As quatro fases da respiração
Inspirar, reter com o pulmão cheio, expirar, reter com o pulmão vazio. São essas as quatro fases da respiração.
As quatro fases da respiração
Inspirar, reter com o pulmão cheio, expirar, reter com o pulmão vazio. São essas as quatro fases da respiração.
Elas são o fundamento do yoga, do pranayama, são uma possibilidade de observação e aprendizado dos ciclos da vida a partir do micro-cosmo. A inspiração é a expansão da vida. A retenção é o ápice. A expiração a contração da vida e a retenção com pulmões vazios é o desatar, o debaste, a morte dando espaço para as novas trocas.
Posso fazer analogias em relação aos quatro elementos. O ar com a inspiração, o vento alegre; o fogo, como o ápice; a água, como a expiração e o desaguar, nutrir; terra, como o máximo da contração à síntese.
Reflito que a maior das fases é a da expiração, que é um relaxamento, que é um doar de volta ao meio aquilo que inspiramos. Seguindo nessa linha de pensamento, é como um subir da montanha, onde na inspiração há esforço para chegar ao ápice e depois descer a montanha com fluidez da água até chegar ao chão. Por outro lado parece o inverso também, uma vez que a expiração é a mais demorada das fases, parece a fase do serviço do trabalhar em cima, depois de inspirar.
Levando para o corpo, na observação do corpo, quando ficamos tensos retemos o ar. A expiração, se colocamos consciência, é a possibilidade de voltar ao momento presente. Quando cantamos, a qualidade da nossa voz, depende da nossa presença, da possibilidade de deixarmos as emoções fluirem para todas as partes do nosso corpo ressoando a voz.
Então, para o canto fluido é necessário total presença e utilização potente da expiração. A expiração é o que se ouve no sexo, no relaxar, no gozar. É o grito de fúria, de gozo, de canto. É o suave soltar o ar de alívio.
Pensar sobre como a respiração está em cada tipo de situação e experiência que vivemos é um profundo exercício de entendimento sobre a vida.
Pensar já é de alguma forma experimentar, e quando fazemos esse exercício, podemos, ao relembrar a especificidade da respiração em suas quatro fases em determinados acontecimentos, trazer um fio de ouro em forma de memória experiência para a utilização no dia-dia.
Utilizar no dia dia a memória da respiração aliviada quando precisamos destencionar o corpo.
Utilizar a memória da respiração de grito quando precisamos acender o corpo.
E a risada com a respiração. Minha risada é uma que sai em blocos altos de som, como pequenos gritos de alegria que se entrecortam com os movimentos abdominais. Mistura de água com fogo. Como jatos de água que saem com pressão pelo ar, imitando o crepitar do fogo.
Quatro fases da respiração.
Se quero aumentar minha criatividade, fluir os pensamentos, posso prestar atenção na inspiração. Se quero aumentar o fogo, retenho o ar com os pulmões cheios. Se quero deixar fluir minhas emoções, percebo cada centímetro cúbico de ar saindo na expiração. Se quero concentração e síntese da terra, fico alguns momentos com o pulmão retido sem ar.
Assim, aprendendo a lidar com a casa, o templo, a fábrica bioquímica que é o corpo humano. Que produz pensamentos, intuições, sentimentos e ação.
메타데이터
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