A NOSSA PÁSCOA
Culto de Domingo — 05/04/2026 Pastor Gustavo Falcão Tema da palavra — A NOSSA PÁSCOA
A NOSSA PÁSCOA
Culto de Domingo — 05/04/2026 Pastor Gustavo Falcão Tema da palavra — A NOSSA PÁSCOA
Referências bíblicas Êxodo 12:1–14 1 Coríntios 5:7 João 1:29 Isaías 53:4–7 Lucas 24:1–6
Hoje nós celebramos a Páscoa, não só aqui no Brasil, mas no mundo inteiro. Celebra-se, neste dia, esse grande evento. A Páscoa é, nada mais e nada menos, o maior evento da história; é, com toda certeza, a data mais importante do calendário cristão.
Não há sombra de dúvida de que os eventos da Páscoa mudaram para sempre a humanidade e transformaram a nossa vida. É, de fato, o dia mais importante para nós. Trata-se de uma festa, um estatuto perpétuo de Deus. Devemos celebrar a Páscoa como uma verdadeira festa: o dia que mudou para sempre a história.
Os eventos da Páscoa — a crucificação e, principalmente, a ressurreição — são o pilar da nossa fé. A Páscoa e seus acontecimentos formam o fundamento firme que sustenta aquilo em que cremos. Sem esses eventos, a nossa fé seria vã. A crucificação e a ressurreição são os pilares que sustentam o cristianismo.
A ressurreição e a crucificação não são apenas eventos bíblicos, mas também históricos; há inúmeros relatos sobre esses acontecimentos.
Êxodo 12:1–14, diz: “O Senhor disse a Moisés e a Arão na terra do Egito: — Este mês será para vocês o principal dos meses; será o primeiro mês do ano. Falem a toda a congregação de Israel, dizendo: No dia dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então o chefe da família convidará o seu vizinho mais próximo, conforme o número de pessoas. Conforme o que cada um puder comer, por aí vocês calcularão quantos são necessários para o cordeiro. O cordeiro será sem defeito, macho de um ano, podendo também ser um cabrito. Vocês guardarão o cordeiro até o décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o matará no crepúsculo da tarde. Pegarão um pouco do sangue e o passarão nas duas ombreiras e na viga superior da porta, nas casas em que o comerem. — Naquela noite, comerão a carne assada no fogo, com pães sem fermento e ervas amargas. Não comam do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e as vísceras. Não deixem nada do cordeiro até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimem. É assim que vocês devem comê-lo: já prontos para viajar, com as sandálias nos pés e o cajado na mão. Comam depressa. É a Páscoa do Senhor. Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e matarei na terra do Egito todos os primogênitos, tanto das pessoas como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor. — O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês se encontram. Quando eu vir o sangue, passarei por vocês, e não haverá entre vocês praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito. Este dia lhes será por memorial, e vocês o celebrarão como festa ao Senhor; de geração em geração vocês celebrarão este dia por estatuto perpétuo.”
Nove pragas já haviam atingido o Egito, e o Faraó ainda não deixava o povo ir. Então viria a décima praga: Deus feriria de morte todos os primogênitos. O primeiro filho homem, tanto de pessoas quanto de animais, seria, naquela noite, ferido de morte pelo Senhor, para que o Faraó visse o poder de Deus, temesse e libertasse o povo.
Assim, o anjo passaria pela terra do Egito e, ao encontrar o primogênito, seja de homem ou de animal, este morreria instantaneamente.
Porém, havia uma forma de se livrar desse anjo da morte, de escapar dessa condenação: cumprir aquilo que o Senhor havia ordenado à congregação de Israel.
Jesus não morreu na Páscoa por simples coincidência. A ligação entre a Páscoa judaica e o Cordeiro que nos traz a paz sendo imolado não foi obra do acaso, mas do próprio Deus, mostrando que o significado da Páscoa estava sendo transformado. A verdadeira Páscoa estava acontecendo naquele momento: o verdadeiro Cordeiro estava sendo entregue.
O cordeiro imolado em Êxodo era um tipo, uma figura que apontava para outro Cordeiro: o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, a saber, o nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele cordeiro era uma representação do verdadeiro Cordeiro.
1 Coríntios 5:7 “Joguem fora o velho fermento, para que vocês sejam nova massa, como, de fato, já são, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.”
O cordeiro de Êxodo representava o nosso Cordeiro pascal, que é Jesus. O sangue de Jesus é o que nos protege e nos guarda, não mais da condenação do juízo de Deus, mas do poder da morte e do pecado.
João 1:29 “No dia seguinte, vendo que Jesus vinha em sua direção, João disse: — Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”
Ele mesmo se entregou para que o seu sangue nos livrasse, não mais da prisão do Egito, mas da prisão do pecado, libertando-nos eternamente da condenação da morte.
Isaías 53:4–7 “Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca. Como cordeiro foi levado ao matadouro e, como ovelha muda diante dos seus tosquiadores, ele não abriu a boca.”
O nosso Cordeiro pascal não foi imolado contra a sua vontade; Ele se entregou voluntariamente, não por suas próprias culpas, mas carregando sobre si o meu pecado e o seu pecado.
Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, porque nós não teríamos condição alguma de pagar pelos nossos pecados. Ele nos livrou não da morte física, mas da morte eterna — e a morte eterna é a separação de Deus por toda a eternidade.
Não há nada pior do que isso: estar para sempre separado do seu Criador.
Lucas 24:1–6 “Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, as mulheres foram ao túmulo, levando os óleos aromáticos que haviam preparado. Encontraram a pedra removida do túmulo, mas, ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois homens com roupas resplandecentes. Estando elas com muito medo e baixando os olhos para o chão, eles disseram: — Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrem-se do que ele falou para vocês, estando ainda na Galileia:”
Este é o testemunho da nossa salvação; esta é a notícia que mudou o mundo e continua transformando as nossas histórias. Se tudo tivesse terminado na cruz, vã seria a nossa fé. Mas Ele ressuscitou, Ele vive, Ele reina e tem poder sobre a morte e sobre a vida — n’Ele está todo o poder.
Esta é a verdadeira Páscoa. É a Páscoa que Jesus ressignifica em si mesmo. Ao celebrar a última Páscoa, Ele lhe dá um novo significado, mostrando que já não somos mais escravos da morte e do pecado.
Há um sangue que nos cobre; há alguém que triunfou sobre a morte. Por meio d’Ele, somos feitos justos; por meio d’Ele, somos salvos; e por meio d’Ele, temos a vida eterna.
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