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A reinvindicação da vida.

A vida que encontramos no Planeta Terra hoje, já é experimentada por organismos vivos há mais de 4 bilhões de anos.

Rosimery Custódio · 2026-07-16 18:11 · 0 claps · 4.9 min read
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A reinvindicação da vida.

A vida que encontramos no Planeta Terra hoje, já é experimentada por organismos vivos há mais de 4 bilhões de anos.

Se o nosso corpo carnal tem 5, 10,20,30,40,50,60,70,80,90 ou 100 anos nesse Planeta, temos duas confirmações:

A primeira: a nossa consciência espiritual não corresponde a idade do corpo carnal, pelo simples fato de que somos para além desse corpo e experienciamos vida pós morte do corpo.. sendo assim, já vivemos muitas experiências de 60, 50, 70 anos em um corpo… apenas não nos recordamos, afinal, essa é uma das regras da reencarnação no Planeta Terra: o esquecimento.

Isso porque eu nem estou levando em conta o fato de que estou mencionando apenas o Planeta Terra como experiência. Não vou entrar no critério de que somos seres estelares, fontes da criação, em um universo ilimitado como esse.

Dito isso, vamos à segunda confirmação: nesse momento, nós somos apenas uma geração que está vivendo tal fase dentro dessa Casa Terra, enquanto muitos outros vieram antes de nós e virão após nos despedirmos dessa casa.

A partir dessa lembrança, quero me aprofundar nessa recordação, que está atrelada ao fato de encarnarmos na Terra e termos como regra de entrada nesse Planeta o véu do esquecimento, que é uma fina película que faz com que não tenhamos acesso às memórias de vidas passadas e acesso a conhecimentos já adquiridos…

Por conta deste véu do esquecimento, ao nascermos e crescermos nesse Planeta, somos conduzidos a viver a realidade que nos é exposta diariamente sem muito direito à questionamento, dúvidas ou crises existenciais.

Conduzimos essa realidade como a única possibilidade de verdade e caminho, pois acreditamos que assim as coisas são: nascemos em uma família, anos depois somos matriculados em uma escola onde passamos no mínimo 15 anos da nossa vida, se considerarmos a nossa entrada na escola por volta dos 3 anos.

E, após 15 anos de ensino básico e médio, ainda precisamos de especialização de no mínimo 2 a 4 anos, em alguns casos 10 anos, onde todo esse movimento deve ser articulado junto com uma jornada de trabalho que gere receita para arcar com as despesas de ter crescido e se tornado adulto, sem entender à fundo a real intenção da respectiva existência, tendo apenas lapsos e apegos de afeto por circunstâncias materiais que vão definindo escolhas. Isso sem considerar que, no início da vida, não decidimos por nós mesmos. Somos conduzidos às experiências.

A realidade atual exposta é lastimável.

Essa alienação da nossa própria essência nos conduziu a um caminho de afirmação material sem aliança ao divino, ao sagrado, à fonte originária.

Não se trata de se conectar a uma religião ou frequentar uma igreja. Nem tão pouco sustentar uma visão ateísta que perdure até o último suspiro, porque, há coisas nessa vida que estão muito além de dogmas e crenças, pois elas já são parte de nós. Por isso, dou o exemplo da religião, pois hoje dividiram os fiéis e servos de Jesus Cristo. A verdadeira arte de Cristo foi pregar a todos palavras de Amor e Comunhão entre todos os seres e não dividi-los.

É realmente nítido que Jesus nunca quis agradar ninguém, mas ele sentia em seu íntimo que o caminho ao qual a humanidade tomara para si, não era o melhor caminho, por isso, foi em busca de si mesmo, da sua essência e diante de tamanha guiança, conseguiu sustentar àquilo que sentia e se revelava como Verdade dos céus.

Manter-se dentro de um sistema que faz sentido, é inaceitável até para a própria natureza, que hoje usa da sua arte viva, também observada como força íntima em expressão para comunicar a sua presença e autoridade, mas para revelar também o desequilíbrio na relação ser humano — ser natureza.

