Skills Mapping
Apresentarei uma forma de aplicar as técnicas de Skills Mapping dentro de um contexto de desenvolvimento na área de tecnologia, e…
Skills Mapping
Apresentarei uma forma de aplicar as técnicas de Skills Mapping dentro de um contexto de desenvolvimento na área de tecnologia, e mostrarei os benefícios dessa abordagem quando empregada de uma forma colaborativa onde o que importa são as necessidades impostas pelos projetos e não as competências individuais.
O que é?
É uma estratégia de mapeamento das aptidões essenciais para a realização das atividades necessárias no dia a dia de uma equipe de desenvolvimento.
Uma abordagem com o poder de reduzir a curva de aprendizagem apontando o que é essenciais para a evolução e manutenção de um projeto.
Pra que serve?
Do ponto de vista técnico, o Skills Mapping aumenta a nossa consciência dos conjuntos de habilidades relevantes, e nos dá uma visão clara de quais delas devem ser atacadas com prioridade para fortalecer a capacitar uma equipe.
É importante deixar claro que o Skills Mapping pode sim ser usado para tomar conhecimento das competências individuais, mas eu gosto de usar uma abordagem mais geral, olhando para a média. É essa a abordagem que vamos seguir e vocês vão entender mais à frente porque eu acho esse modelo muito mais eficiente.
Como funciona?
O processo é bem simples e pode ser feito em poucos passos. O primeiro deles é entender quais são as habilidades necessárias para a realização das atividades do dia a dia, então classificá-las seguindo uma ordem da mais importante para a menos importante. Depois de listar e ordenar, os membros participantes podem classificar o seu nível de entendimento sobre cada um dos itens levantados anteriormente.
Com os passos acima conseguimos gerar um gráfico Radar com a média da pontuação, e com isso, podemos detectar oportunidades para o desenvolvimento das aptidões que mais deixam a desejar.
Se ainda não ficou claro não se preocupe, veremos de forma mais detalhada como executar cada um desses passos.
1. Identificar as competências
Pra identificá-las, é preciso fazer um levantamento de todas as ferramentas, linguagens de programação, frameworks, bibliotecas, entre outros recursos que estão presentes na rotina diária e que se fazem necessários para o desenvolvimento dos projetos.
Não precisamos ficar preso apenas aos recursos existentes nos projetos. O time também pode colocar na lista recursos que são desejados para uma evolução contínua.
2. Ordenar utilizando o critério de mais importante para menos importante
Essa ordenação é importante para que no futuro possamos atacar as oportunidades das mais importantes para as menos importantes.
Ao final desse dois passos, teremos uma planilha semelhante a esta abaixo:

Exemplo: Lista ordenada
3. Pontuar de 0 a 5 de acordo com o grau de conhecimento
Cada participante deve avaliar de 0 a 5, qual o seu nível de conhecimento em cada item. Para isso podemos seguir os critérios definidos na tabela abaixo:

Level of knowledge
Depois de cada um pontuar chegaremos em uma média, e é com esse valor que vamos trabalhar para identificar as oportunidades e criar planos de ação para atacar e fortalecer as notas mais baixas.

Tabela: Skills Mapping
4. Identificar as oportunidades
Com os dados da tabela acima em mãos, podemos montar um gráfico Radar que vai nos dar uma visão bem interessante.

