A inconsolável existência do eu
Lá e cá, ando e digo sem saber o que querer o que querem De mim nada espero só sentado acostumado a não entender
A inconsolável existência do eu
Lá e cá, ando e digo sem saber o que querer o que querem De mim nada espero só sentado acostumado a não entender
Se me veem preto querem cinza nem de branco num terreiro De cara pálida querem cinzas derramadas em cinzeiro negro
Nada mais, só mais um dia só mais um cigarro pigarro trago soluço choro minuto salvador Até outubro se ajeitou Graças à Deus
O futuro eu quero e quem não quer? Mas o que é e para que serve? Deve ser reflexo de um espelho ou poça d’água Carregar do passado o indesejado
Ali, se não existo insisto em pelo menos resistir Até que os joelhos os ombros os olhos sucumbam diante da aposentadoria Falida Ilusão
Quem me vê hoje não enxerga As costas, flageladas pela inconsolável inexistência do eu
Eu sei é contrário ao título mas quem te disse que te disse alguma coisa?

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