O rei imortal
Na sua terra governava. Rei de tudo ele era. Do fruto do Jardim se alimentara, Por isso morrer não pudera.
O rei imortal
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Na sua terra governava. Rei de tudo ele era. Do fruto do Jardim se alimentara, Por isso morrer não pudera.
Homens e animais não podiam lhe matar; Nem ele mesmo se infligir letal dano. Fogo, água, terra e ar, Fugiam do rei insano.
Como a morte e o além em sua terra se escondiam, Tomou um navio e foi à Roma. Ali viu os corpos que pendiam Sobre o madeiro em grande soma.
Queria também estar crucificado sobre a relva. Logo então se juntou à milícia armada. Com a espada feriu soldados de César, E a pena da cruz lhe foi sentenciada.
Da árvore veio a madeira, Natureza que ao rei não feria. A cruz então o rejeita; Quebra-se e o derruba na via.
Mas o rei não se dá por vencido; Levanta-se e vai às multidões. Grita que César está corrompido; E no madeiro o pregam sem interrogações.
Novamente o rei pendurado estava, Esperando que partisse antes que a madeira. Mas eis que vê que se levantava, Seu povo que por ele batalhas empreendera.
Carregado pelos seus à sua terra retorna; Ferido e debilitado no corpo. Mas a compaixão ao seu redor transborda, E lhe dá um sorriso no rosto.
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