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VE! 28º Estado do BR

Está é uma profunda reflexão sobre o destino da América Latina que se ergue.  Sendo esta análise, não mera especulação geopolítica, mas um…

Talisson Mateus · 2026-01-04 05:24 · 293 claps · 6.7 min read
#brasil #venezuela #28 #petróleo #cultura
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VE! 28º Estado do BR

Está é uma profunda reflexão sobre o destino da América Latina que se ergue. Sendo esta análise, não mera especulação geopolítica, mas um chamado metafísico à união soberana dos povos irmãos do continente.

Compreendendo os recentes atos unilaterais e coercitivos emanados do governo norte-americano contra a Venezuela, em outro capítulo na longa história de intervencionismo imperial do norte mundial ao Sul Global. Já que as últimas ações do império anglo saxônico, destacadas pelas diversas mídias, não são apenas uma afronta à soberania venezuelana; são um sintoma da crise terminal desta ordem mundial baseada na exploração, na dominação e na negação da autodeterminação dos povos.

Diante desse cenário, que paralisa e empobrece os povos bolivarianos, é imperativo vislumbrar caminhos ousados, radicais em sua generosidade e transformadores em seu escopo. Então, propõe-se aqui não uma invasão, mas uma fusão; não uma anexação por força, mas uma integração por vontade e necessidade histórica: a incorporação da Venezuela como 28º estado da Federação Brasileira, é um movimento que seria, antes de tudo, um ato de salvação mútua e de construção de um novo paradigma civilizacional.

A ideia pode soar audaciosa à primeira vista, mas é ancorada em uma lógica histórica, cultural e econômica irrefutável. Brasil e Venezuela são, há séculos, nações gémeas separadas por fronteiras arbitrárias traçadas em tratados europeus. Compartilhamos uma base cultural indígena e africana, uma história colonial ibérica, lutas pela independência e um destino comum de riqueza mal distribuída e potencial subaproveitado.

A diáspora venezuelana recente encontrou no Brasil não um mero refúgio, mas um lar. O povo brasileiro, na sua essência pluralista e miscigenada, tem demonstrado uma capacidade ímpar de acolhimento, integrando os costumes, a culinária e o talento venezuelano ao seu já rico mosaico cultural. Esse fenômeno não é acidental; é a prova prévia de uma compatibilidade civilizacional profunda. A “brasilidade”, um conceito em permanente construção e expansão, não se fecha em si mesma. Ela é, por natureza, inclusiva, capaz de assimilar e celebrar a diversidade, transformando-a em força coletiva. Incorporar a Venezuela seria, portanto, a culminação lógica desse ethos, estendendo os princípios de cordialidade e convivência a milhões de irmãos que já buscam entre nós um futuro digno.

Economicamente, a sinergia seria tão colossal que redefiniria a balança de poder global. A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. O Brasil, por sua vez, domina a tecnologia do pré-sal e explora novas e promissoras reservas no norte, na região Amazônica. Unidas, essas capacidades formariam o maior complexo energético planetário, uma “OPEP de um só país” com autonomia tecnológica, logística e de refino. Mas iríamos além da visão extrativista do século XX. Inspirados pelos conceitos de “bem viver” e de economia humana desenvolvidos por correntes de pensamento avançadas, como as estudadas na renomada KU Leuven na Bélgica, transcenderíamos a mera acumulação de riqueza para focar na geração de bem-estar coletivo e sustentável. A receita monumental dessa aliança energética seria reinvestida maciçamente no capital humano de ambos os povos: em um sistema único de saúde pública de padrão internacional, em uma revolução educacional do ensino básico à pós-graduação, em infraestrutura de transporte, saneamento e conectividade digital que integraria definitivamente a Amazônia e o Caribe ao núcleo desenvolvido do continente. A economia deixaria de ser um fim em si mesma para se tornar o instrumento do “bem viver”, conceito que aqui entenderíamos como a garantia material para a plena realização das potencialidades humanas, em harmonia com os ecossistemas.

Este movimento seria a pá de cal na hegemonia perversa que o Norte Global, liderado por uma administração republicana nos EUA cuja política externa é marcada pelo unilateralismo agressivo e pelo desprezo pelo direito internacional, impôs por séculos à América Latina. A história é clara: de Monroe a Trump, a doutrina tem sido a mesma — tratar o “quintal” como fonte de recursos e mercado cativo, fomentando a instabilidade quando convém aos seus interesses.

