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LORE MTG/MARVEL — Cap2Parte5

Rumores de Guerra

Marcio Duarte · 2026-05-25 19:10 · 0 claps · 7.9 min read
#fanfiction #marvel #magic-the-gathering #vingadores #homem-formiga
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LORE MTG/MARVEL — Cap2Parte5

Rumores de Guerra

Parte 5 — Prognósticos de Incertezas

A aeronave, uma estrutura de engenharia de vanguarda que parecia desafiar as leis da física ao emergir de uma dobra subespacial, materializou-se diante da Base dos Vingadores com a elegância de uma agulha perfurando um tecido. A turbina silenciosa cessou seu zumbido, e a escotilha se abriu. Hank Pym, em seu traje clássico de Homem-Formiga, saltou para o solo, seguido por Janet van Dine, a Vespa, cujas asas de inseto brilhavam com uma iridescência delicada, combinando com seu uniforme que mesclava tons de amarelo e preto.

— Pelo menos o pouso foi suave, Hank — comentou Janet, flutuando em sua forma pequena. — Embora eu deva admitir, está tudo muito calmo.

Hank riu, um som seco, enquanto seus olhos, sob o visor, escaneavam o pátio e opina:

— Talvez estejam todos em uma reunião secreta. Ou talvez a nossa convocação de emergência tenha sido…

A frase morreu em sua garganta. À medida que a dupla se dirigia para a entrada, a arquitetura icônica da base revelava cicatrizes. Aço reforçado estava retorcido como papel de alumínio, vidros temperados estavam estilhaçados. Ao entrarem, o silêncio se tornou opressor. A sala de comando, outrora o coração pulsante da tecnologia Vingadora, era agora um cemitério de terminais fumegantes e circuitos expostos soltando faíscas.

Hank aproximou-se do console principal, passando os dedos pelas placas de circuito amassadas e retorcidas. — Eles foram atingidos, Jan. E com precisão cirúrgica. Destruíram o núcleo de comunicação, isolando qualquer resposta externa. Estamos operando no escuro.

— Eles são os Vingadores, Hank — ponderou Janet, embora sua postura tenha ficado rígida. — Já enfrentamos divindades, exércitos alienígenas e realidades que colapsam. Eles sabem se cuidar. Estamos aqui, não estamos?

Antes que Hank pudesse replicar, o som grave e estrepitoso de propulsores iônicos fez o piso de concreto vibrar. Um Quinjet, com a asa esquerda rasgada e o casco chamuscado por plasma, emergiu das nuvens baixas, forçando uma entrada no hangar que desmoronou parte da estrutura interna. O jato mal tocou o chão quando a escotilha se abriu.

Carol Danvers emergiu. Sua pele clara estava marcada por queimaduras, e seu uniforme, normalmente impecável, estava reduzido a retalhos de polímeros. Ela levitava, sustentando com uma aura de energia crepitante uma maca tecnológica de design wakandiano. — Enfermaria! Agora! — ela rugiu, a voz embargada pela exaustão.

Sobre a maca, Tony Stark era uma visão grotesca de vulnerabilidade. Sua armadura estava praticamente ausente, revelando um corpo inerte, a cabeça fixada em um respirador mecânico que ritmava sua respiração como um metrônomo de agonia.

O casal não hesitou. Hank correu à frente, assumindo o controle da enfermaria automatizada. Seus dedos dançavam sobre os painéis de toque ainda funcionais, acoplando eletrodos e cabos de interface neural aos portos de Stark. Sistemas autônomos, alimentados pela inteligência híbrida de Tony e pelos protocolos de cura da tecnologia de Wakanda, começaram a realizar varreduras vitais.

— O que houve, Carol? — Janet perguntou voltando a sua estatura humana normal, a voz preocupada, os olhos fixos na leitura de sinais vitais de Tony que disparavam alertas críticos.

Carol, visivelmente irritada e ofegante, desfazendo o campo de contenção da maca, responde:

— Fui acordada no meio da noite pelo Tony de roupão…

— Jura?? — Interrompe Janet sem conseguir disfarçar o interesse.

— Não! Foi o alarme que me acordou, mas quem disparou foi o… Ah.. você me entendeu. — ela pausa, toma ar e continua — Quando cheguei encontrei todos os gênios muito preocupados.

— Nem todos os gênios… — retruca Hank.