Radar: Skills Mapping
Olhando para o radar, podemos entender que quanto mais próximo de um circulo for o desenho, mais equilibrado está o time com relação ao que foi mapeado, mostrando que os mesmos são capazes de navegar por todas as tecnologias, ferramentas e recursos com o mesmo nível de entendimento. Outro detalhe interessante é que quanto mais distante do centro, maior a proficiência.
5. Plano de ação
É aqui que o 2º passo onde nós ordenamos utilizando um critério de importância, vai nos ajudar a decidir por onde começar. Olhando mais uma vez para o Radar, a partir do topo e seguindo no sentido horário, é fácil julgar quais os pontos a ser melhorado. Em nosso exemplo, os itens que se destacam com uma pontuação mais baixo são “Spring-Security”, “OAuth2” e “Kafka”. Dado que elas estão classificadas com maior prioridade, podemos começar nosso plano de ação atacando essas tecnologias e criando maneiras de alavancar o conhecimento sobre esses assuntos.
Existem algumas formas eficazes de impulsionar isso. Podemos promover eventos como por exemplo:
- Coding Dojos: Reune um grupo de pessoas para atacar de forma coletiva um desafio. O desafio pode ser desde um algoritmo simples até uma necessidade complexa de implementação. A ideia do desafio é criar um cenário para por em prática tudo que está sendo aprendido naquele momento.
- Techtalks: Pode ser chamado também de mini-palestras, os techtalks são formas de disseminar o conhecimento e apresentar diferentes pontos de vista sobre novas tendências e tudo o que está rolando de novo no mercado de tecnologia.
- Workshops: Um evento que reúne um grupo de pessoas com os mesmo interesses para discutir e se aprofundar em um tema escolhido. É uma oportunidade de debater e combinar a teoria com a prática.
- Hands-On: Pode ser considerado desde uma qualidade até uma metodologia, mas no final sempre parte do princípio onde a teoria é colocada em prática. Depois de um ciclo de estudos, uma forma de compreender e fixar a ideia, é criar um desafio que seja capaz de validar os conceitos aprendidos e “colocar a mão na massa”.
- Cursos: Dependendo da relevância do tema, a empresa pode investir em plataformas de cursos e treinamentos online ou presenciais.
Esses são só alguns exemplos, mas tenha em mente que o conhecimento pode vir de várias formas. Você pode testar qual se encaixa melhor no seu contexto, e ao achar um modelo é importante escolher os temas a serem abordados e montar um cronograma.
6. Revisar
O importante aqui é fazer rodadas periódicas para registar o progresso e identificar novas oportunidades. Essa etapa pode ser executada em janelas de 3 a 6 meses mas é totalmente customizável.
A ideia é repassar as etapas anteriores analisando a prioridade das competências e ajustando a ordem se necessário. Você pode incluir novas ou remover as que não se aplicam mais.
Ao pontuar novamente cada um dos itens, podemos ver uma foto comparando o antes e o depois, e isso pode ser facilmente ilustrado com um gráfico de colunas conforme o exemplo abaixo.

Gráfico de colunas: Comparando o antes e o depois
Mesmo notando uma evolução clara, ainda é fácil encontrar oportunidades que podem virar um novo plano de ação para a próxima rodada.
Conclusão
No modelo mais comum de Skills Mapping o desafio é abordar cada indivíduo e discutir suas habilidades e interesses relacionados aos objetivos do projeto a fim de vincular as pessoas certas às tarefas certas.
Sabemos que uma equipe trabalha com objetivos em comum e todos estão indo em uma única direção. Com isso em mente, essa abordagem da espaço para um crescimento em conjunto sem a necessidade de fazer uma analise individual ou até comparar uma pessoal com outra para saber quem é melhor. Ao longo do processo todos ganham e naturalmente se tornam mais competentes.
Tenha em mente que algumas variáveis podem mudar ao decorrer do tempo. A equipe pode incorporar novos membros, algumas pessoas podem sair e o próprio projeto tem chances de mudar de rumo. É por isso que a revisão periódica é importante, além de dar a chance de reorganizar as skills, também serve como um guia para os próximos passos.
Referências
메타데이터
- post_id
- 4e072464dd22
- slug
- skills-mapping-4e072464dd22
- url
- https://medium.com/@lucasaugusto/skills-mapping-4e072464dd22
- canonical_url
- https://medium.com/@lucasaugusto/skills-mapping-4e072464dd22
- author_url
- https://medium.com/@lucasaugusto
- status
- ok
- fetched_at
- 2026-07-28 13:16:53