75% das empresas gastam mais do que deveriam em cloud. Qual é o papel de FinOps nesse ponto?
Parte essencial das operações empresariais modernas, a computação em nuvem é o acesso sob demanda, pela internet, a recursos de computação…
75% das empresas gastam mais do que deveriam em cloud. Qual é o papel de FinOps nesse ponto?

Parte essencial das operações empresariais modernas, a computação em nuvem é o acesso sob demanda, pela internet, a recursos de computação: aplicações, servidores físicos, virtual servers, armazenamento de dados, ferramentas de desenvolvimento, recursos de rede, etc.
Apesar de ser um facilitador, o uso errado desse recurso pode comer até 33% do faturamento da empresa, quando o ideal é estar em até 5%.
Isso acontece pois por se tratar de um recurso relativamente novo, as empresas não sabem como medir cloud.
Ex:
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Expor o banco de dados pra 1,5,10 milhões de pessoas, o custo vai crescer.
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Cada vez que o cliente faz uma busca no buscador do site, qual é o custo?
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Como a velocidade do site impacta a experiência do cliente e o a quantidade de pedidos fechados?
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Qual o número de pedidos/requests q o sistems aguenta sem escalar? (Isso depende da arquitetura da aplicação/produto)
Perguntas como essa impactam na realização de um pricing correto e isso pode ocorrer até mesmo em empresas grandes. A gigante Anthropic tinha clientes que pagavam 200 dólares mas o custo dele era de 5k dólares, e isso é um problema claro de pricing.
A importância da área de FinOps
Entender sobre esse custo é maturidade em FinOps, que é a área que faz a ponte entre os custos de tecnologia (DevOps) e o financeiro. Esse é um perfil raro e valorizado, pois entender de finanças tradicionais e tecnologia cloud não é comum.
O framework FinOps Foundation é de 2019 e por ser recente poucas empresas já adotaram esse papel. A primeira vista pode parecer que é aplicável somente para empresas grandes mas isso não é verdade, pois qualquer operação de TI pode ter melhorias com essa prática, mas para que a área exista dentro da empresa é importante ter o sponsorship da liderança.
FinOps precisa conectar o desenvolvimento com o resultado, pois por exemplo, um workload mais caro e mais rápido pode fechar mais pedidos. Não é somente olhar custos, e sim entender o units economics* que geram valor pra companhia.
** Unit Economics (ou economia unitária) é a análise da rentabilidade e dos custos diretos de um negócio baseada em uma única unidade (um produto, serviço ou cliente). Ele determina se cada transação gera valor ou prejuízo, fundamental para avaliar a viabilidade e a escalabilidade de startups e empresas SaaS.
O início da bola de neve
É uma prática de mercado grandes empresas (Amazon Web Services, Google Cloud e Microsoft Azure) oferecerem créditos de cloud para startups. Porém, quando esses créditos acabam a empresa precisa pagar a conta de uma arquitetura que nem sempre está otimizada e o valor pode chegar a milhões de dólares.
Quando você é uma startup a pressão é para colocar o produto no ar e manter os clientes usando, mas conforme o produto/modelo de negócio é validado, a receita começa a ser mais previsível e assim também deve ser seu custo pois acabam os créditos de cloud.
Ao escalar o produto a arquitetura precisa ser revisada para ter tempo de resposta melhor, cache melhor e reduzir necessidade de máquina. É comum haver pressão da gestão para entregar rápido e nem sempre há tempo de escrever um código otimizado mas isso cobra uma performance pois a equipe entrega em cima de um custo muito alto.
Os times estão fazendo uso extensivo de IA e isso é bom, porém o código isso não necessariamente vai estar estruturado em escala. Em algum momento precisa de reestruturação.
Ajustando o caminho
A falta de monitoramento faz com que descontroles aconteçam.
Aproveite a oportunidade que a cloud oferece de ir e voltar. O pico de visitas sobe e desce, e a noite é possível desescalar as aplicações e de dia escalar de novo.
É possível ter uma projeção de custos com cloud?
Sim, pois o custo de cloud é um custo como qualquer outro.
Para ter um projeção de custos, é necessário entender como será racionalidado o consumo do dia a dia e fazer a auditoria do que está sendo consumido.
Os times de DevOps/SRE/Infra podem ajudar nas análises:
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Ee há disco solto sendo cobrado;
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IP órfão;
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Máquina ativa que não está sendo utilizada;
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Workload que não são utilizados;
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Olhar a performance do q está sendo consumido: Qual é o pico? Qual é a capacidade dentro do pico?
A partir dessas análises é possível fazer o rigjtsizing da instancia.
A ordem correta deve ser:
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Limpeza de recursos desnecessários;
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Otimização de desempenho de máquinas;
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Reestrutura do código;
Qual o papel do PM?
O PM Sênior sabe fazer cálculos se o time se paga.
Geralmente o PM não tem capacidade técnica de entender qual é o momento certo de refatorar o código, então esse trabalho deve ser feito junto com o tech lead.
Quando a arquitetura está pesada gera um problema de custo, e a rentabilidade do produto é trabalho do PM.
O desafio é construir algo q seja enxuto mas tem performance.
Fontes:
메타데이터
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