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A inconsolável existência do eu

Lá e cá,  ando e digo sem saber  o que querer o que querem De mim nada espero  só sentado acostumado a não entender

Espelho Quebrado · 2022-04-27 00:26 · 0 claps · 0.8 min read
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A inconsolável existência do eu

Lá e cá, ando e digo sem saber o que querer o que querem De mim nada espero só sentado acostumado a não entender

Se me veem preto querem cinza nem de branco num terreiro De cara pálida querem cinzas derramadas em cinzeiro negro

Nada mais, só mais um dia só mais um cigarro pigarro trago soluço choro minuto salvador Até outubro se ajeitou Graças à Deus

O futuro eu quero e quem não quer? Mas o que é e para que serve? Deve ser reflexo de um espelho ou poça d’água Carregar do passado o indesejado

Ali, se não existo insisto em pelo menos resistir Até que os joelhos os ombros os olhos sucumbam diante da aposentadoria Falida Ilusão

Quem me vê hoje não enxerga As costas, flageladas pela inconsolável inexistência do eu

Eu sei é contrário ao título mas quem te disse que te disse alguma coisa?


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