← Back to list

Projeto SPED Analytics: Parte 2 — A Nossa Stack de Engenharia de Dados

Um mergulho profundo nas ferramentas open-source que darão vida à nossa plataforma de análise fiscal on-premise.

Rolando Lindberg, Jr. · 2025-09-03 15:01 · 0 claps · 2.7 min read
#business #sped #data-visualization #data-analysis #data-engineering
Open on Medium ↗
Wiki topics: VIS · Visual & Graphic Design GRW · Growth & Analytics 🔧 · Data Engineering 🔓 · Open Source

Projeto SPED Analytics: Parte 2 — A Nossa Stack de Engenharia de Dados

Um mergulho profundo nas ferramentas open-source que darão vida à nossa plataforma de análise fiscal on-premise.

Bem-vindo de volta à nossa série sobre o "Projeto SPED Analytics"! No artigo anterior, apresentamos nossa visão: transformar a complexa obrigação do SPED Fiscal em uma fonte de inteligência de negócio. Prometemos detalhar o "como", e é exatamente isso que faremos agora. Uma visão poderosa precisa de uma fundação técnica igualmente robusta. A escolha da stack de tecnologia é um dos passos mais críticos em qualquer projeto de dados. Ela precisa ser poderosa, flexível, escalável e, no nosso caso, baseada em software open-source para rodar em um ambiente on-premise. Após muita pesquisa e deliberação, chegamos a uma composição que acreditamos ser a vanguarda da engenharia de dados moderna. Vamos conhecê-la.

Fundação Arquitetural: A Arquitetura Medalhão

Primeiro, a nossa filosofia. Não estamos apenas juntando ferramentas; estamos construindo sobre um padrão comprovado: a Arquitetura Medalhão. Nossos dados fluirão por três camadas:

  • Bronze (MinIO): Onde os arquivos brutos do SPED pousam, intocados. É nossa fonte da verdade histórica.
  • Silver (PostgreSQL): Onde os dados brutos são transformados em tabelas limpas, validadas e estruturadas.
  • Gold (PostgreSQL): Onde os dados limpos são agregados e modelados em data marts otimizados para as perguntas do negócio.

Agora, vamos às ferramentas que darão vida a cada etapa.

A Stack Detalhada

  • Data Lake (Bronze) → MinIO

  • O quê: Um servidor de armazenamento de objetos de alta performance, compatível com a API S3.

  • Por quê: Ele nos permite criar um "lago de dados" em nossa própria infraestrutura, replicando a funcionalidade de um serviço de nuvem. Isso nos dá controle total e prepara o terreno para uma eventual migração para a nuvem sem traumas.

  • Data Warehouse (Silver/Gold) → PostgreSQL

  • O quê: Um dos bancos de dados relacionais open-source mais confiáveis e poderosos do mundo.

  • Por quê: Será o motor que armazenará nossas tabelas nas camadas Silver e Gold. Sua robustez e vasto suporte ao padrão SQL o tornam a escolha perfeita para ser a base de nossas transformações e análises.

  • Transformação (ELT) → dbt + Python

  • O quê: A dupla dinâmica que forma o cérebro do nosso pipeline.

  • Por quê: O dbt (data build tool) nos permite escrever toda a lógica de transformação de Bronze para Silver e Gold usando apenas SQL, mas com superpoderes: versionamento, testes e documentação. O Python entra em cena para a ingestão inicial e para qualquer lógica mais complexa que o SQL não consiga lidar eficientemente.

  • Orquestração → Apache Airflow

  • O quê: O padrão de mercado para agendamento e monitoramento de fluxos de trabalho de dados.

  • Por quê: O Airflow é o nosso maestro. Ele garantirá que cada etapa do nosso pipeline seja executada na ordem certa, no momento certo, lidando com falhas e garantindo que nosso sistema funcione de forma autônoma e confiável.

  • A "Cola" Inteligente → Astro CLI + Cosmos

  • O quê: Ferramentas que simplificam e aprimoram a integração entre Airflow e dbt.

  • Por quê: A Astro CLI gerencia a complexidade de rodar o Airflow localmente via Docker. O Cosmos revoluciona a forma como o Airflow executa o dbt, criando uma tarefa para cada modelo e nos dando uma observabilidade e controle granular sem precedentes sobre nossas transformações.

  • Visualização (BI) → Metabase

  • O quê: Uma ferramenta de Business Intelligence moderna e de código aberto.

  • Por quê: De que adiantam dados bem modelados se ninguém consegue usá-los? O Metabase será a janela para nossos dados, permitindo que os usuários finais explorem as tabelas da camada Gold, criem dashboards e respondam às suas próprias perguntas de forma intuitiva.

O Que Vem a Seguir?

Com a visão definida e a arquitetura escolhida, nosso próximo passo é arregaçar as mangas e começar a construir. Nossa jornada nos levará a configurar cada uma dessas ferramentas, escrever nosso primeiro pipeline de ingestão e ver os primeiros dados brutos do SPED fluindo para nossa camada Bronze. No próximo artigo, vamos detalhar o processo de setup do nosso ambiente de desenvolvimento com Docker, Astro CLI e dbt. Acompanhe-nos enquanto damos os primeiros passos práticos para transformar nosso diagrama de arquitetura em uma realidade funcional. A jornada está apenas começando!


메타데이터
post_id
2ac1fd1a1bfe
slug
projeto-sped-analytics-parte-2-a-nossa-stack-de-engenharia-de-dados-2ac1fd1a1bfe
url
https://medium.com/@rolandolindberg/projeto-sped-analytics-parte-2-a-nossa-stack-de-engenharia-de-dados-2ac1fd1a1bfe
canonical_url
https://medium.com/@rolandolindberg/projeto-sped-analytics-parte-2-a-nossa-stack-de-engenharia-de-dados-2ac1fd1a1bfe
author_url
https://medium.com/@rolandolindberg
status
ok
fetched_at
2026-06-24 16:30:55