Morra como herói, ou viva tempo suficiente para se tornar o vilão
O que te fez chegar onde você está pode ser exatamente o que não vai te fazer crescer mais
Morra como herói, ou viva tempo suficiente para se tornar o vilão
O que te fez chegar onde você está pode ser exatamente o que não vai te fazer crescer mais

O que um heptacampeão de Fórmula 1 e uma banda que já vendeu mais de 125 milhões de álbuns têm em comum com você, uma pessoa normal, trabalhadora, que acorda todo dia cedo e vai trabalhar?
A resposta pode mudar completamente como você vê sua carreira e vida.
A verdade é simples e ao mesmo tempo te faz repensar: o que te trouxe até onde você está pode ser exatamente o que não vai te fazer crescer mais.

Algum dia de inverno @ Leiden-Holanda
Meu nome é Rodrigo. Eu sou apaixonado por música e uma boa conversa, adoro viajar e relaxar tocando guitarra e praticando esportes no meu tempo livre. Sou especialista em Data Analytics, com experiência em startups e grandes corporações globais, atuando em diversos setores como farmacêutico, aeronáutico, comunicação e logística. Atualmente, moro nesse país lindo chamado Holanda.
O brilho nos olhos
Lembre-se quando você era criança e seus olhos brilhavam ao ver algo que amava. No meu caso eram aviões, carros de corrida e computadores. No seu, pode ter sido o que te fez iniciar sua carreira atual.
Conheço pessoas que sonharam ser médicos porque, quando crianças, tiveram problemas sérios de saúde que foram curados por um médico. Essa experiência os inspirou a querer salvar vidas como a deles foi salva.
Outros decidiram ser bombeiros ou policiais porque viram cenas na infância que os inspiraram a tomar esse caminho de salvar vidas, serem heróis.
Pessoas que sonham
Pessoas com propósito e sonho definidos são imbatíveis. Nada as faz desistir. A mesma pessoa que quer ser médica porque um médico a inspirou tem probabilidade muito menor de desistir em um vestibular difícil versus quem só quer ser médico pelo status e dinheiro.
Pessoas com sonhos são engenhosas, criam seu próprio caminho, são inovadoras.
Agora, se você não tem um sonho, um propósito, a probabilidade de você estar seguindo sua vida como na música do Martinho da Vila, “deixa a vida me levar” e provavelmente tudo o que você tem de experiências são baseado exclusivamente em eventos externos.
Pessoas sem sonhos seguem agendas de outras pessoas, não conseguem se enxergar em 5 anos, não sabem seus caminhos. São guiadas por eventos terceirizados: festa de casamento de uma amiga, formatura de um primo. Vivem de final de semana em final de semana, sem intenção, sem planejamento, trabalham por conta do dinheiro, e esse dinheiro compra a felicidade que ela acha que precisa.
O caso Hamilton
Lewis Hamilton saiu de uma cidade simples, família relativamente pobre comparada aos demais pilotos da Fórmula 1, e conquistou 7 títulos mundiais em um dos esportes mais seletivos do mundo.
Tudo que o fez chegar à Fórmula 1, cada hora estudando, pilotando, cada curva analisada, cada movimento estudado, engenharia, aerodinâmica, tudo que ele abriu mão em sua vida, para fazer isso realidade, agora não são exatamente o que vai fazê-lo chegar ao próximo nível.
Hoje, apesar de ainda ser novo e ter se transferido para uma equipe histórica como a Ferrari em 2025, você não enxerga mais aquela chama dentro dele, você percebe que ele esqueceu o porquê iniciou a correr, é possível notar que ele continua fazendo as mesmas coisas que o levaram ele a correr na Fórmula 1 e o fizeram campeão, mas é nítido que ele não enxerga que essas mesmas atitudes não o fazem mais crescer.
O Caso Metallica
Quando o Metallica iniciou, eram amigos numa garagem, se divertindo, fazendo música, escrevendo sobre o que vivenciavam no dia a dia: dificuldades, diversões, decepções amorosas, problemas sociais. Todos esses sentimentos eram processados como pessoas normais, que tinham vidas normais, que sofriam como qualquer cidadão, e isso era colocado em forma de música.
Eles não buscavam fama inicialmente. Fizeram algo do coração, querendo expressar sentimentos de forma artística, para se divertir, mostrar para amigos, porque amavam tocar música.
Por que muitos de nós ainda nos conectamos apenas com os primeiros álbuns e achamos os demais ruins? Porque os álbuns já não falam conosco como anteriormente. Ao chegarem ao status de fama, esqueceram tudo que os fez chegar ali, as músicas, os sentimentos, as angústias e medos foram ofuscados pelos frutos da fama.
