Abraços
Enfrentando o vento frio
Abraços
Enfrentando o vento frio
Vagueia sozinho
Um porco-espinho
Olhando de perto,
algo não parece certo:
Os espinhos não brotam dele;
estão cravados em sua carne
Em invernos passados,
buscando o calor
da comunidade,
despiu-se de suas defesas.
e atirou-se em meio aos seus pares.
Não percebeu, inocente,
que era o único desarmado,
correram para ele sem temor
num turbilhão de amor e dor
foi abraçado
pagou em sangue
cada momento de calor.
As feridas da carne cicatrizaram.
As da alma, não.
De volta à estrada vazia,
fez dos espinhos cravados em si
suas novas defesas.
A brisa fria,
ainda incomoda,
mas dói menos
do que outro abraço
메타데이터
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