← Back to list

A arte como uma ferramenta que derruba muros

A filososia por trás do muro

Gabriel Victor · 2025-12-09 00:39 · 0 claps · 2.1 min read
#filosofia #rock #music
Open on Medium ↗
Wiki topics: CUL · Culture & Media 🎵 · Music & Audio

A filosofia por trás do muro

Reprodução: Pink Floyd — Another Brick In The Wall (1979)

Reprodução: Pink Floyd — Another Brick In The Wall (1979)

A palavra “arte” tem sua origem no termo tékhne e basicamente significa uma técnica sofisticada e inteligente que retrata o mundo com perfeição. A arte possui diversos sentidos e significados; seja na música, em pinturas ou no cinema. Ela pode ser uma (ou a única) forma de o indivíduo expor a sua própria realidade. Realidade essa que pode ser recebida por alguém que, ao compreendê-la, preenche um vazio, percebendo não estar sozinho.

Segundo Denis Diderot, a arte, além de ser maior que a própria natureza, é mais forte pedagogicamente do que jornais ou livros, pois fala de forma direta com a paixão dos homens. Assim, a arte pode ser uma maneira de o indivíduo expor ao mundo a sua realidade.

Este artigo não irá analisar pinturas de artistas renomados, como Salvador Dalí ou Leonardo da Vinci, mas sim o álbum da banda britânica de rock progressivo Pink Floyd, The Wall. São muitos os elementos presentes nas 26 faixas do disco que, acima de tudo, transformam essa obra em arte. The Wall é o décimo primeiro álbum de estúdio do Pink Floyd e também o último da banda como quarteto, formado por Roger Waters, Nick Mason, David Gilmour e Richard Wright.

Lançado em 1979, o álbum conta a história de um astro do rock chamado Pink, que sofre diversos traumas desde sua infância até a fase adulta, resultando em sua alienação e isolamento em relação ao mundo. Basicamente, aquilo tudo era um desabafo de Roger perante a sua própria vida.

Ao longo do álbum, é retratado que o protagonista perde o pai servindo ao Exército, tinha uma mãe superprotetora, sofria bullying na escola e, quando cresceu e se casou, acabou se divorciando. Tudo isso contribuiu para a criação da metáfora do muro. Pink não via mais sentido no mundo e resolveu se isolar.

A música Another Brick in the Wall, principal instrumento de análise desse artigo, juntamente com o clipe, evidencia o lado autoritário do professor daquelas crianças. Pink se aliena, usa seus próprios pensamentos como válvula de escape e vê, em sua imaginação, os alunos se rebelando contra o poder maior, prezando pela liberdade — mas tudo não passava de seus desejos mais profundos, que cada vez ficava mais claro serem praticamente impossíveis de se realizar.

A arte, no contexto de The Wall, serve como uma crítica social que se contextualiza completamente com a realidade do Muro de Berlim e da Guerra Fria — período em que a liberdade total era quase uma utopia — reforçando a ideia do muro que dá nome ao álbum. Ao mesmo tempo, a arte serve de alento, mostrando que talvez o receptor não seja o único a se sentir desconexo do mundo e que também não é o único a ansiar por paz.

O álbum, acima de tudo, clama por paz e pelo derrubamento de qualquer outro muro que exista na sociedade.

Este texto foi escrito para a disciplina de Filosofia da Comunicação, do curso de Comunicação Social — Jornalismo da UFV. À época, eu estava no segundo período da graduação.


메타데이터
post_id
2f9f24d21edd
slug
a-arte-como-uma-ferramenta-que-derruba-muros-2f9f24d21edd
url
https://medium.com/@gv1898/a-arte-como-uma-ferramenta-que-derruba-muros-2f9f24d21edd
canonical_url
https://medium.com/@gv1898/a-arte-como-uma-ferramenta-que-derruba-muros-2f9f24d21edd
author_url
https://medium.com/@gv1898
status
ok
fetched_at
2026-06-17 08:20:12