Rainbow — Rebeldes com coração cigano
O arco-íris é um fenômeno óptico que nasce de um ruptura: quando a luz do sol brilha sobre as gotas de chuva e se separa do seu espectro…
Rainbow — Rebeldes com coração cigano

Rainbow, formação clássica com Ronnie James Dio
O arco-íris é um fenômeno óptico que nasce de um ruptura: quando a luz do sol brilha sobre as gotas de chuva e se separa do seu espectro, formando um arco multicolorido.
Assim também é o Rainbow, uma banda que nasceu da ruptura entre Ritchie Blackmore e o Deep Purple.
Tudo começa por volta de 1974, ano em que o Deep Purple se apresentava no California Jam e quando as tensões entre a banda já estavam mais do que evidentes.
A insatisfação de Ritchie com a banda, somado com rumos tomados no processo de composição do próximo disco, o Stormbringer (1974), indo numa direção mais funk e soul, foi o estopim para que ele deixasse a banda em busca de uma identidade musical própria.
Ritchie Blackmore sempre imprimiu na musicografia do rock, uma mistura bastante orgânica de blues, hard rock, música medieval e música clássica européia; a consolidação de sua própria personalidade musical, que sempre caminhou entre o rock pesado e a música erudita. O Rainbow é a coroação desse seu estilo.
Um pouco de mágica — As letras e a importância de Ronnie James Dio no Rainbow

Ronnie James “fucking” Dio
Fugindo um pouco das temáticas românticas, sexuais e crônicas do Deep Purple (mas não descartando-as totalmente), o Rainbow viaja para temáticas mais lúdicas e escapistas, com letras sobre castelos, reis, rainhas e cartomantes.
Os “rebeldes com coração cigano” (como fala a letra “Wolf to the Moon”, do último disco lançado pela banda), trouxe um pouco da magia que faltava no hard rock, e muito disso se deve a Ronnie James Dio, que tinha acabado de sair do Elf.
Apesar de Ritchie Blackmore ser o mentor da banda, é um erro colocar todos os créditos apenas em cima dele, especialmente nos três primeiros discos: Ritchie Blackmore’s Rainbow (1975), Rising (1976) e Long Live Rock’n’Roll (1978). O Rainbow é, na verdade, uma parceria criativa entre Ritchie Blackmore e Ronnie James Dio.
São os dois que assinam todas as músicas autorais nessa fase e ambos merecem igual reconhecimento. Ritchie Blackmore trouxe a forma, Ronnie James Dio o conteúdo.
Ritchie Blackmore’s Rainbow (1975) — O início de tudo

Primeiro disco do Rainbow — A capa já indica a personalidade da banda (ela foi desenhada por David Willardson, conhecido por trabalhar com cartazes de filmes da Disney)
O primeiro disco do Rainbow foi gravado em Março de 1975 em Munique (Alemanha) e estreou em Agosto do mesmo ano.
A banda contava como Ronnie James Dio nos vocais, Ritchie Blackmore na guitarra, Mick Lee Soule no teclado, Craig Gruber no baixo e Gary Driscoll na bateria.
Trata-se de um disco que se destaca não apenas pela qualidade, mas pela heterogeneidade das músicas, colidindo o tradicional ao moderno, a música medieval ao rock’n’roll, o sagrado ao profano, o melodioso ao agressivo.
É também um disco bastante visual. As viagens espirituais que começaram nos anos 60 parecem encontrar aqui um campo fértil. As letras são cheias de personagens enigmáticos interessantes. Um encantador de serpente, um homem numa montanha de prata, um rei em seu santuário; figuras que parecem ter sido retiradas de filmes como “A Montanha Sagrada” (Alejandro Jodorowsky, 1970).
Do ponto de vista musical, é um disco de hard rock de qualidade inquestionável. Os grandes destaques são Man on the Silver Mountain, um dos maiores clássicos da banda — obrigatória em todos os shows, Self Portrait, um hard rock submerso em influências medievais envolventes e Catch the Rainbow, a melhor do disco, uma belíssima balada conduzida por um instrumental delicado, vocais suaves e letra enfeitiçante.
Dá para destacar, ainda, a semi-acústica The Temple of the King, que parece ser uma prévia do que seria a carreira de Ritchie Blackmore posteriormente com o Blackmore’s Night e Sixteenth Century Greensleeves, com seu ótimo peso cadenciado.
Nesse disco há dois covers; a música Black Sheep of the Family, de uma banda de rock progressivo chamada Quatermass, e Still I’m Sad, um cover instrumental pesadíssimo de uma música do Yardbirds. São as duas músicas mais pesadas do disco, o Rainbow imprime aqui toda sua personalidade agressiva, proto-heavy metal.
Entre as misturas bem dosadas de música medieval e hard rock o disco ainda apresenta If You Don’t Like Rock’n’Roll, um típico rock’n’roll, com guitarras pesadas e pianos “à-lá Jerry Lee Lewis” e Snake Charmer, uma música que curiosamente se encaixaria muito bem no disco Stormbringer do Deep Purple por seu groove de funk e guitarras wah-wah.
Rising (1976) — O auge

