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Validação de produto: garanta que está falando com as pessoas certas

Antes de eu começar a compartilhar a minha experiência, um breve contexto: o produto que vou falar aqui foi desenvolvido para uso interno…

Arthur Oliveira da Silva · 2025-03-15 16:13 · 0 claps · 1.9 min read
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Validação de produto: garanta que está falando com as pessoas certas

Antes de eu começar a compartilhar a minha experiência, um breve contexto: o produto que vou falar aqui foi desenvolvido para uso interno. Ou seja, ele serve para apoiar uma área dentro da empresa no qual foi desenvolvido. Por isso, a validação foi focada em entrevistas qualitativas com os reais usuários do sistema (ao invés de uma pegada mais quantitativa).

Quem trabalha com gestão de produtos digitais sabe que uma das nossas maiores tarefas é garantir que o que estamos criando faça sentido tanto para os usuários quanto para a empresa. Mas, na correria do dia a dia, é fácil cair na armadilha de achar que estamos fazendo uma validação de forma correta quando, na verdade, estamos conversando com as pessoas erradas — ou, pior, esquecendo de algumas pessoas que deveriam ser ouvidas.

Foi isso que rolou comigo num projeto recente, e queria compartilhar essa experiência. Quem sabe isso ajude alguém? :)

Estávamos desenvolvendo um sistema interno para gerenciar as licenças de um software desktop. No meio do processo, chamamos alguns usuários que já conhecíamos e que pareciam se encaixar direitinho no fluxo principal do produto. Mas, quando fomos apresentar esse sistema no comitê de lançamento do software para o qual estávamos gerenciando as licenças, levamos um susto: havia áreas da empresa que também seriam impactadas e nunca tinham sido consultadas sobre os processos de venda e pós-venda no contexto de licenciamento do produto.

Ninguém, nem eu, que era a responsável pelo produto, nem os stakeholders do negócio com quem fiz as validações, tinham noção de que essas áreas existiam nesse cenário. Achávamos que estava tudo sob controle, mas, na prática, deixamos de fora uma parte importante do entendimento dos problemas que estávamos tentando resolver.

Depois dessa, tirei algumas lições que quero compartilhar:

Os stakeholders mais visíveis nem sempre são os únicos impactados. Focar nas pessoas com quem já temos contato é fácil, mas não significa que elas sejam as únicas afetadas. Antes de iniciar a validação, pergunte: “Tem mais alguém que deveria estar nessa conversa?”

Mapear usuários desconhecidos é essencial. Perguntas como “Tem alguma área que pode ser impactada e que a gente ainda não conversou?” são super importantes, principalmente em grandes empresas, onde a estrutura é enorme e pode esconder setores que precisamos considerar.

Validação parcial pode ser tão arriscada quanto não validar. Conversar com um grupinho pequeno de usuários pode nos dar uma falsa sensação de segurança. O ideal é garantir que a amostra seja diversa e represente todos os perfis que vão usar o produto.

Documentar (ou garantir que você aprendeu) os aprendizados faz diferença. Erros acontecem, mas o pior é repetir a mesma furada. Registrar o que descobrimos ajuda a evitar que a próxima versão do produto passe pelas mesmas dificuldades.

Esse episódio me mostrou que validar um produto vai muito além de fazer algumas entrevistas ou testes. O verdadeiro desafio é garantir que estamos falando com as pessoas certas desde o começo.


메타데이터
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