← Back to list

Porque é que o PS ainda existe? E quem é que ainda vota neles?

Portugal, desde que se tornou uma democracia, enfrentou três bancarrotas. Todas aconteceram sob governação do Partido Socialista. Isso é um…

Bruno Manuel dos Santos Rodrigues · 2025-05-22 06:06 · 0 claps · 6.1 min read
#politica #portugal #partido-socialista
Open on Medium ↗
Wiki topics: 🔒 · Cybersecurity

Porque é que o PS ainda existe? E quem é que ainda vota neles?

Portugal, desde que se tornou uma democracia, enfrentou três bancarrotas. Todas aconteceram sob governação do Partido Socialista. Isso é um facto histórico, não opinião. E no entanto, continua a haver milhões de portugueses que votam no PS como se nada tivesse acontecido. A questão é simples: porquê? Quem são essas pessoas? E o que os leva a manter um partido no poder após tantas provas de incompetência governativa?

Vamos tentar perceber.

1. Os idosos e pensionistas: voto por inércia e desinformação

Uma das maiores bases eleitorais do PS é composta pelos idosos e pensionistas. São pessoas que:

  • Têm menos acesso à informação alternativa, por não usarem internet com regularidade;
  • Cresceram a ouvir que o PS era o partido da “liberdade”, dos “direitos” e do “povo”;
  • Têm medo do “desconhecido” e votam por hábito, não por avaliação racional.

Mas se o PS fosse assim tão bom para eles, então porque é que continuamos a ter reformas miseráveis, mesmo depois de 50 anos de democracia? O PS governou mais tempo do que qualquer outro partido — então como é que ainda hoje temos idosos a viver com 300 euros por mês?

Porque ninguém os informa. Porque ninguém os confronta com os factos. Porque os filhos e netos também já desistiram de discutir política em família. E assim, o PS sobrevive com base no voto da ignorância induzida.

2. A máquina de propaganda

O PS, como partido de esquerda, tem influência profunda nos meios de comunicação e em outras áreas-chave como a educação. É uma característica comum da esquerda em muitos países: o controlo da narrativa através da infiltração institucional.

Na SIC, por exemplo, temos Ricardo Costa como comentador e diretor de informação — irmão do então primeiro-ministro António Costa. A pergunta é simples: alguém acredita que esse jornalismo é imparcial? E mais: será que quem trabalha debaixo dele tem liberdade real para ser imparcial?

Relembremos o caso de José Sócrates e o escândalo do diploma de engenharia tirado num domingo. Onde foi ele dar a entrevista para “esclarecer tudo”? Na SIC. E quem o entrevistou? O irmão daquele que era, na altura, o seu braço direito no governo.

Ou o caso de Manuela Moura Guedes, afastada da apresentação do jornal de sexta-feira na TVI, sob pressão de Sócrates. Um caso de censura pura, numa democracia que se diz madura.

Agora, até na CNN Portugal, temos o filho de António Costa como comentador em prime time. Politicamente, é um completo desconhecido. Poucos saberiam quem é se não fosse o apelido. E ainda assim, consegue um lugar fixo num canal de referência.

Coincidência? Claro que não. É um sistema fechado, onde o PS garante visibilidade constante, silencia oposição e mantém a população distraída ou mal informada.

3. A dependência dos subsídios

É prática comum nos partidos de esquerda manter a população dependente do Estado. Uma das formas mais eficazes de o fazer é através dos subsídios. Eles funcionam como uma espécie de moeda de troca: apoio financeiro em troca de votos.

Para quem não trabalha e vive apenas de apoios, em quem vai votar? Naturalmente, no partido que lhe garante dinheiro sem exigir nada em troca.

Em Portugal, são muitos. E muitos desses agregados têm vários filhos, porque cada filho representa mais um pagamento mensal. Para quem trabalha, ter filhos é um encargo financeiro. Para quem vive de subsídios, é um rendimento adicional.

Alguém poderá dizer: “Todos têm o direito de ter filhos.” Sim, é verdade. Mas com esse direito vem também o dever de os sustentar. Ter filhos é uma responsabilidade, não uma estratégia de sobrevivência financiada pelo Estado.

E o que acontece quando esses filhos crescem? Vão trabalhar, ou vão repetir o padrão que aprenderam? A resposta está à vista. É o efeito bola de neve: quanto mais dás, mais dependências crias.

Não são apenas subsídios monetários. Há também casas atribuídas gratuitamente, como é comum na comunidade cigana, por exemplo. E enquanto partidos como o PS continuarem a governar, nada disto vai mudar.

Talvez quando tivermos metade da população a trabalhar para sustentar a outra metade, cheguemos ao ponto de ruptura. Talvez aí se fale em guerra civil ou reforma real. Até lá, o sistema continua: mais subsídios, mais votos. A menos que a classe trabalhadora acorde.

4. A nova estratégia: migração como base eleitoral futura

Uma nova e mais recente estratégia para captar votos tem sido a entrada massiva de migrantes oriundos de países do terceiro mundo, que tradicionalmente tendem a votar à esquerda. Deixá-los entrar, sustentá-los com apoios e garantir futuras lealdades eleitorais. Quando os portugueses começaram a virar-se para a direita, o PS respondeu com uma substituição silenciosa do eleitorado.

Estes novos migrantes recebem subsídios e casas atribuídas, como foi publicamente admitido pelo diretor do Observatório para as Migrações. Sim, os migrantes têm prioridade nas habitações sociais, recebem apoios financeiros e os seus filhos também.

