“Entre a Fome e a Aula: Alunos Enfrentam Dificuldades com o Horário do RU”
Muitos alunos do campus Gragoatá não conseguiram almoçar antes das aulas de quarta-feira (14) de maio, devido à uma interrupção momentânea…
“Entre a Fome e a Aula: Alunos Enfrentam Dificuldades com o Horário do RU”
Muitos alunos do campus Gragoatá não conseguiram almoçar antes das aulas de quarta-feira (14) de maio, devido à uma interrupção momentânea das atividades do Restaurante Universitário em decorrência da falta de comida o suficiente para atender a todos que utilizam o Restaurante. Como consequência, muitos alunos escolheram buscar outros meios de alimentação para não se atrasar para as aulas.
De acordo com Michele Cristina, gerente do Restaurante Universitário do Campus do Gragoatá, o popular ‘bandejão’, que atende docentes, estudantes e técnicos administrativos, cerca de 10 mil refeições são feitas por dia em suas dependências. O valor da alimentação para estudantes é de R$ 0,70 centavos, sendo o RU com menor custo para o corpo discente entre as universidades públicas no Brasil. Ainda assim, uma parcela da comunidade acadêmica recorre a outras alternativas na hora de se alimentar.
Patrick Lima, estudante de Matemática, é um dos alunos que não utiliza o bandejão devido à concomitância do horário ao seu horário de aula. Para não perder parte da aula, ele opta por não fazer sua refeição no restaurante. Já para Catarine Barbosa, estudante do curso de Pedagogia, fazer suas refeições no restaurante a ajuda financeiramente, além de reconhecer o RU como um fator para redução de seus gastos ao longo do mês. Todavia, ela lamenta os atrasos para as aulas no turno noturno, pois o horário da janta coincide com os horários de suas aulas: “Acho que manter mais tempo do bandejão seria ótimo, é um horário muito limitado, eu acho que isso ajudaria”, afirma Catarine.
Vitor Canito, estudante do curso de jornalismo, utiliza o RU para fazer suas refeições, por considerar mais acessível e dinâmico se alimentar aqui do que ir para casa. No entanto, ele compartilha dos mesmos problemas que Catarine: “Eu acho que poderiam deixar um horário mais amplo para comer, e que os professores entendessem mais o nosso lado. Acho que esse é o principal ponto, muita gente acaba chegando atrasado nas aulas, como é o meu caso, porque estava comendo.”
Tiago, estudante de Sociologia sugere que o horário das aulas poderia ser às 19hrs, pois assim os alunos conseguiriam jantar com calma e não se atrasar para as aulas noturnas. Hugo Ferreira trabalha há um ano no MAIA, local de alimentação alternativa no campus, e ele afirma que, se as pessoas tivessem mais tempo, provavelmente iriam aderir ao bandejão com mais frequência e poderiam deixar de ter o MAIA como alternativa, mesmo alegando que o horário de pico do estabelecimento é na parte da manhã e tarde, destacando o RU como principal opção durante o almoço e janta.
A alimentação proporcionada pelo Restaurante Universitário é uma forma de promover a permanência estudantil nas dependências da universidade e para além dela. Para muitos alunos, a visita ao bandejão está tão integrada à rotina quanto o comparecimento à sala de aula, mesmo que às vezes, involuntariamente, a presença em um atrapalhe o outro.
Escrito por Daniela Andrade e Luiz Miguel Monteiro. Apuração feita por João Vitor Matheus, Júlia Vidal e Vitória Fantini. Fotos por Luiz Miguel Monteiro.
메타데이터
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