As bandas reclamam: “Por que nossos fãs só lembram do primeiro CD e não querem saber do nosso 12º álbum?”
A resposta é triste: o sentimento, a conexão, o propósito não estão mais lá.
Fazer música depois de famosos é como Hamilton mudar de equipe depois de vencer 7 campeonatos. O propósito que os fez iniciar, as ações, as rotinas, os passos, não são o que vão fazê-los ter mais sucesso, fazer os fãs amarem seus últimos álbuns, ou torcerem por pódios.
E o que você um “Simples Mortal” tem a ver com isso tudo?
O que te fez iniciar sua carreira, querer um emprego, acordar cedo para estudar, se movimentar? Essa chama é o que vai te fazer continuar, ser engenhoso, pensar fora da caixa, ser inovador.
É a mesma vontade que vai te fazer não se sustentar em um emprego tóxico, pedir demissão nos primeiros sinais de negatividade, mudar de cidade ou país se necessário.
É o mesmo “tempero de propósito” que parece ter se perdido na atual fase da carreira do Hamilton. Sua transferência para a Ferrari em 2025, que deveria representar um novo capítulo, tem sido marcada por dificuldades de adaptação e admitiu publicamente se sentir “absolutamente inútil”.
Contraditoriamente, enquanto enfrenta seus maiores desafios nas pistas, Hamilton continua expandindo seu legado fora delas através da Mission 44, sua fundação que apoia jovens de grupos sub-representados globalmente.
Mas dentro das pistas, a chama daquele jovem piloto que transformou a Fórmula 1 parece ter se perdido na adaptação a um novo ambiente, deixando a pergunta: ele conseguirá reconectar com o propósito original que o fez campeão? Ele voltará ser campeão?
Por que as bandas continuam tentando enfiar músicas mal escritas, sem sentimento, goela abaixo dos fãs, se indignando quando eles querem apenas escutar os álbuns antigos?
Não esqueça por que você iniciou.
Cadê aquele sonho que você tinha? Cadê aquela chama que fazia você acordar e falar: “Hoje vou conquistar o mundo”?
Adoro uma frase do filme Batman, O Cavaleiro das Trevas:
“Morra como herói, ou viva tempo suficiente para se tornar o vilão.”
Por que Elon Musk ainda continua abrindo empresas, sendo que poderia ter parado na primeira, quando já era milionário? Poderia ter comprado uma ilha e sumido da sociedade.
Ele tem um propósito. Está fazendo o que faz porque sabe o que quer. Sabe, lá no fundo, que não é dinheiro ou fama, isso tudo é consequência.
Minha jornada pessoal
Trabalho há 13 anos com dados, mas não trabalho com dados porque é uma área que paga bem. Trabalho porque tenho um propósito: independência e autonomia.
Meu propósito é ajudar pessoas e empresas a conquistarem a autonomia. As soluções tecnológicas são o que sei fazer, e a recompensa monetária é consequência disso.
Trazer independência e autonomia tanto para mim quanto ensinar e entregar isso para empresas, pessoas e liderados é o que me move.
Não estou morando na Holanda porque vou ganhar em euro ou postar no LinkedIn. Minha busca por independência e autonomia, meu propósito de ajudar outros, me fizeram pensar, agir, e as consequências desse propósito me trouxeram aqui.
Reconecte-se com seus sonhos
Te convido a refletir na sua carreira, na sua vida, no seu propósito. O que te fez chegar onde você está pode ser o que não vai te fazer crescer ou sair daí. Talvez você tenha esquecido porque iniciou lá atrás.
Se você faz apenas por dinheiro, pode acumular certificados, faculdades, tenho certeza que não importa suas conquistas em números, isso nunca vai fazer sentido. Você nunca vai se sentir realizado. Pode terminar 10 faculdades, e o sentimento ainda será o mesmo, se só medir seu sucesso baseado no volume de dinheiro e títulos que ganha.
A pergunta que fica: Você ainda lembra por que começou? Sua chama original ainda queima, ou você está apenas repetindo movimentos que um dia tiveram significado?
O propósito não é um destino, é o combustível da jornada. E sem combustível, mesmo o carro mais potente para no meio do caminho.
Está sentindo que os dias passam sem propósito, enquanto você alterna entre trabalho exaustivo e diversão compensatória?
Você não está sozinho. Meu Programa Saia do Automático - Produtividade Infinita foi desenvolvido especificamente para pessoas como você, que desejam recuperar o controle do tempo, da energia e das decisões.
메타데이터
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