Vivendo com a dor do luto
Vivendo com a dor do luto

Apesar de parecer loucura, sinto alívio em saber que a pessoa a estar sofrendo sou eu e não você, mãe; você está num lugar mais bonito do que eu posso imaginar.
Sinto saudades do som doce da tua voz, do teu perfume, das suas mãos meigas fazendo carinho nas minhas bochechas, a comida com tempero de amor. Só me pergunto ainda por quê? Qual o sentido de permanecer viva depois de perder a pessoa mais importante da sua existência e ser obrigada a suportar.
Você não pôde estar aqui pra me consolar quando eu terminei com o meu primeiro namorado, não pôde estar presente quando todos se tornaram ausentes, não pôde segurar minha mão nos momentos de crise, não pôde estar aqui quando eu me apaixonei mais uma vez (dessa vez pelo cara certo), não vai poder me ver na minha formatura — assim como não poderá no dia em que eu comprar minha casa, quando tiver filhos ou quando decidir que realmente vou ser somente mãe de pet. Quando eu erguer o canudo, vou querer gritar para todos os presentes que eu devo aquilo a você. Te devo absolutamente tudo, mãe.
Sua falta é colossal. No dia a dia, na correria, a tristeza não chega a ter espaço, mas em dias chuvosos e calmos, as lágrimas são incontroláveis, assim como o desejo de te dar um abraço apertado e dizer: eu te amo. E vou te amar para sempre, mãe.
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