A arte da capa foi feita por Ken Kelly, ilustrador de obras de fantasia e diversas capas do personagem Conan. Ele também já fez capas para discos do Manowar e do KISS.
Gravado em Fevereiro de 1976 e lançado em Maio do mesmo ano, Rising é, sem dúvidas, o melhor disco do Rainbow.
Além das características típicas da excelente parceria Blackmore-Dio, o álbum foi supervisionado pelo talentosíssimo engenheiro e produtor do Deep Purple, Martin Birch e conta com a participação do competente Jimmy Bain no baixo. Mas os grandes novos destaques do disco são o tecladista Tony Carey e o renomado baterista Cozy Powell. São eles que vão colocar Rising num outro patamar.
Enquanto os teclados no primeiro disco serviam apenas para fazer algum tecido de fundo ou acompanhar os riffs da guitarra, aqui vemos um trabalho muito mais substancial. Tony Carey faz um trabalho fenomenal, com solos de teclados incríveis em Tarot Woman e Light in the Black, duas das melhores músicas da banda de todos os tempos, além da belíssima textura de base que ele faz com o orchestron em Stargazer.
Por falar em Stargazer, essa é a música preferida de muitos fãs da banda. Tudo nela é irretocável, a introdução de bateria de Cozy Powell, o vocal dramático e potente de Ronnie James Dio, uma de suas melhores performances de todos os tempos, e o solo de guitarra espetacular de Ritchie Blackmore.
As outras músicas, Run with the Wolf, Starstruck e Do You Close Your Eyes, carregam o hard rock de qualidade que foi mostrado no primeiro disco. Dentre essas, Starstruck, com seus riffs excelentes, será uma das preferidas da banda em shows ao vivo, tocada, geralmente, junto com o clássico Man on the Silver Mountain.
On Stage (1977) — As performances ao vivo clássicas

On Stage, gravado durante o Rising world tour em 1976 no Japão e na Alemanha.
Lançado em 1977, On the Stage é o primeiro disco ao vivo oficial do Rainbow. Considerado um dos melhores materiais ao vivo da história do rock, ele registra os shows da banda durante a turnê do Rising world tour, no Circus Krone em Munique, na Alemanha, e na Arena Budokan em Osaka, no Japão.
É nesse disco que aparece pela primeira vez a música Kill the King, que seria lançada oficialmente no próximo disco, Long Live Rock ’n’ Roll (1978).
Uma das mais notáveis e saudosas características das bandas de hard rock nos anos 70 é a sinalização de uma identidade própria. O Rainbow tinha a sua.
A banda sempre abria com uma fala de Judy Garland na personagem de Dorothy em O Mago de Oz (1939) e, em seguida, tocava a belíssima melodia de Over the Rainbow.
“Toto, eu tenho a impressão de que não estamos mais em Kansas. Devemos estar sobre o arco-íris!” — Dorothy Gale , O Mágico de Oz (1939)

Cena do filme O Mágico de Oz (1939), filme de Victor Fleming, Mervyn LeRoy, George Cukor, King Vidor e Norman Taurog com Judy Garland no papel principal
Todas as músicas possuem uma versão estendida, cheia de improvisações instrumentais. Especialmente improvisos de guitarra. Ritchie Blackmore era a grande estrela do show. Um improviso recorrente nos shows era um blues, tocado no meio da música Man on the Silver Mountain, que servia de ponte para a música Starstruck.
O cover Still I’m Sad do Yardbirds, que foi apresentado no primeiro disco apenas na sua versão instrumental, é cantado aqui. Nessa música há recorrentes solos de bateria e teclado.
Entre as surpresas, temos a execução da música Mistreated, composta por David Coverdale e Ritchie Blackmore, lançada no disco Burn do Deep Purple.
Do material ao vivo oficial, além do setlist original com Kill the King, Man on the Silver Mountain, Starstruck, Catch the Rainbow, Mistreated, Sixteenth Century Greensleeves e Still I’m Sad, podemos encontrar edições especiais com a música Do You Close Your Eyes (gravado em 9 de Dezembro de 1976, em Osaka, no Japão).
Long Live Rock ’n’ Roll (1978) — O peso

