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ENTREVISTA COM ANDRÉ GOÉS: SUA TRAJETÓRIA, CURIOSIDADES E SEU FUTURO NO NBB

Um dos pioneiros da NBB, André Goés comenta diversos momentos de sua carreira e projeta seu futuro.

Walter Ribeiro de Araujo · 2024-11-18 01:07 · 1 claps · 12.5 min read
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ENTREVISTA COM ANDRÉ GOÉS: SUA TRAJETÓRIA, CURIOSIDADES E SEU FUTURO NO NBB

Um dos pioneiros da NBB, André Goés comenta diversos momentos de sua carreira e projeta seu futuro.

Por Walter Ribeiro e Thiago Guedes.

17/11/2024

André Luiz Bresolin Goés, mais conhecido como André Goés, atua como ala, é natural de Chapéco (SC), começou sua carreira profissional pelo Basquete Joinville, a partir daí, trilhou sua longa carreira até aqui. Hoje aos 37 anos, joga pelo São Paulo, mesmo estado que se aventurou no começo de sua carreira.

André Goés atuando pelo Basquete Joinville — Foto: Rogerio Souza/ND

André Goés atuando pelo Basquete Joinville — Foto: Rogerio Souza/ND

Como foi sua ida à Araraquara e qual seu principal impacto com a rotina de SP em relação a vivida em Joinville?

“Foi quando eu tomei a decisão de me tornar profissional, e fui em busca de opções para evoluir, para estar em um centro mais forte, Araraquara era uma das principais forças no juvenil na época. Eu treinava de manhã e tarde com o juvenil e com o adulto, apesar de 1 ano antes de ir, eu já jogava no adulto do Joinville com 17 anos. Mas não era uma rotina tão profissional ainda. Estar competindo por posição para quem ia jogar no adulto, quem ia “trocar de roupa para os jogos” a gente brincava disso, então foi realmente quando eu me senti um profissional e foi muito importância essa mudança para mim na época”.

Quais títulos você ganhou nesse período do Araraquara e do Joinville?

“Na base de Joinville eu ganhei praticamente tudo que disputei, fui campeão em todas categorias, fomos campeões do estadual adulto, que na época da CBB era uma obrigação para jogar a liga nacional e foi a época que o Joinville voltou a jogar o nacional, não participei no início devido minha ida à Araraquara, mas depois foi onde comecei minha carreira adulta, aonde joguei à última liga nacional e logo depois o NBB. Em Araraquara eu fui campeão juvenil invicto no primeiro e campeão brasileiro de seleções que joguei por São Paulo”.

André Goés e sua marca — Reprodução: Rede social Andregoes40

André Goés e sua marca — Reprodução: Rede social Andregoes40

Qual sua relação com a camisa 40 que te acompanha a um bom tempo? Você sempre a usou?

“Desde novo, uma questão de influência dos meus dois irmãos mais velhos, Augusto e Júlio que jogava basquete e era sempre o número 4 e outro que sobrava. E sempre um usava a 4 e outro o 40, na época o 40 era por causa do Shawn Kemp, pois meu irmão mais velho pulava muito e tinha um estilo de jogo parecido com o dele. O 40 se concretizou quando fui jogar no Vitória, o Arthur já usava a 4 e desde então peguei a 40 de vez, nessa época já tinha a rede social como uma forma de ter uma marca e aí abraçei a 40 de vez e daí não larguei mais, até no meu e-mail uso andregoes40 (risos)”.

Qual significado da sua famosa comemoração, como ela começou? Tem algo por trás?

“Era uma brincadeira de imitar o Curry nos treinos fazendo o sinal de bater no peito e apontar pra cima quando acertava uma bola de 3, aí uma vez fiz o sinal que todos conhecem e acabou pegando ali por 2018 na época que eu jogava no Franca, a torcida gostou eu também passei a gostar e sempre que acerto uma de 3 eu faço essa comemoração”.

André Goés com família no jogo das estrelas — Reprodução: Rede social Andregoes40

André Goés com família no jogo das estrelas — Reprodução: Rede social Andregoes40

Recentemente você foi capitão do time vencedor do jogo das estrelas. Como é que é ser o capitão de um torneio tão especial e ainda por cima vencer um evento que reúne a família, amigos?

É muito especial, o jogo das estrelas é uma grande festa já da Liga Nacional e do NBB, é uma maneira de prestigiar os jogadores, prestigiar quem vem fazendo grandes temporadas, quem tá muito bem naquela temporada. Ano passado a Liga me convidou pra ser um dos capitães foi uma grande honra, acho que um prêmio pela minha carreira, pela minha longevidade, pelo que eu represento para a Liga e como a Unifacisa também estava nos últimos anos, né? E eu me senti muito feliz, foi uma semana especial de poder estar aqui com meus familiares, com meus amigos. Consegui ali montar uma equipe com grandes amigos meus, grandes ex-companheiros de time, e ainda por cima ganhar.

