EU ACORDEI MAS A SAUDADE NÃO.
Sou uma eterna prisioneira do que tento não viver.
EU ACORDEI MAS A SAUDADE NÃO.
Sou uma eterna prisioneira do que tento não viver.
Passamos o dia em vigília, tentando esquivar da dor. Construímos muros, ocupamos a mente e fugimos de tudo o que fere. Mas a noite chega, e com ela, o sonho que não pede licença. Ele trás aquilo que queria deixar na gaveta, nos torna vulneráveis e devolve cada sentimento que tentamos deixar fechado. É uma invasão. Desperto todo dia e o sentimento impregna e vira febre, febre mesmo. Começa, então, a exaustiva batalha de se limpar, de lavar a alma para sobreviver ao dia, sabendo que, ao escurecer, a luta recomeça. Mas quase sempre não estamos tão dispostos a lutar com uma dor assim. Fechamos os olhos e voltamos a dormir na tentativa de depois acordar em uma realidade um pouco menos barulhenta. Reiniciar ou resetar o sistema. Ficar preso ao mundo dos sonhos e ao mesmo tempo tentando fugir dele. Medo de confrontar o início de mais um dia que se encontra perdido e com medo.
O sonho é a armadilha e o seu despertar um choque de uma realidade dolorosa.
메타데이터
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