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As Jornadas de junho de 2013: a manifestação que não daria em nada

Ariel Bernardi Zimmer · 2024-05-14 02:17 · 0 claps · 1.5 min read
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As Jornadas de junho de 2013: a manifestação que não daria em nada

Tudo começou quando o Movimento Passe Livre (MPL), no dia 06 de junho de 2013, interrompeu o trafego na Avenida 23 de Marco ao queimar uma catraca de papelão. Esta manifestação aconteceu devido ao aumento das tarifas do transporte publico, que haviam sido aumentadas R$ 0,20 centavos. Mas, além disso, muitos outros fatores também estavam em pauta.

A insatisfação generalizada com o governo de Dilma Rousseff se manifestou nesse movimento. Não havia uma ideologia partidária (esquerda ou direita) e sim um povo, de todas as idades e classes sociais, se defendendo contra o desgoverno. As jornadas de junho traziam a tona questões como corrupção, má qualidade de serviços públicos, salários e condições de trabalhos injustos. O que gera muitas contradições ao que Dilma prometeu em seus discursos de campanha eleitoral.

Em um governo no qual a governanta faz parte do Partido dos Trabalhadores (PT), a classe trabalhadora, na qual consiste a maioria da população, esperava receber uma maior atenção e ganhar mais benefícios para ter uma melhora da qualidade de vida, mas aconteceu o completo contrário. O desemprego e a inflação estavam em alta, e, ainda assim, tiveram a coragem de aumentar o preço das passagens, quando todas as pautas levantadas pelo partido e pela presidente prezavam pela defesa do trabalhador.

Contudo, essa manifestação desencadeou o poder da representatividade do povo. A partir de lá, a defesa por direitos cresceu exponencialmente. Segundo Joana Salém Vasconcelos, doutora em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP , “Junho de 2013 ainda repercute. Seu lado construtivo em defesa de mais direitos deu origem ao fortalecimento de movimentos negros, feministas, LGBT+, de juventude.”.

Ela ainda apresenta que “Os governos do partido tinham ampliado o acesso dos jovens trabalhadores às universidades (publicas e privadas) e prometido que a educação era a porta de entrada para o crescimento profissional e o bem-estar individual.”, porém “É paradoxal porque as promessas do PT esbarraram noesgotamento interno do seu próprio paradigma”.


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