E o que recebe a classe trabalhadora portuguesa? Nada. O argumento oficial é que os portugueses podem viver mais tempo com os pais. Mas isso significa também que começam família mais tarde, têm menos filhos e perdem qualquer tipo de apoio governamental.

Resultado? Uma população portuguesa a diminuir, e uma nova população, trazida e mantida pelo Estado, que no futuro retribuirá com votos. Miguel Prata Roque admitiu-o em direto na televisão: a nova população será determinante nas eleições futuras.

E quanto à velha desculpa de que precisamos de migrantes para a economia e para pagar a segurança social?

Olhemos para os números: temos 1,6 milhões de migrantes em Portugal, mas menos de 400 mil estão registados como trabalhadores ativos. Onde está o restante 1,2 milhão? Que contributo dão? Muitos vivem de apoios, e de forma silenciosa e legal.

Boa parte das contribuições vem de migrantes da União Europeia, com melhores empregos e melhores salários. Mas os restantes? Muitos desaparecem dos registos ou simplesmente vivem da benevolência estatal.

E depois temos casos como o assassino do jovem Manu, em Braga, um brasileiro que vivia em Portugal sem trabalhar e a receber 900 euros por mês. Quantos portugueses trabalham o mês inteiro para receber menos do que isso?

É justo que um jovem saudável receba esse montante sem contribuir com nada? É justo que se pague ainda mais por cada filho, quando trabalhadores que sustentam o sistema não recebem nada pelos seus filhos?

Esta é a nova engenharia social do PS: substituir os portugueses conscientes por populações dependentes, obedientes e agradecidas.

5. Os lugares políticos e a teia de interesses

É também característico da esquerda política criar e manter mais cargos nomeados e mais empresas públicas, que exigem orçamento e estrutura paga pelos contribuintes.

Para pagar os salários de tantos cargos criados, o Estado precisa de aumentar impostos. Em contraste, os partidos de direita costumam reduzir impostos, muitas vezes à custa da privatização de empresas públicas — o que significa menos encargos salariais para o Estado.

Vejamos exemplos concretos:

Nos últimos 8 anos de governação PS, o Estado aumentou em mais de 100 mil o número de trabalhadores públicos. Mas ainda faltam médicos, professores, polícias, militares… então, afinal, quem foram essas 100 mil pessoas contratadas? E para quê?

A resposta é simples: “tachos”. Cargos criados para recompensar lealdades partidárias. São 100 mil votos garantidos, pagos com os nossos impostos.

Outro exemplo: as Jornadas Mundiais da Juventude, evento religioso realizado em Lisboa. O governo criou um gabinete especial para ajudar na organização. O evento durou poucos dias. Mas o gabinete ficou. Tinha um diretor com assistente pessoal, motorista e carro oficial — tudo financiado por nós.

E porquê continuou após o fim do evento? Porque o diretor, ligado ao PS, estava prestes a reformar-se em 2024. Curiosamente, o gabinete foi agendado para terminar no fim de 2024. Que sorte, não é? Uma estrutura vazia, a gastar recursos, apenas para garantir uma reforma dourada. Típico dos esquemas socialistas.

O mesmo acontece com muitas empresas públicas. Os seus funcionários sabem que, enquanto o PS estiver no poder, os seus postos estão mais seguros. Um governo de direita, com intenção de privatizar parte dessas empresas, é visto como uma ameaça aos “tachos”.

Não sou defensor de privatizar tudo. Mas muitas empresas deveriam ser privatizadas, e digo porquê: as empresas privadas são geralmente mais eficientes, exigem resultados, e responsabilizam os funcionários.

Quantos casos conhecemos de trabalhadores do Estado que:

  • Entram às 9h apenas para bater o ponto,
  • Vão tomar pequeno-almoço,
  • Trabalham um pouco,
  • Saem para almoçar,
  • E desaparecem a meio da tarde?

Todos conhecemos exemplos. Isso não acontece em empresas privadas, onde o rendimento e o cumprimento de horários são monitorizados.

Menos empresas públicas = menos salários para o Estado pagar = menos impostos para todos.

Mas a esquerda não quer isso. Quer tachos. E tachos custam dinheiro.

Conclusão

Temos os idosos e pensionistas, fiéis por inércia. Temos uma máquina de propaganda bem oleada. Temos uma população a viver de subsídios, reforçada por ondas de migração estrategicamente incentivadas. E temos milhares de pessoas a viver de tachos, cargos criados para garantir votos pagos com os nossos impostos.

Isto é o que explica porque o PS ainda existe.

Mas ironicamente, é também este mesmo sistema que está a provocar o despertar da verdadeira direita política em Portugal. Após 50 anos de democracia, começa finalmente a surgir um contra-equilíbrio real, feito de cidadãos cansados de ver o seu esforço sustentar um sistema que não os representa.

O futuro dirá se essa direita será forte o suficiente para romper o ciclo. Mas uma coisa é certa: o PS não sobrevive pela excelência da sua governação, mas sim pela eficácia do seu controlo.


메타데이터
post_id
6d03dfd3ef96
slug
porque-é-que-o-ps-ainda-existe-e-quem-é-que-ainda-vota-neles-6d03dfd3ef96
url
https://medium.com/@brunotune/porque-%C3%A9-que-o-ps-ainda-existe-e-quem-%C3%A9-que-ainda-vota-neles-6d03dfd3ef96
canonical_url
https://medium.com/@brunotune/porque-%C3%A9-que-o-ps-ainda-existe-e-quem-%C3%A9-que-ainda-vota-neles-6d03dfd3ef96
author_url
https://medium.com/@brunotune
status
ok
fetched_at
2026-08-10 23:38:47