Como você enxerga esse apoio dos seus familiares? Como esse apoio foi/é importante na sua carreira?

“É essencial para a minha carreira, foi também para o meu crescimento, mas desde o começo sempre foi assim, agora com a rede social é mais visível esse apoio, meu pai é mais ativo nas redes, minha mãe é super ativa comigo mandando mensagem de bom jogo, ligação, os dois cobram bastante também (risos). No começo esse apoio foi fundamental, tinha 10 pessoas no ginásio, eu já sabia que duas delas eram eles. Cobraram minha parte de estudo, mas sempre apoiaram essa minha escolha em seguir carreira, e digo que esse apoio foi crucial para eu me tornar atleta e ter a disposição para jogar até hoje”.

Hoje você é um atleta renomado do NBB, pensou basquete nacional pensou André Goés, no seu início quem foi sua maior inspiração tendo em vista que o acesso ao esporte era mais difícil, teve algum brasileiro? Se sim qual?

“Quando eu comecei a acompanhar mais NBA eu gostava muito do Kevin Garnett e depois talvez o meu maior ídolo dos que acompanhei foi o Kobe Bryant, um cara fantástico. Brasileiro era muito difícil na época, mas um cara que me marcou muito foi o Valtinho, vi ele jogando ao vivo quando me mudei para Araraquara e ver ele jogar foi fenomenal, eu até me perguntava como ele não estava na NBA, o estilo de jogo dele era muito bonito, plástico, muito inteligente, desde então busquei ver ele mais vezes até mesmo para aprender e aplicar no meu estilo de jogo”.

André Goés atuando pelo jogo das estrelas — Reprodução: Rede social Andregoes40

André Goés atuando pelo jogo das estrelas — Reprodução: Rede social Andregoes40

Como foi defender a seleção brasileira e em qual ano você foi convocado?

“Foi bem especial, foi em 2010, felizmente me sai bem nos treinos, nos amistosos e consegui a vaga para estar ali entre os 12. A gente disputou o sul-americano e fomos campeões, não tive tantos minutos, mas com certeza foi um momento especial na minha carreira que eu vi que tinha nível para estar ali entre os melhores. Infelizmente depois não fui mais convocado, mas também sei que o Brasil sempre foi bem servido na minha posição, uma geração muito forte que dominou a seleção por muito tempo e representaram muito bem o Brasil”.

Você é um jogador extremamente versátil em quadra, hoje dita muito o ritmo do jogo pela função que desempenha, isso foi algo que você foi se adaptando ao decorrer do tempo ou foi um estilo que sempre você gostou mais de desempenhar?

“Meu estilo de jogo sempre foi parecido, acho que até na base eu era mais pontuador, mas desde que fui para o profissional sempre tive esse estilo mais tático, lógico também faço pontos, ser agressivo para a cesta, mas sempre gostei bastante de pensar o jogo. O basquete é um esporte altamente coletivo aonde se precisa de todos os atletas. A questão do arremesso veio com o tempo, eu não era um grande arremessador no começo, no ano que me lesionei, treinei muito essa parte e acabou que ajudou nesse lado. Com o passar dos anos vai chegando o auge físico, técnico, de amadurecimento e creio que fui me tornando todo ano um jogador melhor”.

André Góes reforça o São Paulo na temporada 2024/25. Foto: Divulgação

André Góes reforça o São Paulo na temporada 2024/25. Foto: Divulgação

Pela sua trajetória você sempre se aventurou em vários projetos, foi assim com o mais recente a Unifacisa. Como você encara uma ida ao São Paulo como um não projeto, qual a diferença de chegar em uma “casa já arrumada”?

“São duas situações um pouco diferentes, mas a nossa vida de atleta, a gente depende da procura dos clubes, os clubes buscam a gente, buscam a nossa contratação. Então, eu acho que sempre me viram com bons olhos esses clubes novos. Talvez pelas minhas características, talvez pelo meu estilo de jogo, pelo momento que eu vivia na minha carreira também. E sempre gostei também, gostei desse desafio. De tentar alavancar o projeto, tentar ajudar o projeto a subir de nível. Acho que eu fiz minha parte nesses clubes também. E agora essa vinda pro São Paulo tem esse lado de ser um clube muito grande, um clube muito tradicional. O basquete São Paulo, mesmo tendo voltado há poucos anos, já voltou com um patamar de brigar por títulos. Agora, a gente tá buscando realmente se recolocar nesse nível. E fiquei muito feliz com o contato, com o convite, pra estar numa equipe assim, boa parte do time continuou. Então, acaba sendo uma diferença nesse sentido. Mas, sempre buscando trazer o meu melhor pra ajudar a equipe nos seus objetivos”.

