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Laura

Esse ano ela queria fazer diferente. Não era um aniversário qualquer. Já morava na megalópole há tanto tempo e nunca tinha inventado…

Janaíne Paiva · 2019-08-15 01:16 · 362 claps · 5.5 min read
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Laura

Esse ano ela queria fazer diferente. Não era um aniversário qualquer. Já morava na megalópole há tanto tempo e nunca tinha inventado alguma comemoração especial. Dessa vez ela ia ver com os próprios olhos o que tanto precisavam esconder.

O Palácio era um clube fechado. Ela conhecia um sócio e sua esposa. Sabia que devia rolar todo tipo de putaria no lugar, mas não ouvia um piu. Ninguém comentava. Se os convidados eram tão discretos, a imaginação podia voar solta, não dava pra saber se era uma casa de swing normal. O que seria uma casa de swing normal? Sexo grupal? Aquela atmosfera com cheiro de buceta e pau?

Calma ela não estava, não dava pra relaxar. Pra entrar sozinha no clube precisou usar da influência dos amigos, escolheram um dia de semana, era mais calminho. Mais calminho? Ela queria um nervosão, mas preferiu não reclamar. Agradeceu, pegou o convite num envelopinho preto pesado e foi se arrumar.

Couro? Látex? Arrastão? Qual do clichê do sexo era mais fácil de improvisar no guarda roupa de mulher de família que ela tinha? Transparência. Uma segunda pele de cima a baixo bastou. Se sentiu segura, firme, certa e ao mesmo tempo nada puritana. Dava pra ver seu par de mamilos enormes e um montinho de pêlo no fim da linha da meia calça, descendo pelo umbigo.

As pontas dos dedos geladas, a palma da mão suando frio. Um mal estar na boca do estômago sugerindo que aquele desconhecido ali não seria uma aventura muito fácil de engolir. Vestiu a coragem e chamou um táxi.

Ninguém além dos seguranças do Palácio. Agradeceu o motorista, desejou uma boa noite e desceu. Abriu a bolsa, pegou o envelopinho pesado e entregou. O primeiro segurança sorriu como quem sabia de um segredo. Abriu o envelope e tirou uma das etiquetas que havia dentro. Ela nem reparou, só pensava no que ia encontrar atrás das portas pretas e pesadas. Obrigada, boa noite. Era tudo o que conseguia falar até ali. Suas pernas já estiveram mais firmes, frio na barriga e a garganta seca.

Breu total.

Continuou pelo corredor. Seus olhos iam se acostumando aos poucos com a falta de luz. Andando lentamente, o maior receio que já sentiu na vida, respirou fundo, como quem vai disputar uma Olimpíada e chegou.

Uma luz vermelha era toda a iluminação daquela sala, desceu um degrau e chegou no primeiro ambiente. Ao fundo, um balcão desses enormes cheios de histórias pra contar, atrás dele um espelho, que refletia todas as pessoas do recinto. Não era tanta gente, mas tinha de tudo. O cheiro, o calor que dominava o lugar, os sons de línguas e salivas. Ela sorriu.

Aquele sorrisinho sacana que a gente deixa escapar quando lembra do dedo dele no seu rabo. Era isso, era essa comemoração que ela merecia. Alcançou o primeiro pau duro que passou e se ajoelhou.

Olhava pra cima, lambia o pinto todo, engolia as bolas, cuspia de longe com ódio e rancor. Cada engasgada fazia seus olhos lacrimejarem e sua buceta pingar. Não deixou que encostassem nela ainda. Não era hora de se entregar, ela queria antes aproveitar cada brinquedinho desse parque de diversões.

Depois da primeira esporrada ela podia considerar dada a largada. Não parava de aparecer mais um corpo pra ser aproveitado. Enquanto formava uma roda em sua volta, lembrou da surpresa que havia guardado pra si mesma. Era o presente do ano passado, que a sua amiga doida havia dado. Super relutante, jurou que não tinha ocasião pra usar. Agora tinha. Socou o plug anal prateado com aquela joia na ponta e partiu pro abraço.

Puta abraço. Sentindo várias mãos em seu corpo. Cada uma com uma pressão diferente, algumas mais suadas, outras molhadas de sabe-se lá o quê. Pêlos e gemidos, tudo grudando no suor. Segurava cada rola com força, engolia tudo que achava pela frente. Bola, teta, rola. Até que ela sentiu.