Conforme crescemos e atingimos autonomia, começamos a ser donos das nossas próprias escolhas, e nesse momento, percebemos que sustentar a realidade nua e crua, gera crise existencial.

Deixar esse sistema não é apenas uma reivindicação, é um processo de travessia feito a partir das nossas escolhas diárias, do que permitimos ir embora, do que permitimos ser um capítulo virado em nossa página e trazendo cada vez mais o resultado dessas decisões para um cenário de vida que converse com os princípios da paz, da luz, da comunhão e não de falácias.

Hoje existem muitas falácias. E sim, eu sei que o que estamos vivendo hoje é fruto de algo plantado e semeado há tempos, não é de agora. Mas, estamos trabalhando para trazer clareza profunda sobre o atual ciclo da Terra: as coisas pioraram bastante. Ao mesmo passo que melhoraram em diversos aspectos mas essas forças que transicionam dimensões vibracionais possuem uma referência crística, quando se trata de elevação do campo.

A mudança consciencial não advém apenas de um pensar, mas de um agir cotidiano daquilo que se pensa.

Hoje, compreendo que embora as nossas limitações racionais impeçam que a elevação consciencial aconteça de forma mais direta e reta, sem tanto ruído externo, principalmente, pela ferramenta dinheiro — que hoje é uma das ferramentas mais destrutivas da humanidade, mesmo abrindo tantas portas e caminhos, tem trazido distorção da realidade e uso impróprio e indevido à nova frequência Terra — nós ainda somos responsáveis por cocriar esse caminho, por isso, assumir o compromisso com a existência é responsável, mas para além, é sábio e inteligente.

Hoje, lidamos com um colapso do sistema Terra devido a essa gestão do ser carne sem consciência da sua respectiva natureza, devido a entrada nesse Planeta ter o véu do esquecimento como regra e já crescer em um sistema cuja doutrina, desde os tempos de Cristo Jesus, já apresentava corrupção, desvio de caráter, má gestão e relação com os seres de um modo geral (humanos, animais, a natureza em diferentes aspectos) dominada pelo poder e ambição.

O mal sempre existiu dentro da Terra, desde que nos conhecemos como gente. Quando chegamos aqui, já havia o mal e o mal não apenas habitava fora, mas também habitava dentro e habita.

E é interessante perceber esse sistema de fora, como quem desenha à lápis em uma folha branca esse sistema. Como quem observa de fora a própria realidade e a estuda.

Pois é justamente por nos distanciarmos da nossa natureza (esta que está para além do corpo carne) e já nascermos em um sistema que alimenta o esquecimento, ao invés de reproduzir o oposto — que é a recordação — vamos tornando a realidade da Terra inviável de se manter vida, pois tudo vem se transformando para um colapso eminente e sem magnitude, de tão profundo que é o abismo.

E, ao mesmo tempo, as gerações foram se enrijecendo dentro desse sistema. Por isso, sempre dentro das gerações terrenas, sempre foi necessário existir aquele que vai na contramão de tudo, porque, muitas das vezes o desenho do sistema da vida articulado por mentes controladoras, é tão bizarro que se faz necessário vir um ser de consciência espiritual mais sã e recordar essa origem às ovelhas.

Temos vários seres que hoje são essa representação, cada um por si só é, mas nem todos querem essa recordação, porque gera responsabilidade de assumir um compromisso com a lapidação, já que não somos perfeitos, compromisso com o hábito da lapidação, para que o vício e a improcedência não se transforme em desculpa, nem tão pouco virtude, à fim de uma normalização abominável.

Não precisamos de um ser de referência, mas o temos. Não precisamos de um mineral de referência, mas o temos. Não precisamos de um elemento de referência, mas o temos. Porque no fundo, quando imergimos em nós mesmos, nos recordamos dessa imensidão mas ainda assim, recebemos o direito e a honra de nos vermos em todas as obras criadas pela fonte criadora e ter referências que possam nos guiar dentro desse caminho, por vezes às cegas.


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