Esse fator de você, depois de três anos pela Unifacisa, só jogar a NBB e a Copa Super 8? Não ter o estadual. Você sentiu alguma diferença? Algum impacto?

“Sim, acabou pesando pra mim, pesou um pouco a parte física. Lá a gente tinha um tempo maior de descanso, umas férias maiores. Quando a gente se apresenta também, até começar a NBB, acaba tendo aí uns quase dois meses de preparação, de treino. E aí acabou que aqui a gente começou a treinar cedo até, com um tempo bom de preparação. Mas tive algumas lesões chatas, coisa de um pouco de sobrecarga, de viagem, jogos. É uma coisa que a gente já leva em conta quando vai ter os convites ali, a questão de ter esse campeonato ou não, então eu já sabia das dificuldades que iria ter. Mas realmente teve essa diferença pra esse ano porque foram três anos lá na Unifacisa. O ano anterior também, que eu tinha jogado em Franca, foi o primeiro ano pós-pandemia. O Paulista já tinha sido muito curto também. Então já tinham sido algumas quatro boas temporadas sem ter essa necessidade de jogar jogos tão duros logo no começo da temporada”.

André Goés chega à 500 jogos no NBB Caixa — Reprodução: Rede social Andregoes40 e NBB

André Goés chega à 500 jogos no NBB Caixa — Reprodução: Rede social Andregoes40 e NBB

Recentemente você alcançou a marca de 500 jogos na NBB, como você visa seu futuro no basquete? Hoje em dia temos um exemplo do Alex, craque no Bauru, com 44 anos desfilando em quadra, você se vê com essa idade ainda atuando?

“Não, nem um pouco. Acho que o Alex é um caso à parte mesmo. O cara é um monstro fisicamente muito diferente de quase todos os atletas aqui do Brasil, o tanto que ele treina também, lógico. Mas não me vejo indo a tão longe e nem faço essa projeção de recordes. Acho difícil passar a galera que está ali na frente, tem jogadores até mais jovens que eu ali na minha frente. Cara, eu planejo continuar jogando enquanto eu me sentir saudável, enquanto eu me sentir com condições de jogar em um alto nível e ajudar minha equipe. Eu vou mais ano a ano, assim. Acredito que tenha ainda algumas boas temporadas no tanque aí. Mas sei lá, acho que mais umas duas, três no máximo, assim. Mas vamos ver, né? Não é algo que está planejado”.

Você disse em entrevistas anteriores que tinha o desejo de encerrar sua carreira de volta no seu estado natal, com a venda do Joinville do direito de participar da NBB para o São Paulo como fica esse planejamento?

“É, seria o plano ideal, né? É onde minha família mora, é onde meus melhores amigos de infância vivem, é onde eu passo minhas férias, minha casa seria lá em Joinville. Eu acho que vai depender muito dos convites que eu for tendo, os times que me chamarem. Estou muito feliz hoje aqui no São Paulo, então espero que seja num lugar legal, bacana, mas também, de novo, é difícil projetar sem existir, né? Lógico, acho que se existisse ainda a equipe Joinville, seria algo que eu visualizaria para um final de carreira, mas como não é possível, acredito que vai ter algum outro lugar aqui que eu vou me sentir tão feliz quando chegar a hora”.

Franca campeão inédito em 2018 — Foto: Divulgação / FIBA Americas

Franca campeão inédito em 2018 — Foto: Divulgação / FIBA Americas

Com certeza um dos momentos mais marcantes na sua carreira foi na final da Liga Sul-americana em 2018, queria que você contasse um pouco da adrenalina no momento, o que passa na cabeça do jogador com aqueles lances livres?

“Cara, foi um jogo muito, muito especial, a temporada também. A equipe vinha buscando títulos há alguns anos já e batendo na trave e nós fomos campeão paulista e depois da Sul-Americana. Acho que foi um momento ali que a gente estava com uma pequena vantagem, aquela hora de começar a tocar lance-livres, os caras realmente negando a bola no David Jackson. Então, eu acabei tendo a confiança do time em receber as bolas e receber as faltas também e converter todos. Cara, eu lembro bastante, foram 10 lances-livres acho que menos em de um minuto de jogo, mas eu estava muito confiante. Estava aí naquela zona ali de mental de saber que ia conseguir converter eles, tive a felicidade de acertar ali a grande maioria, errei um só e nos deu o título”.

Uma temporada que marcou muito sua carreira foi pelo Mogi na temporada 19/20, superando inclusive suas médias no início da carreira quando atuava pelo Joinville, indicado ao MVP, melhor ala, seleção da temporada. Queria que contasse um pouco sobre como foi essa temporada que infelizmente foi afetada pela pandemia, ficou um “gostinho de quero mais”?

