A VARANDA
As palavras sumiram uma semana antes Talvez já estivessem perdidas há anos Mas, não queria escutar seus vazios Sentei ao seu lado na…
A VARANDA

As palavras sumiram uma semana antes Talvez já estivessem perdidas há anos Mas, não queria escutar seus vazios Sentei ao seu lado na Varanda Ambas de saia de algodão branca Eu balonê até a canela, você com barra de renda Olhava para o nada
Insisto em perguntar: para onde olha? Responde que olha de tudo um pouco Talvez onde a memória possa capturar Estar ao lado do silêncio é difícil É um encontro com o nada Um reencontro Mais uma vez…. Luto para não ser sugada pelo buraco profundo do vazio Tento fazer algo para as palavras não deixarem de existir A palavra que faz carne Que faz borda Como bordado no tecido xadrez rosa O rosa que a senhora sempre gostou Rosa de menina Ali ao seu lado na Varanda Silêncio No vazio Eu fiquei mãe Porque mesmo sem palavra , tento me apegar as letras silenciosas soltas no ar Como se fossem as migalhas do amor da minha mãe que me restam Para que eu não desapareça Quando você se for Mesmo em vida
ComuEscritaMaiEx2
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