Rito
Photo by Arthur Hutterer on Unsplash
Rito
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Esfrego os olhos dos espelhos tiro o gosto ruim da boca meu tempo e a hora não são parelhos trago a voz ainda rouca.
Repito a sistemática do fazer e do cumprir a ação apática do alimento a ingerir.
Visto-me, calço-me carrego meus pertences cinjo-me, calo-me nunca estive presente.
Transporto o corpo constranjo o osso minh´alma a bordo navega para o fosso.
No labor, laboras autômato consciente no escorrer das horas lapida a vida deprimente.
Findado o dia esgotado e infeliz sua carcaça estendia sob o corpo da meretriz.
Só queria a clareza e uma forma de entender de Deus, sua grandeza para do sofrer não depender.

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