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Da cama para as estrelas

Uma ode a Kim Il Sung

MK · 2026-04-12 23:25 · 0 claps · 2.3 min read
#cronicas #north-korea
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Da cama para as estrelas

Uma ode a Kim Il Sung

Deitado sobre a cama, à luz do luar, dei-me divagando sobre uma questão cara a todos nós e sempre pertinente: o universo, sua vastidão, a vida e nós. É comum ver-se apontar quão minúsculo grãozinho de areia somos nós no meio de toda a espantosamente incomensurável enormidade do universo. Entretanto, contrastei de imediato esta noção com outra tanto mais pertinente: no meio de todo esse oceano, diante do qual pode-se facilmente se afogar de espanto, nós não somos senão os únicos com a capacidade para construir o barco com que não apenas se salvar do afogamento, mas viajar e conquistá-lo por inteiro, fato que nos confere particular distinção.

Mas este fato não era sabido pela humanidade até não muito tempo atrás. Se, durante toda a maior parte da história humana, fomos cegados por visões místicas e enganosas que, ou nos dobravam perante “deuses”, ou faziam-lo perante a imensidão do universo e da absurdidade da vida, foi apenas há 114 anos atrás que a história do gênero humano enveredou pelo caminho da emancipação real. Foi quando o mundo viu nascer um homem cuja grandeza, de uma pequena cabana de palha, extenderia-se para todo o globo e além dos limites astronômicos. Este homem se chama Kim Il Sung. Foi ele quem, pela primeira vez na história, acendeu a tocha que, por fim, lançou luz sobre as perguntas centrais do homem: quem é & o que deve fazer? Fê-lo saber que é o dono do mundo e o seu transformador, mediante o esclarecimento de seus atributos essenciais — a independência, que lhe faz insubmisso; a criatividade, que lhe dota da capacidade de criar o novo; e da consciência, que lhe permite conhecer e intencionar — e de seu caráter social, pelo qual, vive e se constitui na sociedade e avança com a força coletiva. À base dessa nova configuração filosófica, criou toda uma filosofia, com a qual respondeu, pela primeira vez na história, qual é a essência do mundo, as leis objetivas pelas quais a sociedade e a história avançam, e para que direção devemos caminhar. Com esta tocha em mãos, que chamamos de Juche, o gênero humano conheceu pela primeira vez a emancipação real — isto é, a assunção de sua posição e papel como dono e transformador do mundo, a satisfação de sua demanda por independência, a efetivação de sua capacidade criadora e o desvelamento de sua consciência — na revolução e na construção do socialismo. Com efeito, o soberania humana realizado pela Ideia Juche criada por ele elimina completamente o conceito de limitação para o homem, fazendo-o tão poderosamente gigante, que coloca todas as estrelas e todo o cosmos dentro do alcance da palma de sua mão.

Vislumbrando as estrelas de minha cama, penso quão reluzentemente deve estar brilhando lá, do outro lado do globo, sobre a Coreia — que avança a velocidades e alturas cada vez maiores, fazendo moradias, complexos residenciais moderníssimos, indústrias locais, fazendas de estufas e tanto mais surgirem como brotos de bambu após a chuva — o eterno Sol que nunca se põe, para o qual voltamos reverentemente os nossos corações repletos de gratidão e admiração com o avançar dos dias em abril.


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