Obrigada pela informação que você NÃO me deu
Obrigada pela informação que você NÃO me deu
Você já sentiu “desligando” a sua atenção ao receber uma quantidade muito grande de informações novas? Aquela vontade de dizer: “Para tudo, vai mais devagar que eu não estou conseguindo entender.” Pois existe uma boa razão para isso acontecer. E não tem nada a ver com inteligência.
Se trata da nossa Carga Cognitiva, uma teoria complexa, mas cujo principal insight é simples: existe uma quantidade máxima de informação que a nossa memória operacional consegue processar ao mesmo tempo. Quando essa quantidade excede este limite, nós não conseguimos mais aprender e nem mesmo executar novas tarefas.
Pesquisas demonstram que as técnicas de ensino inspiradas pelos princípios da ciência cognitiva possuem um impacto muito positivo na aprendizagem.
Eis o que acontece com o nosso cérebro quando a gente aprende: pelo menos 2 tipos de cargas cognitivas atuam simultaneamente, a carga intrínseca e a carga extrínseca.
A carga intrínseca é o nível de desafio inerente à informação ou tarefa. Quanto maior a quantidade de informações novas simultâneas, ou maior a quantidade de etapas em uma nova tarefa, maior é a demanda da memória operacional, criando uma carga intrínseca muito alta e dificultando o aprendizado.
A carga intrínseca também é influenciada pelo prévio entendimento do aluno sobre aquele conceito. Se o aluno tem mais entendimento prévio do conceito, então a carga intrínseca é menor, e a aprendizagem é facilitada.
A carga extrínseca vem da forma com que a informação é apresentada ao aluno. Um material complicado, com muito texto, imagem ou instruções pode ser difícil de decifrar. Ele vai demandar uma grande quantidade de memória operacional para fazer sentido. A carga extrínseca também é alta quando as explicações possuem muitos detalhes ou informação desnecessária, e se existem muitos lugares para buscar a informação. Por fim, a carga extrínseca também inclui o ambiente em que o aluno está. Quanto mais elementos disputando a sua atenção, mais difícil para a memória operacional focar no que realmente importa, prejudicando o aprendizado.
Esses achados geram aos profissionais de aprendizagem uma série de dicas práticas a serem consideradas no momento de preparar e dar aulas e treinamentos. Mas para resumir tudo isso em uma única dica, seria: SEJA SIMPLES. Quanto mais simples, mais objetivo, menos informação, mais palavras “óbvias”, melhor. Nosso cérebro agradece. Obrigada pela informação que você NÃO vai dar.
메타데이터
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