A maior mão, a mão mais firme, alcançou seu quadril, levantou seu corpo e rasgou sua roupa no meio das pernas. Deu um grito e olhou pra trás assustada. Já era. Acompanhado do plugzinho, ela já fazia desaparecer aquele pau enorme e duro como nunca tinha sentido.

Digamos que existam três camadas numa rola decente. A superfície, a camada em volta, a do meio, um pouco mais firme mas ainda macia e o centro da terra, que costuma ser a mais dura de todas.

Esse pau era todo duro, todas as três camadas preparadas pra socar nessa buceta aniversariante. E socou até o fim. Sentiu na goela a cabeça do pau dele até perder o ar. Ninguém mais estava em volta. Essa hora era só dele. Era a hora do show, do bate-estaca que ela queria. Abriu as pernas como uma bailarina e deixou ele meter. Tudo no seu corpo balançada na batida.

Até tentava alcançar alguma parte do seu corpo mas não conseguia, usava toda a força pra se apoiar e não bater com a cara no chão. Que isso, onde esse pinto vai parar. Era realmente a personificação do “vou te partir ao meio”.

Não partiu. Ainda tinha muito pra tirar dali. Ela já tinha voltado a prestar atenção ao redor e pegou outro rapaz passando por ali. Enquanto o de trás apertava seu quadril e deixava as marcas dos seus dedos, o da frente segurava suas orelhas e metia na sua cara até seus olhos arregalarem e perder o ar. Agora sim ela se sentia encharcada. Mordiam e chupavam tudo que dava no seu corpo. Não tinha mais prazer pra sentir, seus ouvidos falhavam. Os olhos revirando. Aquela piscadinha de prazer de quem não aguenta mais. A onda vinha, seu quadril pulava, os dedos dos pés travados, o corpo contraindo, gemia mais alto e gozava. Tremeu inteira, nem terminou, já tinha outro a penetrando. Quando pensou em impedir, amou. Esse já não era tão duraço, era mais macio, mais fofinho, mas ousado. Ele tirava e enfiava o plug anal que ela colocou com tanto carinho. Até que não enfiou mais. Quando olhou pra trás pra entender o que tava rolando, já era tarde.

Entrou. Entrou com gosto, mais uma vez, até o fim. Sentiu seu anel abrindo o máximo que podia, molhado, quente, sentiu cada veia, cada prega, cada pele. Fechou os olhos, travou o maxilar e urrou de dor. Mete essa rola, já que é assim. Um na frente, outro atrás, começou a sentir o cansaço que qualquer sexo grupal proporciona.

Quando deu por si, estava deitada num tapete peludo, rodeada de rolas e tetas molhadas de sêmen se esfregando com tudo. Deitada, arreganhada, batendo punheta pra quem estivesse em volta.

Um ali na frente, outro aqui atrás, esse na boca e outro um pouco mais longe. Esse só dava pra ver a mãozinha lá. Pra frente e pra trás, batendo uma de longe. Olhando a cena toda, aproveitando pra memorizar. Que gostosa da porra, num mar de rola, pedindo pra todo mundo gozar.

Era isso que ela queria, um bukakkão de aniversário. Hora do parabéns, hora de soprar a velinha. Ele foi o primeiro, de longe ainda conseguiu alcançar.

Ela sentiu a primeira gota quente, grossa, pousar na sua barriga. Em seguida outra, mais um jato no pé, outro na cara. Tomou paulada de tudo quanto era lado e um monte de beijinho depois.

Levantou desnorteada. Inchada, imunda, gozada.

Seguiu pelo corredor escuro, juntando o que dava da roupa pra caber no casaco. Empurrou a porta pesada, atravessou a calçada e entrou no táxi que o segurança fez questão de abrir a porta.

Indicou o caminho, respirou fundo e abriu a bolsa que guardava o plug anal e seu envelopinho preto. Como não tinha assuntado seu conteúdo antes? Estava tão receosa assim?

Só então descobriu. Era um presente de aniversário, um cartão. No recado, seu casal de amigos lhe davam as boas vindas. “Faça bom proveito.” O presente, a chave do Palácio, com seu nome gravado.

Suspirou sorrindo do jeito mais sacana e guardou de volta na bolsa.

Quem sabe voltaria na semana que vem.

Me siga no Twitter, eu posto fotos nuas por lá. @janainepaiva

Esse texto é um presente pra minha amiga Laura. A leonina mais amorosa e fiel que já existiu na minha vida. Amiga, obrigada. Te amo. Espero que essa seja a primeira ficção de muitas que virão. ❤


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