicação das vacinas contra a COVID-19, o mundo ficou em polvorosa, pois, tudo ia voltar como era antes. Inocentes? Sim, somos! Mas isso é prosa para outrora.
Começou a flexibilização e eu fui de encontro a desafios. Me inscrevi numa trilha. No grupo, o pessoal dizia que a trilha era leve. Dei meu nome, fiz o Pix e esperei até a data para o ponto de encontro do grupo que era a Central do Brasil.
Chegou o tão esperado sábado e com ele um calor senegalês que não fez durante toda a semana. Levei 3 litros de água na mochila, barras de cereal e chocolate e frutas para dar aquela energizada. Encontrei a guia Lara e uma turma que vinha de São Paulo para realizar tal feito.
Eu falei “trilha leve”, conforme as pessoas do grupo? Eu falei. Ledo engano!
Fui para ao Morro Dois Irmãos. Olhando debaixo, parecia o Kilimanjaro, mas fui mesmo assim. Peguei uma Kombi na base do Vidigal até o campinho de futebol uns metros acima. Pedi a Deus pela minha segurança e pela segurança dos meus amigos ali criados.
Os primeiros metros foram ótimos. O tempo estava absurdamente quente, mas fomos… Senti minha energia sendo drenada aos poucos e parei para hidratar depois de quinze minutos subindo. Minha panturrilha estava começando a demonstrar sinais de desgaste. Sabe a fisgadinha leve? Essa mesma.
Continuamos.
A Lara estava empolgada. Lara era nossa guia. Uma morena clara de 1,60 m e parecia não ser desse mundo. Vocês irão entender! Ela falou que, por ela, não parava mais. Eu pensei cá com meus botões: “essa mulher é uma androide sem emoções” e forcei a segunda e a terceira paradas. Estávamos com quarenta e três minutos de caminhada e a Lara ainda falava: “faltam vinte minutos”. Ali percebi que ela não era um androide, mas sim um robô que eliminaria todos os habitantes do planeta. Uma revolução!
Enfim, chegamos. Foi uma hora subindo a montanha bem devagar. Abri minha mochila e bebi água, comi frutas e barras de cereal. Um guri de Éssipê levou dois litros de isotônico. Filei um gole… Fizemos fotos, apreciamos a natureza e fomos descer. Como assim não tem escada rolante? Tomei um Torsilax e desci. Já no finalzinho minha tela começou a dar Fade. Sabe aquele escurecimento gostoso? Sentei num tronco de árvore (LÁ ELE!) tal qual um Urso das florestas canadenses e uma menina do grupo era enfermeira. Mediu minha pressão e logo me deu um remedinho. Passou uns dez minutos e deu logo vontade de largar água pela mangueira. Mijei para burro… A pressão logo voltou para 12x8. Ela estava 16x9.
Chegamos na base e a tinha uma barraquinha de açaí. A tia da loja perguntou se eu estava bem. Eu respondi: “estou bem. Com problema no carburador, ponta homocinética empenada e com as velas em petição de miséria.”
Todos riram.
메타데이터
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