Este movimento seria a pá de cal na hegemonia perversa que o Norte Global, liderado por uma administração republicana nos EUA cuja política externa é marcada pelo unilateralismo agressivo e pelo desprezo pelo direito internacional, impôs por séculos à América Latina. A história é clara: de Monroe a Trump, a doutrina tem sido a mesma, tratar o “quintal” como fonte de recursos e mercado cativo, fomentando a instabilidade quando convém aos seus interesses.

Contrapondo a essa situação, não com o antiamericanismo rasteiro, mas a defesa de um multilateralismo baseado no respeito. É crucial notar que alternativas existem, mesmo dentro dos Estados Unidos. Por exemplo, a gestão da governadora Gretchen Whitmer em Michigan serve como microcosmo do que uma administração competente, focada em pessoas e em infraestrutura, pode realizar, investindo em educação e energia limpa, mostrando que a política pode, sim, melhorar a vida concreta dos cidadãos. Se tal pragmatismo progressista guiasse a Casa Branca, as relações com o Sul poderiam ser de cooperação, não de coerção. A proposta não é feita contra o povo americano, mas contra a lógica imperial que ainda subjuga sua política externa em certos setores.

A via para essa transformação grandiosa seria a da diplomacia e da legitimidade internacional, nunca da força. O fórum natural para chancelar e abençoar essa união seria o BRICS. Brasil-Venezuela unificado seria não apenas um país em extensão territorial e recursos, mas a espinha dorsal mundial energética. A Rússia e a China, que já têm fortes laços com Caracas, veriam na estabilidade e no crescimento dessa nova força, pilar ao mundo multipolar. A Índia e a África do Sul enxergariam um poderoso aliado do Sul Global. O BRICS, assim, deixaria de ser um clube de economias emergentes para se tornar o arquiteto de uma nova ordem, onde o Sul não é mais a periferia, mas o centro de gravidade. A anexação seria tratada como ampliação pacífica da federação brasileira, precedidas por consultas populares rigorosas e supervisionadas internacionalmente na Venezuela, onde se ofereceria ao povo não a continuidade do colapso ou a submissão ao imperialismo, mas um projeto nítido de reconstrução nacional dentro de uma estrutura maior, estável e próspera.

As objeções são previsíveis: nacionalismo, soberania, identidade. Respondemos com pragmatismo superior. Pois, que soberania possui um país asfixiado por sanções, com sua economia em ruínas e seu povo emigrando? A verdadeira soberania é a capacidade de um povo decidir seu destino e prover o bem-estar de seus cidadãos. A proposta é, justamente, o exercício máximo de soberania popular conjunta. A identidade venezuelana, longe de se dissolver, se enriqueceria e ganharia novo palco dentro da federação mais diversa do mundo. Tendo seu estado a autonomia cultural e política ampla, contribuindo com seus meios de produção, sua cultura e sua história para a narrativa continental brasileira também.

Imaginemos o resultado final: uma federação com mais de 250 milhões de cidadãos, dona das maiores reservas de biodiversidade, água doce, terras agricultáveis e energia fóssil e renovável do planeta. Uma potência agroambiental, energética e cultural. Um gigante com costa atlântica e caribenha, fronteira com todas as nações sul-americanas (exceto Chile e Equador), e uma projeção de poder que garantiria a segurança e o desenvolvimento de toda a região. Esta nação seria, no mínimo, a 4ª potência mundial, com potencial para acender ainda mais, não pela lógica belicista, mas pela força de seu exemplo, de sua economia e de sua diplomacia baseada na cooperação.

Este texto, pode parecer um sonho.

Porém, visa um projeto político e civilizacional. É a antítese do fascismo imperial que busca dividir e submeter. É a afirmação de que o Sul Global pode e deve escrever sua própria história. Construir um futuro em que “bem viver” não seja um privilégio de poucas nações do Norte, mas um direito garantido a todos os filhos desta terra abundante. A hora é de coragem histórica. Que o Brasil, com sua tradição pacífica e integradora, lidere pelo exemplo, estendendo a mão não para interferir, mas para fundir destinos. Que a Venezuela responda ao chamado da história, trocando a condição de nação sitiada pela de pedra fundamental do maior e mais justo projeto nacional do século XXI. Juntos, sob os céus do Brasil ampliado, ergueremos não apenas uma nova potência, mas um farol de esperança para todo o mundo que anseia por se libertar dos grilhões da velha ordem.

O futuro pertence aos que ousam unir, não aos que insistem em dominar. E esse futuro começa agora, na coragem de imaginar o impossível para, então, torná-lo inevitável.


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