Vida?
Seria esse o final da história?
Vida?
Somente os céus sabem de todas as minhas jornadas, conquistas e perdas. Saí dos portões para encarar uma vida nova para chamar de minha, só minha. Só as noites mal dormidas sabem das lágrimas que escorreram quando pensei que havia perdido tudo, principalmente as confianças que foram quebradas por escolhas erradas. Me vi de joelhos implorando uma segunda chance e, quando entreguei meu destino ao meu Poder Superior, o fardo ficou mais leve, pois o jugo é suave.
Trilhei os caminhos de pedra até meu novo lar. Sozinho, tive de enfrentar o mais "novo" normal. Entre terapias e estudos, jurei fazer tudo diferente para que esse diferente valesse a pena ser lutado. Novas conquistas, novos aprendizados, tudo evoluindo conforme o esperado. Superando expectativas e contrariando estatísticas, um novo desafio aceito: Assumir responsabilidades corporativas.
Tudo vai, tudo passa. Em mais um degrau me desafiei subir, encontrar alguém que faça minha existência valer a pena ser vivida. Ter um motivo que faça meu coração palpitar. Assim como castelos de areia, me vi lutando para não deixar as águas escorrerem pelos dedos. Como já dizia um certo filósofo Baumann, vivemos em tempos líquidos e isso nunca fez tanto sentido quanto neste contexto aqui apresentado. Pessoas vão, pessoas vem. Você só é mais uma foto bonita para a rede social, valsa de máscaras por migalhas de likes marcam uma geração carente de atenção. Digo isso com tranquilidade, pois sou a personificação da carência e, talvez, nunca tenha uma solução.
Querem amar sem se esforçar. Querem odiar sem razão. Aprendemos a pegar nas mãos da solidão para nunca mais soltar. Incertezas? Talvez. Medo? Com certeza.
Cansei de me entregar para nunca ter retorno de nada. Todo mundo doa aquilo que tem, nunca mais e nunca menos. Por mais que reforce para eu mesmo, nunca vou aprender a deixar ir. Te quero. Te quero agora. Te quero para sempre para nunca mais deixar ir embora. Quero viver toda a intensidade que se tem direito. Te quero quando acordar. Te quero tocar. Te quero em minha cama para dormimos juntos. E se eu estiver errado? E se, estar ao seu lado seja o mesmo que estar com a solidão? Seja o mesmo que andar na contramão?
Seria esse o final dessa história?
Quero minha auta. Quero minha chance de viver. Quero não mais me preocupar com remédios. Quero não mais ser um CID. Quero não mais viver sozinho... Principalmente, não quero uma segunda queda.
메타데이터
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