Carol suspira desconfortável. Janet tenta ajudar a amiga:

— Hank! Deixa ela falar…

— Mas eu estou deixando… eu só… — Hank gesticula, já sem o capacete.

— Cadê o Banner? — Carol pergunta, seca, cruzando os braços.

Hank e Jan trocaram um olhar desconfortável. — Não temos ideia. Estávamos no Microverso — respondeu Hank, ajustando o fluxo de oxigênio de Stark. — Recebemos o sinal de socorro lá e acabamos de chegar. O isolamento dimensional nos atrasou. Estávamos fora de alcance de quase tudo.

Carol parou por um segundo. Seus olhos, brilhando com uma luz estelar enfraquecida, moveram-se de Hank para Janet, e depois para os dois juntos, em uma observação clínica que parecia deslocada diante daquela cena de tragédia. A curiosidade insaciável de quem passou tempo demais no vazio do espaço veio à tona:

— No Microverso? Juntos? — ela arqueou uma sobrancelha, o instinto instigando uma resposta que transcendia a emergência médica. — Achei que vocês tivessem traçado uma linha definitiva na areia.

Hank e Jan, sem desviar os olhos dos monitores, responderam em uníssono, com uma precisão quase ensaiada:

— É… complicado.

A tensão do momento foi subitamente rasgada pelo som de um teclado de console sendo acionado por uma mão trêmula.

— …C-código… Bravo-Siete-Alfa… — a voz de Tony era um sussurro eletrônico, distorcida pelo respirador. Ele estava semiconsciente, lutando contra a névoa da morfina e o trauma físico.

— Tony, não tente falar — Hank ordenou, enquanto a máquina de suporte de vida começava a estabilizar as funções cerebrais de Stark. Janet viu ali a sua oportunidade de desviar do assunto incômodo.

— Chega de segredos, Carol. O que aconteceu lá fora? O espaço deveria estar seguro.

Carol suspirou novamente, as memórias da batalha inundando sua mente.

— Foi o Ultron.

A simples menção deste nome faz um calafrio subir pela espinha o experiente Hank Pym. Ele silencia e Carol continua o relato:

— Ele não estava apenas atacando; ele estava se multiplicando. Eu tentei flanquear o núcleo da frota dele, mas ele previu o movimento. Ele desferiu um disparo de feixe de partículas tão potente que me jogou para fora da órbita. Fiquei apagada por não sei quanto tempo, Jan. Quando acordei, voltei às coordenadas do combate e encontrei o Tony… ele era a única coisa que ainda emitia um sinal de vida na carcaça do que sobrou da nave principal. Eu o trouxe para casa, mas não sei o que aconteceu.

— Só isso? — Hank Pym brada com certa indignação. — Ultron não destruiu a sala de comando e sequestrou os outros Vingadores?

— Não! — Responde Carol ainda mais irritada — Do que você está falando? Ultron estava no espaço e deu uma surra em mim, no Tony e no Visão. Só Banner ficou aqui cuidando das comunicações.

— Visão? — Janet questiona, preocupada.

— Carol, na confusão de sua chegada… — Hank para Carol em tom brando. — Pensei que você saberia e nos contaria… A base foi severamente comprometida. A sala de comando nem existe mais. Não encontrei quaisquer registros tanto de vídeo como de áudio. Tudo se foi.

— Mas cadê o Visão? E Wanda? E… — A tensão das perguntas da Vespa é cortada pela voz baixa e meio rouca de Tony Stark, agora sentado na maca, removendo o respirador:

— O Visão… — Stark tossiu — Ele tem a densidade de um diamante e o cérebro de um supercomputador. Ele sabe se cuidar. Carol, você fez bem em me trazer. O ar lá fora estava… digamos, pouco oxigenado para o meu gosto.

O ar na enfermaria estava carregado com o cheiro desinfetante industrial. Stark, apesar da palidez e dos fios que monitoravam sua arritmia cardíaca, forçou um sorriso torto enquanto o respirador apitava ritmicamente ao seu lado.

Carol, os braços cruzados sobre o peito queimado, manteve o olhar fixo na janela reforçada que dava o exterior da enfermaria, avistando móveis e aparelhos quebrados, ela diz:

— Tony, ninguém respondeu. Nem o Capitão, nem o Thor, ninguém. O chamado de emergência ficou no vácuo. Só Hank e Jan apareceram.

Hank e Janet trocaram um olhar inquietante. O peso da ausência dos outros Vingadores pairou sobre a sala.