Long Live Rock ’n’ Roll — Rainbow
Long Live Rock ’n’ Roll lançado em 1978 é o disco que encerra a fase clássica da banda.
Enquanto os dois primeiros consolidam a parceria Blackmore-Dio, este aqui valoriza ainda mais a presença de Cozy Powell, o baterista, que ajuda nas composições da pesadíssima Kill the King e The Shed (Subtle).
O resultado é simplesmente fantástico,** **Long Live Rock ’n’ Roll é o disco mais pesado da banda.
Blackmore não tocou apenas as guitarras neste disco mas também os baixos, com exceção das músicas Kill the King, Sensitive to Light e Gates of Babylon, que ficou por conta de Bob Dasley.
Os teclados, menos presentes do que no disco anterior, aparecem apenas nas músicas Kill the King e The Shed (Subtle), além do piano em L.A. Connection, ficando a cargo de David Stone.
Além disso, temos a participação da orquestra de cordas bavariana na música Gates of Babylon, conduzida por Rainer Pietsch e participações dos músicos Ferenc Kiss, Nico Nicolic, Ottmar Machan, Karl Heinz Feit e Rudi Risavy na belíssima balada Rainbow Eyes. Ferenc Kiss e Nico Nicolic tocam violino, Ottmar Machan viola, Karl cello e Rudi Risavy toca flauta.
É o disco mais bem produzido da banda até então. Embora não tenha o mesmo charme “místico” do seu antecessor, Rising (1976), este disco abusa das levadas hard rock pesadas e tende a agradar mais fãs do heavy metal.
Músicas agressivas como Long Live Rock ’n’ Roll (que se tornaria a música mais icônica da banda ao lado de Man on the Silver Mountain), Lady of Lake, L.A. Connection, Kill the King, The Shed (Subtle) e Sensitive to Light, abundam o disco.
Os grandes destaques vão para a épica Gates of Babylon, a estupenda Kill the King e a delicada Rainbow Eyes.
Down to the Earth (1979) - Início da parceria entre Ritchie Blackmore e Roger Glover e a guinada comercial da banda

Down to the Earth (1979). Capa criada por Ron Walotsky. Ele já criou capas para a clássica The Magazine of Fantasy & Science Fiction e também já fez capas para livros do Stephen King e Anne Rice.
Uma das coisas que mais percebemos quando uma banda muda seus integrantes é a troca de vocalista. Essa é uma das coisas que mais marcaram o disco Down to the Earth, lançado em Julho de 1979. Sai Ronnie James Dio e entra Graham Bonnet. O impacto foi tremendo para quem se acostumou com o clássico vocalista. O tipo de voz (e até o visual) de Graham Bonnet é muito diferente de Ronnie James Dio. Ele é uma vocalista mais “exagerado” e enérgico, que usa e abusa dos drives, enquanto Ronnie James Dio se eleva a algo mais teatral e operístico.

Graham Bonnet
Embora não chegue nem perto de Ronnie James Dio como vocalista, Graham Bonnet combina muito bem com a nova direção que a banda assumia. Essa nova direção é marcada pela parceria entre Ritchie Blackmore e Roger Glover, ex-companheiro do Deep Purple e que é o novo baixista e também produtor do disco. Enquanto a parceria Blackmore-Dio era marcada pela mistura orgânica entre o erudito e rock pesado, com uma pegada mais épica e com temáticas místicas e escapistas, a parceria Blackmore-Glover é muito mais pedente para um hard rock mais comercial e temáticas bem mais sexuais.
As linhas vocais de Graham Bonnet se destacam em músicas como All Night Long, No Time to Lose, Danger Zone e Lost in Hollywood.
Além da troca do baixista e do vocalista, sai o tecladista Tony Carey e entra Don Airey, que ficaria na banda até o Finyl Vinyl (1986).
A única música que mantém, mais ou menos, o contato com os discos anteriores é Eyes of the World, o resto é totalmente distinto.
Há também uma música do hitmaker Russ Ballard, Since You Been Gone, que tornou-se o maior sucesso comercial do disco.
O grande destaque do disco é Lost in Hollywood, uma música composta por Ritchie Blackmore, Roger Glover e o baterista Cozy Powell, que tem aqui uma performance fantástica.
Apesar de causar fúria nos fãs, podemos dizer que este é, sim, um ótimo disco. Superestimado e subvalorizado.
Singles “All Night Long/Weiss Heim” e “Since You Been Gone/Bad Girl” — Músicas que ficaram de fora do disco

