Há de se merecer a cruz pt. 2
Algo ecoa. Algo vibra. Como seria possível isso?
Há de se merecer a cruz pt. 2

Algo ecoa. Algo vibra. Como seria possível isso?
E, agora, dentro de um último aplauso após uma orquestra, como o último som morno da risada vinda de uma piada, o último assento encontrado de um avião caído no mais largo e mais fundo oceano sem limites, com nenhum passageiro. O último! Estou encruado, colado, erguido no pedaço de metal velho do acidente. Então me ergo.
— Nasceu! Nasceu! Aproveita todos os dias que recebes Escuto as vozes falarem.
Eu. Eu nasço após ter morrido. αναγεννημένος. Eu sinto ar onde havia vazio. Eu ouço som onde havia silêncio, alegria onde havia desespero. Eu vejo fogo onde havia cinzas. Eu escrevo essas linhas, e essa palavra, e mais essa, essas todas. Eu adiciono coisas no que estava selado, eu revivo o que deixou de existir. Eu paro. Eu olho, debaixo da escada, para o topo do céu, dentro de mim, e para o mundo. E eu sigo em frente. A verdade fez nascer um tudo novo.
Ξέρω! Και ο λόγος, και η ζωή Dum spiro, vivo
메타데이터
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