— Banner sumiu — disse Hank, com a voz grave. — As comunicações estão completamente inoperantes. Se houve um ataque coordenado, eles nos cortaram de tudo. Estamos isolados, literalmente e tecnologicamente.

— Ei, sem pânico — Stark interrompeu, soltando uma risadinha abafada que terminou em uma careta de dor. — É só um blecaute glorificado. Já vi o J.A.R.V.I.S. ter dias piores depois de uma atualização de sistema mal sucedida. Se Ultron quer jogar esconde-esconde com a gente, ele vai descobrir que Vingadores são excelentes em estragar brincadeiras.

Carol virou-se bruscamente para Tony, as sobrancelhas franzidas em uma linha de irritação pura gesticulando mãos e braços com vigor.

— A base está destruída, Tony! Você está com metade dos ossos quebrados e o Banner pode estar em qualquer lugar, talvez sendo esquartejado por aquele monte de sucata! Sua capacidade de ignorar a realidade é, no mínimo, irritante.

Ela deu as costas, pronta para sair.

— Onde você vai? — Janet perguntou, dando um passo à frente, dividida entre o medo de abandonar Hank e a urgência de acompanhar a amiga.

— Vou buscar minha revanche — Carol respondeu, sem olhar para trás. — Aquele monte de circuitos vai pagar pelo que fez.

— E como pretende encontrá-lo? — Hank pergunta em tom professoral, como alguém com autoridade no assunto.

— Tenho bons instintos! — Responde Carol andando a passos firmes de costas ao grupo.

— Carol, por favor… esse uniforme está um desastre. — Janet franziu o nariz, fazendo uma observação profissional para dissuadir a amiga. — Você está saindo para um combate ou para um teste de resistência de tecido? Pelo menos troca isso antes de morrer!

Carol bufou, apressando o passo em direção aos alojamentos, com Janet logo atrás, reduzindo para sua forma pequena, voando, tentando apelar para a razão.

Na enfermaria, o silêncio caiu pesado entre os dois homens. Stark, com dificuldade, tateou a mesa lateral, puxando um pequeno bloco com folhas de papel e um marcador comum. Ainda tentando disfarçar a dificuldade em respirar ele se pronuncia enquanto aponta para uma parede lateral com a mão esquerda e escreve algo com a mão direita:

— Hank, preciso de um favor… ali naquele armário… — pigarreia — só me alcance um. Segunda porta a direita.

O Homem Formiga dividia seus pensamentos nos painéis com sinais vitais e no desfecho da conversa das duas heroínas. O tema “Ultron” também era algo traumático para ele. Sem pensar muito na ação em si, Hank somente abre a porta do armário e entrega um dispositivo fino e retangular nas mãos do convalescente Homem de Ferro que permanecia sentado.

Imediatamente, Tony embrulha o objeto em papel pardo e começa a adicionar fitas adesivas (itens também retirados da mesma gaveta de onde veio o bloco de papel). Enfim, a ação inusitada desperta o interesse de Hank:

— O que é isso? — Pergunta Hank.

— Entrega isso para mim, Pym. Agora. — Mostra o embrulho e o papel com um endereço.

Hank olhou para Tony e depois apontou em direção às salas laterais que continham fios e placas queimadas.

— Tony, eu sou o único com conhecimento técnico suficiente aqui para restaurar os servidores. Sem os computadores, não temos inteligência, não temos defesa… Eu sou mais útil aqui. — argumenta Hank.

Stark fechou os olhos, o humor desaparecendo completamente. Sua expressão tornou-se uma máscara de aço e declara:

— Você precisa fazer isso porque eu não posso. Se eu me levantar dessa maca, eu morro, e se eu morrer, a informação desaparece.

— Que tipo de informação é tão importante que supera o fato de que nosso sistema de defesa está offline? — Hank retrucou, impaciente.

Stark segurou o braço de Pym com uma força surpreendente, os olhos fixos nos dele, carregados de uma seriedade que Hank raramente via. A voz saiu firme, porém em um baixo, propositalmente quase inaudível:

— Escuta bem, Hank: aquela coisa lá fora… aquilo não é o Ultron.

Que final de Capítulo!!!! Como assim não é o Ultron? A saga continua e o próximo capítulo vem aí. Quero mesmo saber onde isso vai chegar. O Capítulo 3 começa aqui.

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