Capa japonesa do single “All Night Long”, lançado meses depois da estréia de Down to Earth. Esse disco vinha com a inédita Weiss Heim.
Na fase de lançamento do disco Down to Earth foram lançados os singles All Night Long/Weiss Heim e Since You Been Gone/Bad Girl.
As músicas Weiss Heim e Bad Girl não entraram na prensagem oficial do disco.
Weiss Heim é uma música composta por Ritchie Blackmore, uma bela instrumental executada a base de guitarra e teclados. E Bad Girl uma música pesada, melhor que boa parte das músicas que entraram no disco oficial.
Elas foram incluídas oficialmente na versão deluxe do disco em 2011, que também incluía um CD extra com versões alternativas de todas as músicas do disco.
Difficult to Cure (1981) — Mais teclados! Mais comercial!

Desenho feito pelo Hipgnosis, um grupo britânico de design gráfico artístico que criou diversas capas para bandas como Pink Floyd, Wishbone Ash, UFO, Bad Company, Led Zeppelin, Yes e Genesis. Eles também vão fazer a capa do disco Straight Between the Eyes, do Rainbow, lançado em 1982.
O Rainbow foi uma banda que passou por constantes mudanças. Nesse entra-e-sai de integrantes, podemos dizer que nunca houve uma formação fixa de membros da banda por mais de um disco.
Dessa vez o enérgico vocalista Graham Bonnet e o excelente baterista Cozy Powell saem da banda para entrada do melodioso Joe Lynn Turner e do competente Bobby Rondinelli.
Difficult to Cure, lançado em 1981, aprofunda ainda mais as características do álbum anterior. Com uma pegada ainda comercial, mas ainda mantendo uma qualidade muito acima da média.
Esse disco abre com uma música de Russ Ballard, I Surrender, que se tornou o grande sucesso do disco, sendo a terceira música mais tocada nas paradas britânicas da época.
Outra música do disco que chegou a fazer muito sucesso é Can’t Happen Here, composta por Ritchie Blackmore e Roger Glover.
Outras músicas com bastante potencial radiofônico são No Release e Magic.
As únicas músicas mais pesadas do disco são Spotlight Kid, Freedom Fighter e Midtown Tunnel Vision.
Apesar de ser mais comercial, não podemos deixar de notar que é também mais bem tocado que o disco anterior. Assim como em Rising (1976), os teclados nesse disco voltam a ter saliência. É a melhor performance de Don Airey na banda.
O grande destaque do disco é, sem dúvidas, a música Spotlight Kid. Uma das melhores músicas da história da banda. Ela possui riffs fantásticos, um desenvolvimento instrumental estupendo e solos de guitarras e teclados que não víamos desde Light in the Black no disco Rising, de 1976.
A música erudita, tão presente na formação de Ritchie Blackmore, está homenageada nas últimas faixas do lado A e do lado B deste disco. Temos a atmosférica instrumental “Vielleicht Das Nächste Mal (Maybe Next Time), composta por Ritchie Blackmore e Don Airey, e Difficult to Cure (Beethoven’s Ninth), um arranjo instrumental composto por Ritchie Blackmore, Roger Glover e Don Airey da nona sinfonia de Beethoven.
Straight Between the Eyes (1982) — Ainda mais comercial

Capa desenhada por Jeff Cummins e Hipgnosis
Podemos definir esse disco da seguinte forma: ainda mais comercial que o anterior.
Desde o início da parceria entre Ritchie Blackmore e Roger Glover no disco Down to the Earth (1979), vemos que a orientação para músicas mais radiofônicas e palatáveis para o público geral se tornaram um norte definitivo na estrutura das composições.
Nesse disco temos uma presença muito maior do vocalista Joe Lynn Turner e podemos dizer que ele é o responsável pela guinada ainda mais comercial da banda, que ainda atingirá seu ápice no próximo disco, Bent Out Shape (1983).
Enquanto Down to the Earth (1979) nos presenteava com os vocais agressivos de Graham Bonnet e a bateria furiosa de Cozy Powell, enquanto o Difficult to Cure (1981) se enveredava para direções mais progressivas e apresentava obras-primas como Spotlight Kid, esse disco se resume a ser apenas um disco de hard rock agradável, mas sem nenhuma saliência, nada memorável.
O destaque do disco fica por conta da última música, Eyes of Fire, uma espécie de releitura da música Kashmir do Led Zeppelin.
O grande sucesso comercial do disco é a música Stone Cold.
Bent Out Shape (1983) — A parceria entre Ritchie Blackmore e John Lynn Turner (e ainda mais comercial)