“Foi outra temporada muito especial na sequência da ótima temporada pelo Franca, porque tudo encaixou, acho que a equipe foi muito bem formada, grandes jogadores com a mesma mentalidade, na gente se entendia muito bem em quadra, a gente conseguia adaptar tudo que a comissão técnica passava pra gente, a gente conseguia usar as variações, fazer as leituras dentro de quadra pra usar o melhor de cada um mesmo e acabou que até por algumas lesões dentro da equipe, na armação o Alexey teve alguns problemas, o Fulvio também, então acabou sobrando um volume maior pra mim e eu aproveitei, estava numa fase ótima, treinando muito também e encaixou no time ali a maneira que a gente vinha jogando com esse meu volume maior também ofensivo e tive uma temporada espetacular. Fui melhor ala, concorri ao MVP então foi muito bacana. A gente não sabe como seria a reta final do campeonato ali, a gente até tinha perdido um jogador muito importante pra gente por lesão na época que era o Gruber, então ficou esse “gostinho de quero mais”, mas acabou também ficando em segundo plano pelo fato da pandemia ser algo maior”.

André Goés seleção da temporada 19/20 — Reprodução: Rede social Andregoes40

André Goés seleção da temporada 19/20 — Reprodução: Rede social Andregoes40

O time que você mais disputou temporadas foi a Unifacisa, muita parte da torcida tem um carinho enorme por você, qual você acha que foi o principal fator para isso acontecer?

“A torcida da Unifacisa é uma torcida bem apaixonada, bem vibrante, que apoia mesmo os seus atletas durante a temporada sejam nos momentos bons ou nos momentos ruins, está sempre junto. Eu acho que eu fui um dos líderes da equipe, era o capitão também. Fui levado para a equipe por essas minhas características. Então acho que é uma somatória de tudo isso. Tudo que eu entrego em quadra, fora de quadra também, esse carinho ser recíproco. Eu tento atender ao máximo que eu consigo os fãs, os torcedores, a criançada, os próprios jovens da equipe. Eu tento sempre estar ajudando. E acredito que também a gente teve resultados bons, não ótimos. Acho que a gente foi sexto no primeiro ano, conseguimos a vaga para a Sul-Americana. Tivemos chance na Sul-Americana de brigar pelo título. Batemos na trave no Super 8 ano passado também. Lógico que ficou um “gostinho de quero mais”. Eu acho que a gente tinha equipes mesmo para brigar mais em cima, para tentar beliscar um G4 que sempre foi o nosso objetivo, mas infelizmente a gente não conseguiu. Então eu fico muito feliz por esse carinho deles e também tenho muito carinho pelos meus três anos. Pela torcida, pela instituição também, por todo mundo que envolve a equipe. É um lugar muito querido para mim, para a minha família, para a minha carreira. Sempre vou lembrar com muito carinho”.

Foi anunciada a não renovação da Unifacisa com você para a temporada atual, queria saber se isso foi algo mais do clube, um desejo mais seu ou foi uma junção dos dois?

“Cara, é importante até para explicar. Não é todo mundo que sabe como funciona, mas a gente geralmente tem esses contratos anuais. Algumas vezes alguns jogadores e clubes fazem contratos de dois ou três anos. Os meus sempre foram de um ano e quando ele se encerra realmente começam as conversas. Se há interesse do clube primeiro, é o clube que busca o jogador para ver se vai querer renovar. Então esse ano não houve essa procura, não houve oferta da Unifacisa para mim. Então foi isso, basicamente acho que não houve esse interesse. E é isso, é a vida que segue, é normal. Acontece com outras equipes também. Então foi isso, foi uma questão mais deles. Também não sei se eu ficaria, caso houvesse a oferta, porque eu tive outras ofertas boas também inclusive a do São Paulo, mas para explicar um pouquinho da situação, foi isso que aconteceu”.

André Goés pelo Basquete Unifacisa — Reprodução: Rede social Andregoes40/ Basquete Unifacisa

André Goés pelo Basquete Unifacisa — Reprodução: Rede social Andregoes40/ Basquete Unifacisa

Um recado final André Goés?

“Eu agradeço pelo espaço. Muito legal a entrevista, as perguntas também, algumas diferentes e acaba sendo sempre legal relembrar dessa parte inicial da carreira. Lembrar dessas coisas da família, das equipes e momentos especiais para mim também. Acaba sendo bem gratificante de contar de novo então foi uma entrevista muito legal, parabéns pelo teu trabalho. De mensagem, um pouco disso tudo que eu falei. Da galera que está começando, que está buscando ser profissional de se dedicar mesmo, se dedicar de verdade. Buscar aprender, buscar ouvir os mais velhos, os professores, os técnicos, os colegas de equipe, a galera mais velha que tem mais experiência. Porque não tem muito segredo é muito trabalho, muita dedicação que dá para conseguir ser um grande profissional e ter muito sucesso. Seja no basquete, seja na profissão que for escolher depois”.


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