← Back to list

Quinta é dia de ir ao Hospital — Muita história pra contar

Maio, 2022 Papo com uma menininha de uns 4 anos. Disse eu, inocentemente: - Se precisar, eu tô aqui pra ajudar… - Não precisa, eu sou…

Nina Bravo · 2026-06-11 17:50 · 0 claps · 2.1 min read
#hospital #pediatria #pediatric-cancer #crianças-e-adolescentes #infância
Open on Medium ↗

Photo by Derek Finch on Unsplash

Photo by Derek Finch on Unsplash

Quinta é dia de ir ao Hospital — Muita história pra contar

Maio, 2022 Papo com uma menininha de uns 4 anos. Disse eu, inocentemente:

  • Se precisar, eu tô aqui pra ajudar…
  • Não precisa, eu sou esperta!
  • Dorme com essa! — Rebate a minha amiga voluntária. Depois do meu choque inicial, rimos muito!

São muitas histórias. Muitas, mesmo! Algumas curtinhas e saborosas como essa da menina esperta, já outras, foram construídas ao longo da minha caminhada como voluntária em um hospital infantil. Ao falar sobre o tema, de cara, eu percebo a reação de tristeza de algumas pessoas. Vejo a o olhar de pesar e respondo a questionamentos sobre como consigo circular neste ambiente. Difícil mesmo é explicar o fato de que o amor que eu tenho por este voluntariado parte de um lugar de alegria.

Longe de mim propagar a ideia de que adoecimento e hospital combinam com felicidade, porém, quem convive em um ambiente onde há crianças, sabe que existe uma luz, uma leveza inata. As crianças vivem no presente, são sinceras e sem filtros e, por isso, transmitem esse sentimento de alegria que é contagiante, se me permitem a brincadeira.

Diferente de tratar com crianças em situação de extrema vulnerabilidade, conviver com os pequenos que enfrentam problemas de saúde, deste que não sejam demasiado limitantes, ainda é trabalhar dentro do mundo de infinitas possibilidades da infância e isso ressoa fortemente em mim.

Uma vez ouvi a explicação de que a criança lida com o luto como pulam na poça d’água*, alternando rapidamente entre os momentos de tristeza com outras coisas da vida. Pra mim isso fez muito sentido e explica como elas conseguem se distrair com mais facilidade e como voltam a brincar mesmo diante das adversidades. E, se a gente se deixar levar na brincadeira, rapidinho nos juntamos à eles para viver as delícias do mundo da imaginação.

Em algum dia de 2016 Menininho fazendo cobrinhas de massinha.

  • Essa cobra é venenosa? — Eu pergunto.
  • Não, é carinhosa! — Ele responde tranquilamente.

Embora o barco das histórias seja levado por ventos mais leves, haverão momentos de emoção, sentimentos são incontornáveis, na vida e no texto.

Dito isso, a minha intenção nada mais é do que compartilhar as histórias do cotidiano, o que vivi neste muitos anos de trabalho voluntário e o meu olhar em relação ao mundo das crianças. E, embora elas estejam enfrentando muitos desafios, continuam sendo crianças. Aí é garantia de risos, surpresa, reflexão. Não é sempre assim?

Setembro 2022 Menininha fofa de uns 4 anos:

  • Sabe… eu gosto da minha médica, mas é que… …. ela……. ….. me faz cosquinhas!!!!!

Tenho muito claro de que não presenciei nenhum um décimo do que estes pacientes e familiares passam e, mesmo assim, através deste micro recorte da minha experiência não me faltam histórias para dividir. Guardá-las só pra mim já não faz mais sentido. Se for competente nesta labor, espero compartilhar o meu olhar constantemente curioso e carinhoso em relação a esses pequenos pacientes. Erros e acertos virão…Já estou me preparando.

Gostaram da ideia? Topam vir comigo nessa aventura?


메타데이터
post_id
271f94d8bd28
slug
quinta-é-dia-de-ir-ao-hospital-muita-história-pra-contar-271f94d8bd28
url
https://medium.com/@nina_bravo/quinta-%C3%A9-dia-de-ir-ao-hospital-muita-hist%C3%B3ria-pra-contar-271f94d8bd28
canonical_url
https://medium.com/@nina_bravo/quinta-%C3%A9-dia-de-ir-ao-hospital-muita-hist%C3%B3ria-pra-contar-271f94d8bd28
author_url
https://medium.com/@nina_bravo
status
ok
fetched_at
2026-06-21 15:33:18