💔Amores que doem
Photo by Egor Litvinov on Unsplash
💔Amores que doem

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A verdade é que… o que estou pensando? Vejo músicas, letras de tristeza, de dor, e me pergunto: será que as pessoas querem relacionamentos assim? Será que é isso que é gostoso? Será que, se você está bem, leve, tranquilo, não está amando de verdade?
Curioso pensar que, em algum ponto, muitos parecem chegar à conclusão de que o amor só vale quando dói. “Ah, vou gostar mesmo que me judiem, mesmo que me façam sofrer… é aí que eu gamo.”
E eu me pergunto: será mesmo? Ou será que é apenas um padrão que nos acostumamos a aceitar, confundir sofrimento com intensidade, dor com paixão?
Quando decidi não sofrer mais, comecei a perceber algo essencial. Percebi que a pessoa que realmente me faz bem, que me faz sorrir sem dor, que me faz sentir leve, é a pessoa que eu amo. O amor não precisa ser tempestade constante. Pode ser brisa, pode ser calma, pode ser abraço silencioso que acalma a alma.
Houve momentos de dor, sim. Mas eram compreensíveis, parte da vida, falhas humanas, conflitos inevitáveis. Não era sobre sofrer porque o amor doía; era sobre atravessar a tempestade juntos, compreender, crescer. Não era o sofrimento que me prendia – era o amor, profundo, presente, verdadeiro.
Sempre fui lúcida com relação a isso. Um pouco de confusão entre o casal é natural. Aquelas pequenas brigas que provocam, que aceleram o coração, e depois dão lugar a risadas e reconciliações. Uma provocação aqui, uma palavra ali… e você pensa: “Ah, falei só para provocar.” É diferente. É tensão que desperta, que não destrói, que mantém viva a chama.
Quando o relacionamento começou a me fazer mal de verdade, eu fui embora. Sempre foi assim. Alguns amores duraram mais, outros menos. Houve momentos em que permaneci mais tempo por carência, proximidade, responsabilidades com outros. Mas a verdade é que eu não quero dor. Não quero sofrimento. Não quero viver na ansiedade do “Será que me ama? Se ligar, ama. Se não ligar, não ama.”
Porque o amor verdadeiro não é preocupação constante. Não é tormento. O amor é leve, é presença, é segurança.
Sabe aquela dor que surge do nada? Quando a pessoa some, não responde, deixa você no vácuo… Isso não é provocação sutil, não é brincadeira de casal. É um sinal: não é seu lugar, não é para ser suportado.
Houve momentos em que aguentei, sim. Mas era diferente. Não se trata de justificar indiferenças, de passar pano. Às vezes, a ausência do outro não é maldade, é limitação, fragilidade. Ainda assim, isso não é sofrimento vazio. É cuidado, é compreensão, é atravessar o que precisa ser atravessado sem perder a si mesmo.
Amar não precisa doer. Amar pode ser leve. E, talvez, essa seja a maior descoberta de todas.
🖋️Clara do Vale
11 de dezembro de 2025
Valentim ouviu, editou e assinou embaixo ⚔️
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