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Um novo olhar sobre o mercado de construção civil

2020 começo com um novo velho desafio: colocar minha vulnerabilidade para fora em forma de texto.

Roberta Assumpcao · 2020-01-23 12:19 · 0 claps · 1.8 min read
#titolo #braunas #engenharia #tecnologia #inovação
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Um novo olhar sobre o mercado de construção civil

Começo 2020 com um novo velho desafio: colocar minha vulnerabilidade para fora em forma de texto.

Só que esse desafio tem um detalhe extra. Ao invés de falar sobre a vida, ou assuntos de mais fácil digestão, vou escrever sobre o mercado que atuo, da construção civil.

Trabalho na indústria que pode ser considerada a mais antiga da humanidade: tijolos. Sim, aquele quadradinho furado usado para "assentar" parede (como falamos aqui em Minas) e construir casas.

Na minha empresa, falamos que construimos sonhos. Gosto muito dessa tagline porque acredito que expressa bem o que é essa indústria mais antiga do mundo: evolução, vislumbres, desejos de uma nova vida. E, admito, fico orgulhosa de saber que fazemos parte da construção dos sonhos de outras pessoas.

No entanto, tem sido muito difícil construir os nossos próprios sonhos na indústria. Sim, por causa da crise. Mas não somente. Brinco que quando temos uma crise, nossa indústria é a primeira a sentir e a última a se recuperar. Só que parece que com inovação é a mesma história.

Enquanto até as indústrias que se movem a passo de elefante já estão fazendo suas spin-offs, vejo que a última indústria a se mover para realmente transformar o mercado é da construção civil.

Já existem vários unicórnios (inclusive brasileiros) nesse mercado sim, não me entenda mal. Impressoras 3D para construção, novas formas de comercializar imóveis, BIM, e muitas tecnologias já foram desenvolvidas. Mas ainda não vi nada que realmente mudou a forma de construirmos paredes, casas, sonhos. Ou que seja prático e escalável o suficiente para mudar a indústria mais antiga da humanidade.

Será essa a matéria prima do futuro?

Será essa a matéria prima do futuro?

Li em uma newsletter da StarSe sobre o incômodo da turma com a história de uma pequena empreendedora que, com a crise, não conseguiu levar sua empresa e tecnologia adiante, dando seu relato da resistência histórica do setor e da falta de coragem de todos em investirem em ideias, produtos, tecnologias e novas formas de se construir.

Gosto (e vou explorar nestes textos) dessa provocação de mostrar o que a resistência e o atraso na disrupção do nosso mercado nos causa: perdemos com produtos piores, caros e antiquados.

No final das contas, a indústria pode ser antiga, mas quem produz não.


메타데이터
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