As Narrativas da Transição Planetária
Tem muita gente falando sobre narrativas nos últimos tempos, sempre que sento em um café ou co-working eu escuto esta palavra, e quase…
As Narrativas da Transição Planetária

Tem muita gente falando sobre narrativas nos últimos tempos, sempre que sento em um café ou co-working eu escuto esta palavra, e quase nunca é para falar de algum livro, ou série do Netflix. Eu que sou roteirista e escritora não sei se fico frustrada, ou acho engraçado (se você me conhece sabe que a resposta certa é que eu fico irritada :)
Mas eu não vim aqui para fazer um desabafo pessoal. Vim falar de como o mundo esta mudando e o que as narrativas tem a ver com isso.
Eu entendo que diferentemente de escolhas, hábitos e informações, a narrativa tem contexto, trama e ação. É toda a estrutura que vai fazer você se envolver ou não com aquele tema, livro, filmes, peça…
As histórias bíblicas são grandes narrativas que ainda reverberam pela humanidade, assim como aquilo que aprendemos nos livros de história são narrativas que tem pontos de vista definidos e quando continuamos reproduzindo (né Brasil colônia?) não mudamos os resultados e a energia.
Sim, porque as narrativas tem suas frequências energéticas. Quando você assiste um noticiário, ele fala diretamente para seu cérebro repitiliano, o que significa que só acessa seu estado de alerta e preocupação. Mas quando você ouve uma historia ao redor da fogueira, lê sua HQ favorita ou assiste um episódio de webserie no youtube é possível se envolver de outra forma, podemos promover uma catarse e você pode sair dali um indivíduo transformado.
Acontece que não da para transformar nada se ficarmos sempre no mesmo assunto e na mesma frequência.
Quando pensamos em futuro ficou meio que imposta uma narrativa de tecnologia digital dominante, carros voadores, computadores que controlam as janelas, portas, compras e limpeza da casa. Tem gente que não concorda com isso e insiste em reproduzir narrativas de apocalipses que resulta em sociedades violentas, pois reina a lei do mais forte e todos precisam lutar por suas vidas, sempre competindo.
Isso são escolhas. Mas quando você vê uma série assim, se não carrega consigo uma visão crítica, grandes chances de acabar acreditando naquela logística e até reproduzindo nas suas ações cotidianas.
Veja bem, quando você escuta uma musica agitada fica como? Cheio de adrenalina provavelmente.
E quando você lê, assisti, ouve uma história? Mesma coisa seres lindos!
E se não prestamos atenção carregamos a tristeza, medo, angústia, esperança para bem depois da sessão de cinema e aquilo fica em nosso campo.
E então não devo mais assistir nada disso?
Olha, sinceramente, eu ainda vejo várias séries, filmes, livros, adoro drama, curto fantasia com aventura e acima de tudo reconheço que não existe historia sem conflito.
Mas tem certas coisas que deixam de ter efeito depois de um tempo, como alimentos depois que refinamos o paladar. Mas o importante não é necessariamente eliminar aquilo por completo e sim entender o que estamos vendo.
Então quer dizer que não posso mais simplesmente me divertir?
Você faz o que você quiser! Acontece que tem mensagens em todos os cantos e é bom que você esteja consciente disso. Mas a decisão é totalmente sua, aqui a narrativa é de livre — arbítrio, daquele cheio de consequências, para variar, mas ainda assim, livre!
Existem núcleos e mais núcleos de pessoas que já tem escolhido viver em uma narrativa de futuro em comunidades, plantando seu próprio alimento sem esperar grandes crises, vivendo com vista para as montanhas e se reunindo em eventos artísticos com frequência, um presente já se preparando para um futuro de maior conexão com o planeta Terra, harmonia entre as pessoas que o habitam.
Esta narrativa é composta por ações cotidianas, como o personagem que saí com sua ecobag para comprar orgânicos, e encontra o aliado que é vegano e instrutor de dança circular, mas adora coxinha de jaca e rock progressivo. Ele usa CNV com sua egrégora de amigos, mas com seu pai acaba sempre discutindo, porque somos humanos e multi-dimensionais, então precisamos começar a representar todo mundo de formas mais bacanas (e porque não apaixonante). E como trama eles vivem em uma comunidade em formação, cheia de sonhos, com muitos desafios e no meio de um turbilhão de acontecimentos.
Narrativas são portas de sonhos que nos motivam a construir o mundo em que queremos viver (pode ser o seu mundo pessoal com seu pequeno núcleo) e isso tem um poder imenso! Por isso mesmo é que é importante termos consciência desta energia.
Aqui no Ateliê Radiko estamos trabalhando para desenvolver e apresentar narrativas originais pensando na frequência da Terra em Transição.
Se curtiu clica nas palmas, e se quiser saber os próximos capítulos da um follow!
Semana que vem tem mais, com a Mi e as ciências da natureza, e logo mais uma lista com narrativas da transição e personagens revolucionários.
Deixo aqui um vídeo inspirador falando de nossa relação com o planeta:
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메타데이터
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