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Meu vício em maconha- parte 1

Olá, tenho 26 anos e sou viciado em maconha.

Gabriel Turte · 2026-06-08 00:56 · 0 claps · 2.1 min read
#vicio #psicologia
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Meu vício em maconha- parte 1

Olá, tenho 26 anos e sou viciado em maconha.

Claro, isso não começou assim, e não foi no primeiro trago que eu me tornei um viciado.

Na verdade, eu não fazia idéia de que o vício em maconha existia, muito menos de que eu poderia me tornar um viciado na erva.

Entretanto, volto a frisar de que as coisas não começaram assim.

Quando eu tinha 14 anos de idade, dei meus primeiros tragos perto da quadra da escola. Eu era um garoto tímido, récem curado de uma acne no rosto persistente (que, entretanto, retornaria ao final do ano letivo, e somente seria curada de vez aos 16 anos de idade). Eu quera provar que eu era descolado, ser aprovado pelos garotos mais velhos e chamar a atenção das pessoas.

Confesso que não senti nada, sério, nenhuma briza mesmo.

Minha família tinha pessoas que bebiam, fumavam cigarro e outras drogas. Entretanto, isso não era algo aclamado, e minha mãe, que cuidou de mim e dos meus irmãos, não fumava e nem bebia. Já meu pai, divorciado da minha mãe, era alcoolatra e fumante compulsivo.

Todavia, era concesso de que maconha era uma droga perigosa, da qual eu deveria ficar longe.

Voltei a fumar aos 17 anos de idade, mas confesso que não achava muito graça. Geralmente, eu dava uns tragos com os amigos aos finais de semana, e sentia meu corpo relaxar profundamente, para logo em seguida cair no sono.

Eu gostava mais de alcool, e aos 16 anos, tive meu primeiro porre de vinho barato. Com 17–18 anos, eu já estava desenvolvendo uma relação problemática com o álcool.

E isso foi piorando com o passar do tempo, principalmente após alguns eventos negativos ocorridos em minha vida.

Aos 20 anos, eu me dei conta de que estava viciado em sair quase toda sexta-feira e final de semana para beber, e se eu não estivesse com amigos ou conhecidos, eu bebia sozinho.

Até que, em 2019, veio a pandemia de corona vírus. Perdi meu emprego de telemarketing, não por causa da pandemia em si, mas por ter sido supostamente grosso com uma cliente. De todas as formas, me vi desempregado, e logo me cadastrei para receber o auxílio do governo.

Eu morava com o meu irmão, dividiamos o aluguel há cerca de 1 ano. Tive que voltar a morar na casa da minha mãe, e essa mudança foi gradual.

A pandemia trouxe consigo a necessidade de isolamente social e quarentena, embora houvessem muitas pessoas que não respeitassem essas medidas de proteção, e eu conhecia um bocado delas.

Entretanto, optei por seguir as orientações, coisa que é dificil quando você mora na periferia de São Paulo, mas assim foi.

Portanto, me vi sem as farras do final de semana.

Mas tudo mudou quando eu tive uma experiência com LSD, dentro da casa da minha mãe. Em resumo, ao final da “viagem”, me dei conta do efeito nocivo que o álcool estava exercendo sobre o meu corpo.

Olhava para o reflexo no espelho, e além do acumulo de gordura, do rosto inchado, eu percebia uma espécie de aura, de energia ao redor do meu corpo. Uma energia pesada, negativa.

No dia seguinte, estava disposto a parar de beber.

E assim foi.

Entretanto, sem o álcool, começei a fumar maconha.


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