20min #1: Um cara nu num museu
Se fosse pra caber em rótulo, eu nem nascia gente.
Um cara nu num museu
20min #1

Foto: Kazuo Okubo/Divulgação.
9h19.
Esses dias aqui em casa rolou uma discussão sobre a ideia de que a música pop contemporânea é de uma pobreza lastimável, a MPB fez casa ali naquele acorde chatinho da silva, e a repetição é a tônica de toda maior novidade trend topic musical do Twitter.
Meu marido, bom entendedor de música que é, foi quem lançou essa bomba não tão nova no pedaço. Eu, que nada entendo, contestei. Ele, puta violonista, guitarrista, compositor, professor de violão. Eu, que nada sei dos paranauês, nem tenho ouvido apurado, discordei.
Ok. Em partes. Porque a gente até tem essa certeza de vez em quando, muitas vezes, ou sempre mesmo. Fora que, em alguns momentos, ou bastante, ou toda vez mesmo, é cada plágio não intencionado sinistro que aparece na nossa timeline. Mas, eu, que não entendo bulhufas de técnica (talvez até discorde um cadim do conceito de plágio….buemba!), e gosto mesmo é de amplificar nível universo qualquer discussão, acho que arte nunca é só um cara nu num museu. Um cara nu num museu é mais que sua condição.
9h39. Ok. Tom acordou, Elis pediu “maria-chiquinha”. Continuo no próximo intervalo da vida.
16h04.
Música é afeto, né, gentes? E gente é tão ambulante nesse quesito. Junto com um ouvido mais ou menos atento, junto com a música-combinação-de-sons-e-ritmos, vem aquela memória cheia de vida, de morte; vem um rosto amado, odiado, tanto faz; vem uma gota de suor aqui; um barulho de chuva acolá; vem aquela época da vida que você era mais você, ou menos, tanto faz; vem um aperto no peito, uma vontade de chorar, de rir, ou tudo junto; vem os sonhos mais lindos, sombrios, os medos também; vem uma dor, de corpo, de alma, as duas juntas; vem as projeções mais estapafúrdias, improváveis; os desejos menos banais; vem aquela frase que te contempla, aquele ritmo que equaliza o peito numa batida ancestral. Tão simples, o onipresente ritmo do coração, mas tão essencial. Vital. Extensamente plagiado.
Por isso (tudo), não me aventuro a classificar música de maneira generalista. Tampouco relacionar gosto musical com qualquer categoria. Se fosse pra caber em rótulo, eu nem nascia gente.
16h21. Mentira, 19h41. Roubei o tempo. Parei pra ler isso aqui, ó:
SPOILER: se eu respondo essa pesquisa de TPM, tenho é dó de quem for analisar os dados :/
메타데이터
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