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Festival Tardezinha do Samba: quando a roda é reza e a quebrada se alimenta de axé

Por Thamy Frisselli

Estúdio Raízes Art · 2025-09-25 23:50 · 0 claps · 2.3 min read
#arte #quilombo #urbano #raiz #quebrada
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Festival Tardezinha do Samba: quando a roda é reza e a quebrada se alimenta de axé

Por Thamy Frisselli

Festival Samba Tardezinha na Casa Akotirene 21–09–25 Fotos: Thamy Frisselli

Festival Samba Tardezinha na Casa Akotirene 21–09–25 Fotos: Thamy Frisselli

No último domingo, 21 de setembro, a Casa Akotirene, em Ceilândia Norte, se transformou em terreiro de música, ancestralidade e afeto com o Festival Tardezinha do Samba. A roda girou com o protagonismo de mulheres pretas, e o samba mostrou mais uma vez que é reza, é resistência, é memória viva.

Logo ao meio-dia, a quebrada já sentia o cheiro bom da feijoada gratuita que alimentou corpo e alma da comunidade. Enquanto as panelas serviam sustento, o palco servia axé: vozes de Ane Êoketu, Rai Santana e Ana Cardoso ecoaram como rezas cantadas, como bênçãos passadas de geração em geração.

Festival Samba Tardezinha na Casa Akotirene 21–09–25 Fotos: Thamy Frisselli

Festival Samba Tardezinha na Casa Akotirene 21–09–25 Fotos: Thamy Frisselli

Festival Samba Tardezinha na Casa Akotirene 21–09–25 Fotos: Thamy Frisselli

Festival Samba Tardezinha na Casa Akotirene 21–09–25 Fotos: Thamy Frisselli

Ane Êoketu, sergipana premiada, trouxe o batuque da percussão e a força da composição autoral.

Rai Santana, baiana radicada em Brasília, levou sua energia que atravessa o samba, o canto popular e as raízes da música de terreiro.

Ana Cardoso, do projeto Canto das Pretas, trouxe sua voz de volta à roda, costurando MPB e samba com as histórias que só a quebrada sabe contar.

A cada palma, a cada coro, o público firmava a gira: o samba como lugar de encontro, de cura e de fortalecimento. As mulheres na roda mostraram que não seguram só o microfone, mas também a herança, a luta e a poesia que sustentam a cultura popular.

Na Casa Akotirene, a comunidade celebrou mais que um festival: celebrou o quilombo vivo que o samba constrói. Teve canto, teve dança, teve comida partilhada e energia boa que só quem esteve presente sabe explicar.

Festival Samba Tardezinha na Casa Akotirene 21–09–25 Fotos: Thamy Frisselli

Festival Samba Tardezinha na Casa Akotirene 21–09–25 Fotos: Thamy Frisselli

Porque na quebrada, samba é mais que festa: é reza coletiva, ancestralidade pulsando, roda que gira e nunca deixa ninguém pra trás.


메타데이터
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