Atento e Forte
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Atento e forte

Muito provavelmente, ao ler a frase que dá título a este texto você “ouviu” a voz de Gal Costa, cantando o refrão de Divino, Maravilhoso[1], canção escrita por Caetano Veloso e Gilberto Gil, em 1968:
“É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte.”
Apesar dos seus quase 60 anos, essa letra segue incrivelmente atual; mais do que isso, na verdade, ela é atemporal.
Atenção. Onde você coloca a sua? Consegue responder a essa pergunta “de bate pronto”, com segurança?
A vida que a gente tem levado está causando um estrago e tanto em nossa capacidade de prestar atenção, seja lá no que for.
Quando a gente consegue prestar atenção… ela dura pouco.
Austin Kleon[2], autor de algumas obras muito interessantes sobre a temática da criatividade, conta que a escritora Amy Krouse Rosenthal, certa vez, ‘twitou’ uma ideia da qual ele não se esqueceu mais:
“A qualquer um que esteja tentando discernir o que fazer da vida: PRESTE ATENÇÃO NO QUE VOCÊ PRESTA ATENÇÃO. Essa é, basicamente, toda a informação de que você precisa.”
É essa a provocação que eu tomo emprestada, aqui, para iniciar esta publicação.
Pra saber no que a gente de fato presta atenção, precisamos estar presentes, não alienados. Acordados, não anestesiados. Vivos, não “zumbizados”.
Escrever é uma ótima forma de nos fazer presentes. Ler (não “passar os olhos”, apenas), também.
Estar presente — atento e forte. Essa é a ideia.
[1] Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Divino,_Maravilhoso
[2] Fonte: https://austinkleon.com/2017/03/16/pay-attention-to-what-you-pay-attention-to/ (Post no original, em inglês).
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