Capa feita por Storm Thorgerson, célebre por seus trabalhos para bandas como Pink Floyd e Dream Theater
Bent Out Shape, lançado em 1983, foi o último disco da banda antes que Ritchie Blackmore e o baixista Roger Glover voltassem para o Deep Purple.
Nele há uma participação muito maior do vocalista John Lynn Turner, que divide a assinatura da maioria das composições do disco ao lado de Ritchie Blackmore. Neste disco, Roger Glover fica mais recluso.
Há uma guinada ainda mais comercial que a do disco anterior. Bent Out Shape ressalta a voz de John Lynn Turner e instrumentalmente se caracteriza por uma mistura de hard rock e adult-oriented rock, muito popular nos anos 80.
É o disco mais fraco da banda, mas não é ruim — longe disso. Apesar da banda não ser nem sombra do que já foi, as músicas são bem tocadas e, de tão datado, podem ser apreciadas pelo aspecto nostálgico — embora muitos não entendam isso como algo positivo.
Os destaques do disco são Can’t Let You Go, Fire Dance e Street of Dreams.
Single “Can’t Let You Go/All Night Long (Live)” — Ao vivo no St. David’s Hall, Cardiff

Show realizado em St David’s Hall, dois meses após o lançamento do disco Bent Out Shape
Em outubro de 1983, dois meses após o lançamento do disco Bent Out Shape, a banda fez um show em St. David’s Hall, Cardiff. Uma parte desse show foi lançado no single Can’t Let You Go/All Night Long (Live), lançado no mesmo mês.
Nesse single temos uma versão reduzida da música Can’t Let You Go (sem a introdução de teclado), e versões ao vivo das músicas All Night Long e Estranged.
Em relação a All Night Long, e interessante notar como avoz de John Lynn Turner dá outra identidade a música — mais suave, mais bonita.
Nas músicas All Night Long e Estranged, há uma forte presença de backing vocals femininos.
Stranger in Us All (1995) — A parceria entre Ritchie Blackmore, Doogie White e Candice Night. O retorno e o fim.

Assim como o primeiro disco, Ritchie Blackmore’s Rainbow (1975), ele foi inicialmente pensado para ser uma carreira solo de Ritchie Blackmore. Apenas depois foi pensado em colocá-lo na linha do tempo da discografia do Rainbow, como banda, que havia terminado suas atividades uns 10 anos antes.
Realizado no pós-grunge, no meio dos anos 90, Strange in Us All teve um sucesso modesto, especialmente na Europa.
A banda era composta por Ritchie Blackmore na guitarra, Doogie White nos vocais, Paul Morris nos teclados, Greg Smith no baixo, John O’Reilly na bateria, Mitch Weiss na gaita e Candice Night nos backing vocals.
Este é o oitavo e último disco de estúdio do Rainbow. Ele é, ao mesmo tempo, um retorno e uma despedida.
Podemos dizer que esse disco é o último material de rock de Ritchie Blackmore, uma despedida inclusive do estilo.
Depois disso, Ritchie Blackmore resolve se enveredar para a música folk e medieval, ao lado da sua esposa, Candice Night, em Blackmore’s Night, projeto que teria início dois anos depois do lançamento desse disco.
Candice Night tem forte participação criativa nesse disco, como uma das compositoras da música de abertura, Wolf the Moon, e também nas músicas Ariel e Black Masquerade, as duas melhores músicas do disco.
Candice Night imprime seu estilo, inserindo elementos de folk nas músicas, especialmente em Black Masquerade.
Esse disco faz um círculo perfeito, representa o fim de forma análoga ao começo. A proposta de ser um disco de hard rock que absorve outras influências é o mote do primeiro disco, Ritchie Blackmore’s Rainbow (1975), e esse é o disco mais próximo da proposta primeva da banda.
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메타데이터
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- 2026-07-13 12:51:24